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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

A Lava Jato estanca e empresários dão o Golpe!

PETROBRAS - Juiz barra venda da petroquímica de Suape.


Juiz barra venda da petroquímica de Suape e dá aula de economia a Pedro Parente

30 de janeiro de 2017 às 23h55
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Estratégico. E daí?
enviado por CarlosC, com Redação
A Justiça Federal acaba de barrar mais uma negociata de gestão temerária na Petrobras, proibindo a “venda” (melhor seria chamar doação) das Plantas Industriais de SUAPE e CITEPE, obras do PAC recém inauguradas.
Essas unidades industriais estão sendo “vendidas” a preço irrisório e sem licitação.
Situadas no Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco, com excelente capacidade de escoamento e recebimento de produtos via marítima e terrestre, a Companhia Petroquímica de Pernambuco, PetroquímicaSuape, e a Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco, Citepe, produzem respectivamente o ácido tereftálico purificado (PTA) e polímeros e filamentos de poliéster e resina para embalagens PET.
PROCESSO Nº: 0805433-25.2016.4.05.8500 — AÇÃO POPULAR
ÓRGÃO JULGADOR: 2ª VARA FEDERAL(TITULAR)
JUIZ FEDERAL TITULAR
AUTOR: JOAO CARLOS DO NASCIMENTO SILVA (e outro)
ADVOGADO: Raquel De Oliveira Sousa
RÉU: PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS (e outros)
ADVOGADO: Carla Patricia Veras Silver (e outro)
DECISÃO
1. Relatório
João Carlos do Nascimento Silva e Fernando Borges da Silva ajuizaram ação popular contra a Petrobrás S/A e a Agência Nacional do Petróleo — ANP, a pretender a anulação da venda Companhia Petroquímica de Pernambuco (Petroquímica SUAPE) e da Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco (CITEPE).
Em resumo, os autores alegaram que a Petrobrás estaria a promover a alienação sem observar as normas de licitação e que haveria prejuízo para a empresa, em razão do volume de recursos despendidos naqueles dois ativos e aqueles que ela iria receber na venda.
Além disso, alegou risco de dano irreparável, pois se a alienação se consumar, talvez não possa vir a ser desfeita, em razão da indenização que a empresa poderia se ver obrigada a pagar aos terceiros de boa-fé que comprassem aqueles bens.
Pediram o deferimento de liminar que suspendesse a venda daqueles ativos.
Ouvida, em resumo, a Petrobras afirmou a legalidade do procedimento e que, inclusive, o TCU havia autorizado sua execução, além da observância das normas simplificadas aplicadas a ela por força de decreto da Presidência da República.
Chamada a se manifestar, em resumo, a ANP alegou não ser parte legítima para a demanda e sustentou a legalidade de todo o procedimento.
É o relatório mais do que resumido. Passo a fundamentar minha decisão.
2. Fundamentação
Os autores populares parecem ter razão ao pedirem a suspensão do procedimento de venda daqueles ativos.
Por se tratar de bens de ente integrante da Administração Pública indireta, há a necessidade de serem observados os princípios do art. 37 da Constituição Federal de 1988 – CF/88, especialmente o da legalidade, publicidade e eficiência.
Numa análise superficial, parece que o procedimento adotado pela Petrobras, ainda que fundado em decreto regulamentar, não atende àquelas três diretrizes republicanas, pois a empresa não comprovou ter havido ampla publicidade da oferta daqueles ativos para venda, o que certamente atrairia mais interessados e poderia determinar a elevação do preço.
Além disso, não parece eficiente se ter desembolsado enorme soma na construção de dois empreendimentos de longo prazo e pretender deles se desfazer em tão pouco tempo (pelo que se pode aferir superficialmente, as empresas têm menos de dez anos de instalação).
Ora, é notório que empreendimentos industriais levam anos para que haja retorno do capital investido. E se levarmos em conta a queda abrupta dos preços do petróleo desde 2010, que caiu de U$ 120 por barril para U$ 30, haveria ainda mais demora para se obter de volta o capital investido.
Por outro lado, é no mínimo temerário vender ativos patrimoniais em momentos de crise econômica, em razão da depreciação que eles sofrerão por conta da situação de baixa do mercado, especialmente no caso de ativos da área do petróleo, produto estratégico para qualquer país, por ser o insumo básico da maioria esmagadora das demais indústrias.
Ainda que se possa alegar que se devem ser levados em conta os riscos do negócio e a dinâmica própria das operações empresariais, não me parece de acordo com a eficiência liquidar ativos tão caros — seja do ponto de vista econômico seja do ponto de vista estratégico — açodadamente e sem que se busque o melhor preço e a melhor oportunidade.
Especialmente no caso da Petrobrás, há ainda o fato dela ser sociedade de economia mista e a União poder fazer aportes de capital se necessário, para eventual socorro à companhia, o que justificaria maior prudência na venda de patrimônio.
Por outro lado, não se pode deixar de levar em conta o impacto que a alienação de tais ativos pode vir a ter na cadeia produtiva instalada no mesmo local, bem como nos empregos diretos e indiretos ali existentes, pois se a União pode bancar a manutenção de determinadas operações da companhia por questões de política econômica, como já o fez em passado recente, uma empresa estrangeira, como a que se apresenta como interessada na aquisição, pode simplesmente fechar as duas fábricas, com prejuízos ainda não estimados para o país, o Estado em que estão localizados e, o mais importante, para as pessoas ali empregadas direta ou indiretamente.
Há de se destacar que, se o negócio fosse tão ruim como defende a Petrobrás, não haveria interessado em sua compra num momento de notória crise mundial do setor petrolífero, nem haveria a necessidade de tamanha urgência na alienação.
Sobre a legitimidade da ANP, parece que ela está presente, pois como agência reguladora do setor, ela deve ser chamada a intervir sempre que houver discussão judicial sobre questões afetas ao seu conjunto de atribuições, inclusive por conta de sua experiência técnica.
3. Decisão
Amparado em tais razões, defiro a liminar requerida e determino à Petrobrás S/A que suspenda a alienação da Companhia Petroquímica de Pernambuco (Petroquímica SUAPE) e da Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco (CITEPE), até ulterior deliberação deste juízo, sob pena de multa de R$ 250.000.000,00 (duzentos e cinquenta milhões de reais) em relação a cada umas das empresas, em prejuízo de outras sanções, inclusive de ordem criminal.
Intime-se a Petrobras com urgência para cumprir a decisão liminar.
Citem-se os réus para apresentar respostas no prazo de 15 (quinze) dias.
Intime-se a União para dizer se tem interesse no feito, no prazo de 5 (cinco) dias.
Intime-se o MPF para ter ciência de todos os termos do processo e para nele intervir como fiscal da lei.
Intimações necessárias.
Marcos Antonio Garapa de Carvalho
Juiz Federal da 3ª Relatoria da Turma Recursal/SJSE,
no exercício da titularidade da 2ª Vara.
(Ato nº. 615/2016-CR)
PS do Viomundo: A Petrobras vendeu as duas empresas à mexicana Alpek por U$ 385 milhões, sujeitos a “ajustes” (dívidas, inclusive). Sem licitação. Pedro Parente, o presidente da empresa, foi escalado pelos tucanos para desossar a estatal na gestão Temer, um fatiamento que inclui o pré-sal. Petróleo, como diria FHC, é coisa do passado! A Shell, a BP e a Exxon Mobil são empresas integradas, mas segundo o senador José Serra a Petrobras deve se concentrar em furar poço e deixar assuntos “estratégicos” para quem é do ramo. O Pentágono, por exemplo…

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

POLÍTICA - A justiça para gregos e troianos.

A Justiça para gregos e troianos

"Os fascistas de plantão (na mídia, nas ruas e nas redes) sempre deixam externar, nos seus comentários e suas meias-verdades, que desejam vingança e nunca justiça. Outrora, defendiam a berros, à la merval, a transparência nas divulgações das delações, quando atingiam sobremaneira o PT. Porque não querem justiça e, sim, vingança, agora, dado que a camarilha golpista, que apoiam, está toda atolada no lamaçal da corrupção, a começar pelo presidente, seus ministros e seus apoiadores - inclusos os tucanos bicudos e de alta plumagem -, os fascistas acham "justo" a chefe da suprema corte, em mais uma ação discricionária e digna de repulsa, decretar sigilo nas delações da Odebrecht", observa o cientista social e professor Robson Sávio; ele lembra que "só cabe sigilo em processos que invadam a intimidade das partes, conforme estabelecido em lei", e afirma que "enquanto o STF USAR DE DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS NAS SUAS AÇÕES, não temos nenhum dever de acreditar na isonomia e no interesse da justiça, na justiça"

PETROBRAS - Queda de 10% na produção brasileira de petróleo.



Petrobras derruba produção de petróleo; trabalhador paga o pato


FUP
   
A Petrobras alega crise econômica e maior concorrência na venda de combustíveis. Mas a companhia que foi fundamental durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para vencer a crise de 2003, sob o governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB), agora puxa drasticamente o freio.

Conforme aponta o Coordenador Geral da FUP (Federação Única dos Petroleiros), José Maria Rangel, a queda está ligada mesmo à política de sucateamento implementada por Temer e que faz o país engatar a ré.

“Hoje temos 9,3 bilhões de barris de petróleo de reserva, a mesma quantidade que tínhamos em 2001. Em 2016, a Petrobrás perfurou 10 poços, o menor nível de perfuração desde 1954”, critica.

Com a queda no investimento especialmente na área de exploração, fica mais barato importar combustível, fator que fez a aquisição no exterior de gasolina e diesel subir 18,5% e 14,1%, respectivamente, em 2015. Além do prejuízo no caixa, o novo cenário ainda deixa o país vulnerável à volatilidade internacional.

Confira abaixo a entrevista:

A Petrobras aponta a crise econômica e a maior concorrência na venda de combustíveis como maiores responsáveis pela maior queda no volume de petróleo processado desde 2010. São realmente esses os fatores?
José Maria Rangel – Na indústria de óleo e gás não tem mágica. A Petrobras reduziu drasticamente seus investimentos, principalmente na área de exploração e isso acarreta em um custo para ela. Hoje temos 9,3 bilhões de barris de petróleo de reserva, a mesma quantidade que tínhamos em 2001, quando, coincidentemente, o Pedro Parente (atual presidente da Companhia escolhido pelo golpista Michel Temer) era presidente do Conselho de Administração da Empresa.

Em 2016, a Petrobrás perfurou 10 poços, o menor nível de perfuração desde 1954. Não tem mistério, esse cenário vai acontecer e não vislumbramos mudanças em 2017. Vai continuar reduzindo investimentos e a quantidade de reservas tende a cair.

Mas além de não ser modificado, o quadro pode ser piorado?
Rangel – Acredito que sim, porque os campos maduros, que já estão produzindo, têm um declínio natural de 10% ao ano. Obrigatoriamente, a Petrobras tem de colocar 200 mil barris de petróleo por dia novo para suprir o que perderá normalmente. Para aumentar a produção, tem de colocar uma produção a mais e o que a gente vislumbra não é isso, prevemos que em 2017 essa curva de reservas continue caindo.

Como isso impacta a vida do brasileiro no cotidiano?
Rangel – Agora não verá impacto, mas a médio e longo prazo será uma tragédia, porque impactará a vida da Petrobras, uma empresa de petróleo vale o que tem e ela está num processo de declínio de reservas. As grandes operadoras estão saindo mundo afora para comprar reservas e estão achando no Brasil, porque o governo brasileiro resolveu abrir o pré-sal e está se desfazendo de campos importantes como o de Carcará, vendido para a Statoil.

A médio e longo prazo, se o Brasil tiver que importar mais derivados, dependendo do preço, terá de aumentar o preço no mercado interno porque não terá mais autonomia e isso impactará no preço dos combustíveis.

Além do papel de indutor da economia, que a empresa já vem perdendo ao longo dos anos. Todos os brasileiros são a favor da Operação Lava Jato, quando prende corruptos. Agora, quando começa a penalizar empresas, também penaliza o trabalhador dessas empresas. Já temos um nível de desemprego na ordem de 22 milhões de pessoas e não tenho dúvida de que muitos são da indústria de óleo, gás ou atividades periféricas como hotelaria, comércio e prestadores de serviço para a Petrobrás, como a metalúrgica.

Quando a Petrobrás diminui seus investimentos isso tem um impacto terrível no desenvolvimento do país.

O sucateamento da empresa pode ser uma tática para justificar uma privatização?

Rangel – Não acredito que será privatizada em Bolsa de Valores, como a Vale foi, ela vai ser inviabilizada. A Petrobras está vendendo ativos que são importantes na lógica de ser empresa integrada de petróleo, como a malha de gasoduto do Nordeste, por onde escoa a sua produção de gás. Então, acredito que esse governo ilegítimo fatiará a companhia de tal forma que vire empresa pequena.

O governo alega que sob a gestão de Pedro Parente iniciou uma política de redução de preços no combustível e que isso fará a Petrobras ganhar novo fôlego. Você acredita nisso?

Rangel – É uma vergonha quando a Petrobras anuncia redução no preço dos combustíveis e ele mesma diz que não tem certeza se chegará ao consumidor, porque não pode garantir se distribuidores e vendedores baixarão a margem de lucro.

A empresa que pesquisa, acha, refina e entrega o combustível reduz margem de lucro, mas quem não faz nada não mexe e o cidadão não enxerga a diminuição do preço na bomba.

Fora isso, a política de redução de preços da Petrobras é irresponsável, porque está pegando toda volatilidade do mercado internacional e trazendo para ela. Imagina se acontece uma guerra em países produtores de petróleo, como cansamos de ver, e o preço do barril salta de US$ 50 para US$ 100? Pela política atual, terá de jogar tudo no lombo do trabalhador.

A política anterior, por mais equívocos que tenha cometido, era mais justa porque pegava uma média de quatro, cinco meses para estabelecer valor, considerando flutuação do valor do barril e do câmbio.

Isso sem contar que, com a recessão atual, as pessoas estão consumindo menos combustível e também traz um prejuízo para a companhia. Se não gera caixa, não tem onde investir. E o governo ilegítimo, por sua vez, não faz sua parte que é entender a importância da Petrobrás e fazer alguns aportes necessários para que possa produzir.

Não precisávamos passar por isso, a Petrobrás tem uma série de campos a serem explorados, coisa que outras empresas não têm, tem a competência de seus trabalhadores e faz opção de deixar paradas as quatro sondas de perfuração marítima. Poderia estar explorando novos postos e fazendo novas descobertas.

O caminho deste governo ilegítimo é um equívoco completo e vamos apresentar em breve um estudo para a sociedade comprovando que essa gestão tem destruído a maior empresa do país.


 Fonte: CUT

Em protesto, mulheres lançam anticandidatura ao STF  - Portal Vermelho

Em protesto, mulheres lançam anticandidatura ao STF  - Portal Vermelho: Um grupo formado por profissionais das mais diverentes áreas de atuação, lançaram uma anticandidatura (simbólica) para ocupar a vaga do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, morto em 19 de janeiro deste ano. 'A anticandidatura ao Supremo Tribunal Federal é uma ação política de protesto e de denúncia desse estado de coisas', diz o texto.

Por que a Globo prendeu o Eike?

POLÍTICA - O jurista Merdal Pereira.

O jurista Merval Pereira inverte a lei para justificar sigilo das delações



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O doublê de jurista Merval Pereira, em seu comentário hoje, na CBN, é um dos jornalistas que parece ter ficado aliviado com a manutenção do sigilo sobre as delações dos executivos da Odebrecht.
Pela lei, depoimentos só são liberados no final do processo, quando houver uma decisão do Ministério Público em pedir a condenação dos delatados. No entanto, haverá uma pressão muito forte pela liberação, disse ele.
Merval, não é e nunca foi assim e a pressão foi e é pela não liberação.
Tem um livrinho, a Constituição que estabelece, no inciso LX do Art. 5°:
“a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem”
E depois, no artigo 93, no inciso IX:
 todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei, se o interesse público o exigir, limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou somente a estes”
É por isso que, no post anterior, disse que era curioso ver jornalista defendendo a manutenção do mais explosivo dado sobre o escândalo que, há dois anos, paralisa o país e serviu de combustível para a deposição de um governo eleito.
Com o sigilo, permanece o poder dos “favoritos”: tanto os que vão ter seus nomes expostos por vazamentos seletivos quanto os que “merecem” a deferência das informações privilegiadas.

POLÍTICA - Marcelo e Emílio Odebrecht romperam em função da delação.

UOL confirma que delação fez Marcelo e Emílio Odebrecht romperem

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Como se afirmou aqui, ontem, a delação de Marcelo Odebrecht (e de outros executivos do grupo) foi uma imposição de seu pai e dono de fato da empresa, Emílio. Extensa reportagem do UOL, conduzida pelos repórteres Flávio Costa, Leandro Prazeres e Vinicius Konchinski conta em detalhes esta história obscura.
A história de traição, negócios e “salvação do dinheiro” da Lava Jato encontra, agora, o lado mais infame: o conflito num clã familiar poderoso, com o velho general tomando o comando do jovem comandante para salvar o que lhe for possível do império empresarial.
E os desdobramentos que isso trará: para Emílio, com as delações a as multas bilionárias encerrando a história policial e restando á frente a liquidação dos negócios de forma mais vantajosa. Para Marcelo, depois de 19 meses na prisão, mais um ano de cadeia e o exílio eterno dos negócios da empresa que tanto quis comandar.
Não é preciso ser um grande estrategista para entender que, para Marcelo, as únicas e poucas esperanças de ter melhor sorte e sair da armadilha de coação em que foi posto em Curitiba é entregar todos os que possuem foro privilegiado e passar seu destino para as mãos do STF. Leia-se, então, como se disse ontem, todos os homens do governo Michel Temer, inclusive o próprio, a quem Emílio Odebrecht, em nome dos negócios, preferiria poupar.
Leia a reportagem:

Delação causa rompimento entre Marcelo e Emílio Odebrecht

Flávio Costa, Leandro Prazeres e Vinicius Konchinski 
O acordo de delação premiada da Odebrecht causou o rompimento das relações entre o ex-presidente e herdeiro do grupo empresarial, Marcelo Odebrecht, e seu pai, Emílio, presidente do Conselho de Administração do conglomerado. A informação foi confirmada ao UOL por cinco pessoas ligadas à Operação Lava Jato ou à Odebrecht, sob a condição de terem suas identidades preservadas.
“Marcelo sente-se injustiçado. Ele se vê como um bode expiatório. Acha que pagará o preço mais alto entre todos os envolvidos na Lava Jato também porque seu pai aceitou delatá-lo”, afirmou ao UOL um funcionário de alto escalão da Odebrecht.
“Marcelo pagava mesmo propina e, de certa forma, desafiava as autoridades que poderiam o incriminar. Emílio, por sua vez, era mais conservador. Cometeu e sabia de ilegalidades, mas era mais contido”, acrescentou.
Colaborar com os investigadores foi uma derrota pessoal de Marcelo e uma vitória de seu pai, além de abrir a crise de relacionamento entre os dois protagonistas do clã baiano de origem germânica. Nos primeiros meses após sua prisão –ocorrida em junho de 2015, durante a 14ª fase da operação–, o executivo insistia em negar as acusações e rejeitava aderir a um acordo. Emílio, por sua vez, decidiu rapidamente pela delação como forma de preservar a empresa.

Grupo de Emilio versus grupo de Marcelo

Na primeira visita que fez a Marcelo na prisão em Curitiba, em setembro de 2015, Emílio o sugeriu que optasse por delatar, hipótese repelida pelo filho, como revelou a revista “Piauí”. Marcelo está detido na carceragem da sede da Polícia Federal em Curitiba. “Em determinado momento, ele reclamou de que o pai não aparecia para visita-lo”, disse um investigador da Lava Jato.
“Este assunto [a delação] estremeceu a relação entre ambos. Havia dois grupos na empresa: o de Marcelo, que não queria a delação de jeito nenhum, e o de Emílio, que achava a delação a melhor saída”, disse um membro do Conselho de Administração da Odebrecht. “Venceu a tese de Emílio.”
A descoberta pela Polícia Federal do setor de “operações estruturadas”, responsável pela sistematização do pagamento de propinas, em março de 2016, e a crise financeira que atingiu o grupo aumentaram a pressão sobre Marcelo.
Emílio tomou a iniciativa de procurar um acordo com as autoridades. Em maio de 2016, a empresa firmou o termo de confidencialidade, o que deu início às negociações para as delações premiadas, que estão a um passo de serem homologadas pela presidente do STF, ministra Carmen Lúcia. Todos os 77 delatores ligados à empresa ratificaram seus depoimentos à Justiça até sexta-feira.

POLÍTICA - "Capitalismo do Desastre".


Preparem-se para o capitalismo do desastre de Trump

A resposta à devastação provocada pelo furacão Katrina é o modelo do capitalismo do desastre que se alinha perfeitamente ao histórico de Trump como homem de negócios. Artigo de Naomi Klein, no portal Intercept.
Naomi Klein.
Já sabemos que o governo Trump pretende desregulamentar o mercado, travar uma guerra sem limites contra o “terrorismo islâmico radical”, destruir a ciência que estuda o aquecimento global e desencadear uma corrida por combustíveis fósseis. Essa é uma abordagem que certamente gerará um tsunami de crises e choques: choques económicos, com bolhas de mercado a rebentar; choques de segurança, com efeitos internos da reação ao militarismo externo; choques ambientais, à medida que o meio ambiente é desestabilizado; e choques industriais, com derrames em oleodutos e colapsos de plataformas, que tendem a ocorrer, em especial, quando são pouco regulamentados.
Tudo isso é perigoso o suficiente. Mas o mais grave será a forma como o governo Trump certamente explorará esses choques tanto política quanto economicamente.
Não é preciso especular. Basta um pouco de conhecimento de história recente. Há dez anos, eu publiquei “A Doutrina do Choque”, um livro sobre como as crises foram exploradas sistematicamente nos últimos cinquenta anos para promover uma agenda radical em prol de grandes corporações. O livro começa e termina com a reação ao furacão Katrina, pois ele representa um modelo assustador para o capitalismo baseado em desastres.
Esse facto é relevante por conta do papel central, e pouco lembrado, desempenhado pelo homem que agora ocupa a Vice-Presidência dos EUA, Mike Pence. Quando o Katrina atingiu Nova Orleães, Pence era presidente do Comité de Estudos Republicanos (RSC), um órgão poderoso e extremamente ideológico. Em 13 de setembro de 2005, apenas 14 dias após os diques romperem, com partes de Nova Orleães ainda submersas, o RSC realizou a fatídica reunião nos escritórios da Heritage Foundation, em Washington, D.C..
Sob a liderança de Pence, o grupo produziu uma lista de “Ideias em favor do mercado livre para responder ao furacão Katrina e à alta do preço do gás”. Ao todo, 32 políticas tiradas da cartilha do capitalismo do desastre.
Para se ter ideia de como o governo Trump reagirá à sua primeira crise, vale a pena ler a lista completa (link is external) (e reparar no nome de Pence lá no fim).
O que mais se destaca no pacote de pseudopolíticas de “socorro” é o comprometimento com uma guerra sem limites às normas laborais e à esfera pública — o que é irónico, já que foi justamente o fracasso da infraestrutura pública que transformou o Katrina em uma catástrofe humanitária. Também é impressionante a determinação em usar qualquer oportunidade para fortalecer o setor de petróleo e gás.
Os três primeiros itens da lista do RSC são “suspender automaticamente as leis salariais Davis-Bacon vigentes na área do desastre”, em menção à lei que obrigava empreiteiros federais a pagar o salário mínimo; “fazer de toda a área afetada uma zona de imposto uniforme e livre empreendimento”; e “fazer de toda a região uma zona de competitividade económica (incentivos fiscais abrangentes e dispensando regulamentações)”.
Outro ponto solicitava que pais recebessem vales para serem usados em escolas privadas, uma medida em perfeita consonância com a visão adotada pela nomeada por Trump para secretária da Educação, Betsy Devos.
Todas essas medidas foram anunciadas pelo presidente George W. Bush em menos de uma semana. Sob pressão, Bush foi forçado a restabelecer as normas laborais, embora elas tenham sido amplamente ignoradas pelas construtoras. Há muitos motivos para se acreditar que esse será o modelo dos investimentos multibilionários em infraestrutura que estão sendo usados por Trump para cortejar os movimentos de trabalhadores. Já foi noticiado que a revogação da Lei Davis-Bacon para esses projetos foi discutida na reunião de segunda-feira com líderes e sindicatos do setor de construção.
Em 2005, a reunião do Comité de Estudos Republicanos produziu outras ideias que também receberam apoio presidencial. Cientistas do clima ligaram o aumento da intensidade de furacões diretamente ao aquecimento dos oceanos. No entanto, essa ligação não impediu que Pence e o RSC exigissem que o Congresso dos EUA revogasse leis ambientais no litoral do Golfo do México, autorizasse novas refinarias de petróleo nos Estados Unidos e a “perfuração do Refúgio Nacional de Vida Silvestre do Ártico”.
O conjunto dessas medidas representa uma forma infalível de aumentar as emissões de gases de efeito estufa, que são a maior contribuição humana para as alterações climáticas. No entanto, foram defendidas pelo presidente sob o pretexto de remediar uma tempestade devastadora.
A indústria do petróleo não foi a única a lucrar com o furacão Katrina, obviamente. Assim como diversos empreiteiros com bons contactos que transformaram o litoral do Golfo do México em um laboratório privado de respostas a desastres.
Trump e Pence chegam ao poder no momento em que esse tipo de desastre, como os tornados fatais que acabaram de atingir o sudeste americano, chegam de forma veloz e furiosa. Trump já declarou que os Estados Unidos são uma zona de desastre permanente. E os choques vão continuar a aumentar, graças às políticas imprudentes que foram prometidas em campanha.
As empresas que ganharam os maiores contratos faziam parte do conhecido gangue de empresas que participaram da invasão do Iraque: a unidade KBR da Halliburton faturou um contrato de US$ 60 milhões para reconstruir bases militares no litoral. A Blackwater foi contratada para proteger os funcionários da Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA) de saqueadores. A Parsons, conhecida pelo seu trabalho negligente no Iraque, foi chamada para realizar um projeto de construção de uma grande ponte no Mississipi. Fluor, Shaw, Bechtel, CH2M Hill — todas grandes empreiteiras com atividade no Iraque — foram contratadas pelo governo para prover casas móveis para as vítimas evacuadas da áreas apenas dez dias depois do rompimento dos diques. Esses contratos acabaram por totalizar US$ 3,4 mil milhões sem passar por um processo de licitação.
Nenhuma oportunidade de lucro foi deixada de lado. A Kenyon, uma divisão do grande conglomerado dedicado a funerais Service Corporation International (doador da campanha de Bush), foi contratada para resgatar corpos nas casas e nas ruas da cidade. O trabalho foi incrivelmente lento e alguns corpos ficaram expostos ao sol forte por dias. Equipas de emergência e agentes funerários voluntários foram proibidos de ajudar porque o manuseio dos corpos interferia no território comercial da Kenyon.
E, assim como muitas das decisões de Trump até agora, uma especialização relevante parece não ter nada a ver com a forma como os contratos são alocados. Foi noticiado que a AshBritt, uma empresa que recebeu 500 milhões de dólares para remover escombros, não possuía nenhum camião de lixo e terceirizou o todo trabalho para outras empreiteiras.
Ainda mais impressionante foi a empresa a que a FEMA pagou US$ 5,2 milhões para executar a importante função de construir um acampamento-base para os funcionários de emergência na paróquia de St Bernard, no subúrbio de Nova Orleães. A construção do acampamento atrasou e nunca foi concluída. Quando a empresa foi investigada, veio à tona que a Lighthouse Disaster Relief era, na verdade, um grupo religioso. “A atividade mais próxima disso que já realizei foi organizar um acampamento de jovens com minha igreja”, confessou o diretor da empresa, Pastor Gary Heldreth.
Após todos os níveis de subempreiteiros levarem sua fatia, não sobrou quase nada para os funcionários. Por exemplo, o autor Mike Davis descobriu que a FEMA pagou à Shaw US$ 175 por pé quadrado para instalar lonas azuis em telhados danificados, embora as lonas tivessem sido fornecidas pelo governo. Depois de os subempreiteiros embolsarem sua parte, os funcionários que de facto instalaram as lonas receberam apenas US$ 2 por pé quadrado. “Todos os níveis da cadeia alimentar de contratados, em outras palavras, é grotescamente bem-alimentada, exceto a camada inferior”, escreveu Davis, “por quem o trabalho é de facto realizado”.
No Mississippi, uma ação civil pública forçou diversas empresas a pagar centenas de milhares de dólares em salários devidos a funcionários imigrantes. Alguns deles não receberam nada. Num estaleiro de obras da Halliburton/KBR, funcionários imigrantes sem visto contaram que foram acordados no meio da noite pelo seu empregador (um sub-subempreiteiro), que supostamente dizia que os agentes da imigração estavam a caminho. A maioria dos funcionários fugiu para evitar a prisão.
Esse nível de corrupção e abuso é especialmente relevante porque o plano de Trump é usar grande parte dos gastos com infraestrutura com empresas privadas no que chama de parceria público-privadas.
Após o Katrina, os ataques a indivíduos vulneráveis, feitos em nome da reconstrução e do socorro, não pararam por aí. Para compensar as dezenas de milhares de milhões de dólares gastos nos pagamentos dos contratos com empresas privadas, em novembro de 2005, o Congresso (controlado pelo Partido Republicano) anunciou que precisava cortar US$ 40 mil milhões do orçamento federal. Entre os programas que foram cortados estavam empréstimos a estudantes, o programa de saúde Medicaid e vale-alimentos. Em outras palavras, os americanos mais pobres subsidiaram a bonança dos empreiteiros duas vezes. Primeiro, quando o socorro às vítimas do Katrina se transformou em benesses corporativas, sem criar empregos decentes nem prover serviços públicos. Segundo, quando os poucos programas que ajudavam desempregados e pobres por todo o país foram cortados para pagar as contas superfaturadas.
Esse é o modelo do capitalismo do desastre que se alinha perfeitamente ao histórico de Trump como homem de negócios.
Trump e Pence chegam ao poder no momento em que esse tipo de desastre, como os tornados fatais que acabaram de atingir o sudeste americano, chegam de forma veloz e furiosa. Trump já declarou que os Estados Unidos são uma zona de desastre permanente. E os choques vão continuar a aumentar, graças às políticas imprudentes que foram prometidas em campanha.
O Katrina mostra que este governo tentará explorar todos os desastres para faturar o máximo possível. É melhor prepararmo-nos.

Artigo traduzido por Inacio Vieira para o portal Intercept (link is external), adaptado para português de Portugal.
Partes desse artigo são adaptações do livro: A Doutrina do Choque: A Ascensão do Capitalismo do Desastre.
Naomi Klein é jornalista e autora de "Tudo Pode Mudar",  "A Doutrina do Choque" e "No Logo".

Altamiro Borges: Geddel “boca de jacaré” será preso?

Altamiro Borges: Geddel “boca de jacaré” será preso?: Por Altamiro Borges Uma notinha enigmática postada no jornal O Globo neste domingo (29) pode indicar que os dias de sossego de Geddel V...

domingo, 29 de janeiro de 2017

O vídeo que Aécio Neves tenta censurar

A íntegra do vídeo que Aécio Neves quer censurar

PETROBRAS - Os sipaios do petróleo.

Os sipaios do petróleo

mega
No Estadão, a confirmação daquilo que já vinha sendo destacado aqui: o governo golpista está numa louca corrida para entregar o pré-sal, sem piedade.
E mais rápido do que estava sendo pensado: quer quatro leilões ainda este ano, dois deles da mais rica província descoberta neste século no planeta.
No primeiro primeiro, o natural seria que das quatro áreas unitizadas (agregadas a campos já licitados, que mostraram ultrapassar o perímetro da concessão, três ficariam com a Petrobras. Carcará, Tartaruga Verde, Sapinhoá. A outra, Gato do Mato – cuja concessão, anterior à Lei da Partilha, pertence à Shell (80%) e à francesa Total (20%) – ainda era  objeto de discussões jurídicas, porque a área em torno do campo pertence à União e sua concessão deveria seguir as novas regras.
Mas isso seria o natural. Porque a Petrobras vendeu Carcará à norueguesa Statoil  e Tartaruga Verde à australiana Karoon, negócio que ainda está bloqueado pela Justiça mas, se conhecemos bem como é nosso poder judiciário, será liberado.
Dá para entender, portanto, porque estes campos entraram logo na lista das vendas da direção entreguista implantada na Petrobras.
É possível que o descaramento não chegue à entrega da área ao Sul de Sapinhoá (antes, conhecida como Sul de Guará). É que Sapinhoá é o segundo maior campo de petróleo do pré-sal, produzindo um quinto de todo o petróleo e gás da região, com cerca de 260 mil barris de óleo equivalente, em apenas 10 poços, ligados aos navios Cidade de Ilhabela e Cidade de São Paulo.
Mas o pior ainda está por vir, com a decisão de licitar novas áreas do pré-sal,  onde desde o início já não vigorará a obrigatoriedade de 30% ficarem com a Petrobras e que ela os opere. Fazer isso com os preços do petróleo ainda deprimidos em relação a seus valores históricos – e com a nossa petroleira sob uma polítrica de encolher-se, ao invés de expandir-se – é simplesmente um ato de traição nacional.
É aquilo que o Papa Francisco, semana passada, chamou de sipaios – nome dos indianos que serviam às tropas coloniais inglesas:
Há  aqueles que  se prestam a isso. Em nosso país [a Argentina], temos uma palavra para descreve -los : os sipaios. É  uma palavra clássica, que está em idioma nacional. O sipaio  é aquele que vende o país à potência estrangeira que pode lhe dar mais lucro. E na  história argentina, por exemplo, há sempre algum político sipaio . Ou alguma postura política sipaia .
Na Argentina, “cipayo” é o mesmo que traidor e vende-pátria.
Temos mesmo sipaios por aqui.

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POLÍTICA - Defesa de Lula e o triplex no Guarujá.



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29 de janeiro de 2017 - 12h41

 Defesa de Lula pede que tribunal anule ação do triplex


Instituto Lula
   
"A parcialidade que tem demonstrado o juiz Sergio Moro fez com que os advogados do ex-presidente Lula e de dona Marisa Letícia impetrassem um pedido de anulação do processo movido pelos procuradores da Lava Jato no âmbito da Justiça Federal no Paraná", diz a página de Lula no Facebook.

"Moro, quando recepcionou a denúncia, "reconheceu que a acusação não descrevia corretamente a individualização das responsabilidades, mas ao invés de considerá-la inapta, a recebeu e disse que seriam necessários esclarecimentos", diz Lula.

Os advogados Cristiano Zanin Martins, Roberto Teixeira, José Roberto Batochio e Juarez Cirino dos Santos questionam a parcialidade de Moro por vários atos desde 2016, como o recebimento da denúncia e o comportamento do juiz nas audiências. Também apontam condutas fora dos autos, como a participação em eventos do atual prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB).

Confira abaixo notícia do site Consultor Jurídico sobre o assunto:

Defesa de Lula pede ao TRF-4 que anule processo sobre triplex

Por Tadeu Rover

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de sua mulher, Marisa Letícia, impetrou pedido de Habeas Corpus no Tribunal Regional Federal da 4ª Região solicitando a anulação de todo o processo do triplex em Guarujá (SP), sob o argumento de que o juiz federal Sergio Moro não poderia analisar o caso.

Os advogados Cristiano Zanin Martins, Roberto Teixeira, José Roberto Batochio e Juarez Cirino dos Santos questionam a parcialidade de Moro por vários atos desde 2016, como o recebimento da denúncia e o comportamento do juiz nas audiências. Também apontam condutas fora dos autos, como a participação em eventos do atual prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB).

Segundo o Ministério Público Federal, Lula e Marisa Letícia usaram "artifícios ardilosos" para esconder a posse do triplex, o que consistiria em lavagem de dinheiro, ganhando da OAS reformas, decoração e eletrodomésticos. Em setembro, o juiz considerou as provas apresentadas suficientes para a abertura de ação penal. Já os advogados negam irregularidades e inclusive a propriedade do imóvel.

De acordo com a defesa, Moro e procuradores da República que integram a força-tarefa da "lava jato" decidiram que Lula seria o alvo e, a partir de então, houve um sucessivo empenho para construir provas de um crime que jamais teria ocorrido.

Parte dos fatos relacionados são os mesmos já expostos pela defesa de Lula em representação no Conselho de Direitos Humanos da ONU e em exceção de suspeição protocolada em julho de 2016. Nessas ações a defesa afirma que Moro autorizou ilegalmente a condução coercitiva do ex-presidente em março de 2016; vazou materiais confidenciais para a imprensa e divulgou ligações interceptadas; e acusou o ex-presidente doze vezes em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal.

Atos processuais
Decisões e atitudes de Moro no processo também fizeram com que a defesa de Lula e Maria Letícia questionasse a parcialidade. No recebimento da denúncia, narram os advogados, o juiz reconheceu que a acusação não descrevia corretamente a individualização das responsabilidades, mas ao invés de considerá-la inapta, o juiz a recebeu e disse que seriam necessários esclarecimentos.

Além disso, os advogados relatam também que, nas audiências de instrução, o juiz permitiu perguntas que extrapolavam o objeto da denúncia e até abriu espaço para que os advogados e Lula fossem ofendidos.

Durante seu depoimento como testemunha, o zelador do prédio onde está localizado o triplex falou que o ex-presidente e seu advogado são "um bando de lixo". Moro, segundo a defesa, não fez qualquer intervenção efetiva para coibir os insultos, apenas dizendo: "Não é o momento de ofender ninguém aqui". O episódio acabou com Moro ironizando a tática da defesa de Lula, após pedir desculpas para a testemunha e, em nenhum momento, para o advogado ou Lula.

Livros e política
Para a defesa, a parcialidade do juiz também é demonstrada diante da participação em lançamento de um livro sobre a ainda inacabada operação "lava jato" e em eventos políticos antagônicos ao ex-presidente, entre eles eventos promovidos pelo então candidato tucano à prefeitura de São Paulo João Dória.

"Ressalte-se que o ponto em questão não é se os referidos eventos dos quais o MM. Juiz Federal da 13ª Vara Federal de Curitiba frequentemente participa são ou não eventos políticos em sentido estrito. O fato é que, ao comparecer e se encontrar repetidamente em eventos com pessoas que são - notoriamente - adversárias políticas do Primeiro Paciente (Lula), e nunca o contrário, o MM. Juiz Federal da 13ª Vara Federal de Curitiba revela quais são suas reais inclinações: contra Lula e contra o Partido dos Trabalhadores", diz trecho do pedido.

Em outubro, ao analisar exceção de suspeição, Moro já negou parcialidade e disse que nenhum dos eventos citados constitui evento político, pois foram organizados principalmente por órgãos da imprensa.


 Fonte: Brasil 247

PETROBRAS - "A fome do mercado é insaciável".

 FUP: Contra a Petrobras, fome do mercado é insaciável


Foto: Stéferson Faria / Ag. Petrobras
   
Segundo o texto, Parente, "na ânsia de cumprir os compromissos assumidos com os financiadores do golpe, não mede esforços para atender as determinações de Wall Street". "Chega a ser patético, o papel que sua gestão vem cumprindo para agradar o mercado, como a gangorra esquizofrênica dos reajustes do diesel e da gasolina, uma política de preços 'pra inglês ver'", continua.

A FUP diz que "a decisão de uma das principais agências de classificação de risco de manter rebaixadas as notas da companhia, tanto no âmbito internacional, quanto aqui dentro do país, é sinal de que os abutres ainda não estão satisfeitos com o desmonte que já fez as reservas da estatal retrocederem 15 anos. Eles querem o aprofundamento dessas medidas".

"Mesmo com a Petrobras sendo dilapidada por uma administração que privilegia os investidores privados em detrimento da nação, eles querem mais, muito mais. É um jogo de cartas marcadas, onde os golpistas que estão na direção da empresa rezam de joelhos na bíblia sagrada do deus mercado, fazendo girar a ciranda dos especuladores. Se não estancarmos essa sangria, perderemos a Petrobras de vez para os estelionatários", acrescenta.

Leia a nota na íntegra:

Pedro Parente reduziu os investimentos da Petrobras a um terço do que era previsto três anos atrás, já vendeu campos de petróleo promissores, subsidiárias lucrativas, a maior rede de gasodutos do país, entre outros ativos estratégicos. A fome do mercado, no entanto, é insaciável.

A decisão de uma das principais agências de classificação de risco de manter rebaixadas as notas da companhia, tanto no âmbito internacional, quanto aqui dentro do país, é sinal de que os abutres ainda não estão satisfeitos com o desmonte que já fez as reservas da estatal retrocederem 15 anos. Eles querem o aprofundamento dessas medidas.

Não poderia ser diferente. Essas agências adotam critérios de mercado para definir os riscos das empresas, sem levar em conta questões estruturais. Na maioria das vezes, acabam potencializando a especulação financeira

Foi assim na crise de 2008, onde as três maiores agências do mundo de classificação de risco foram corresponsáveis pela bolha do mercado imobiliário dos Estados Unidos, ao avaliarem com nota máxima o banco Lehman Brothers e seus títulos hipotecários podres. O que consideraram como investimento de “alta confiabilidade” levou à bancarrota milhões de norte-americanos, desencadeando a maior crise financeira do século.

O mesmo princípio vale para a Petrobras. Os critérios subjetivos e passíveis de erro que as agências utilizam para classificar empresas de varejo, por exemplo, são os mesmos que aplicam na petrolífera, cujo perfil de negócio é totalmente diferente e com foco no longo prazo. O economista Luiz Gonzaga Belluzo, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, já afirmou uma vez que essas agências são estelionatárias.

Poderíamos dizer o mesmo de Pedro Parente, que, na ânsia de cumprir os compromissos assumidos com os financiadores do golpe, não mede esforços para atender as determinações de Wall Street. Chega a ser patético, o papel que sua gestão vem cumprindo para agradar o mercado, como a gangorra esquizofrênica dos reajustes do diesel e da gasolina, uma política de preços “pra inglês ver”.

Mesmo com a Petrobras sendo dilapidada por uma administração, que privilegia os investidores privados em detrimento da nação, eles querem mais, muito mais. É um jogo de cartas marcadas, onde os golpistas que estão na direção da empresa rezam de joelhos na bíblia sagrada do deus mercado, fazendo girar a ciranda dos especuladores. Se não estancarmos essa sangria, perderemos a Petrobras de vez para os estelionatários.

PETROBRAS - A entrega do pré-sal às petroleiras estrangeiras.



Ministro escancara que quer correr para entregar pré-sal à Exxon


   
Reportagem de Anne Warth, da agência 'Broadcast' deste domingo, 29, mostra que o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, não esconde a pressa do governo em vender os campos do pré-sal, que serão apresentado em fevereiro pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustívesis (ANP).

"Para atrair outras empresas, como a ExxonMobil e outras grandes, e eles estão de olho no pré-sal, a ideia seria colocar novas áreas e, em vez de esperar 2018, fazermos em 2017", diz o ministro. Em março, o governo pretende aprovar o leilão em reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). "Assim, podemos marcar a licitação para novembro."

A expectativa do governo é que o leilão já seja realizado sem a exigência de conteúdo local, o que deixa a indústria naval e do petróleo em dificuldade ainda maior. Coelho Filho defende que a antecipação do leilão é a melhor forma de atrair grandes investidores.

Em maio, a União fará um leilão de áreas exploratórias em terra (onshore); em junho, serão leiloadas áreas no entorno de quatro blocos já em operação no pré-sal (Carcará, Sapinhoá, Tartaruga Verde e Gato do Mato, todas na Bacia de Santos) e, em setembro, haverá a 14.ª rodada de blocos marítimos, mas no pós-sal (mais próximos da superfície, embora alguns também em águas profundas).

Até hoje, o governo só realizou um leilão no pré-sal. Licitado em 2013, o campo de Libra foi arrematado, sem concorrência, por um consórcio formado pela Petrobrás, Shell, Total e as chinesas CNPC e CNOOC.


 Fonte: Brasil 247

sábado, 28 de janeiro de 2017

Eike Batista denuncia tucanos mas lava-jato não aceita lista

A ignorância a torpeza e a vilania de quem só sabe odiar

POLÍTICA - O "timing"as provas contra Lula.

O "timing" e as provas contra Lula

Por Mauro Santayana, em seu blog:
Um delegado, em entrevista a uma revista semanal, declara que a Polícia Federal "perdeu" o "timing" para prender Lula.

Outro delegado, que já manifestou publicamente, nas redes sociais, por mais de uma vez, suas preferências políticas e que, criticado por isso, tentou censurar, na justiça, as manifestações de internautas contra ele, vem a público para afirmar que, na verdade, esse "timing" não passou, e que, em 30, 60 dias, será possível obter condições favoráveis para prender o ex-presidente, cuja esposa acaba de sofrer uma cirurgia para conter as sequelas de um AVC.

Ora, não sabemos se há "timing" para fazer, mais uma vez, a reflexão óbvia e ululante, mas se ainda faltavam provas de que parte preponderante da Operação Lava-Jato tem motivação política - e o objetivo de prender Lula antes que chegue 2018, a qualquer custo - e do incontido ativismo de alguns de seus membros, elas estão aí, escancaradas, mais uma vez, à vista de todos.
Em um país minimamente sério, o ex-presidente Lula seria preso se houvesse provas incontestáveis contra ele, e não em função do "timing" institucional, eventualmente construído com o auxílio de uma campanha midiática exagerada e sórdida, que se arrasta já há quase três anos.

Sutis como elefantes, as duas entrevistas fazem parte de um evidente, incomensurável, indiscutível, strip-tease da justiça brasileira aos olhos do mundo, que desnuda, a cada dia mais, todo o seu acovardamento diante das pressões, sua hipocrisia, sua parcialidade, suas rugas éticas e sua manipulação dos fatos, com a fabricação de factoides tão postiços quanto perucas.

A sua cara - e a opinião pública mundial percebe claramente isso, ao ver, horrorizada, os vídeos postados pelos assassinos - não é, apesar dos arroubos costumeiros da mídia local, quando ocorrem certos convescotes, a dos jovens procuradores e juízes de armanianos ternos, que visitam outros países em busca de holofotes, plaquinhas e diplomas honoríficos; mas a das cabeças arrancadas, diante das câmeras de celulares, a golpes de facão, do tronco de prisioneiros - muitos deles provisórios, que sequer ainda haviam sido julgados - que estavam sob a custódia de um sistema apodrecido até a raiz, incapaz de garantir os mais elementares direitos, ou de fazer valer a Lei e a Constituição, em um país com 8.5 milhões de quilômetros quadrados e a quinta maior população do mundo.

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POLÍTICA - Doria e Eike, "amigos desde criança".




Doria e Eike, “amigos desde criança”: Síntese da hipocrisia da elite brasileira; vídeo imperdível

28 de janeiro de 2017 às 12h58

doriaeike
Imperdível: João Doria Jr entrevista Eike Batista
Renato Rovai, em seu blog na Revista Forum, 28/01/ 2017
Na manhã de anteontem (26), a Polícia Federal foi cumprir o mandado de prisão contra o dono do grupo EBX, Eike Batista, e ele já estava em algum outro lugar do mundo. O mandado, porém, havia sido expedido pelo juiz Marcelo Bretas no dia 13.
Mas isso não vem ao caso, convenhamos, afinal a Polícia Federal da dupla Temer/Alexandre de Moraes é absolutamente séria e comprometida com a Lava Jato.
O que vem ao caso é uma entrevista histórica feita, em 2011, pelo atual prefeito de São Paulo, João Doria Jr (PSDB), com o então homem mais rico do país e um dos mais ricos dos mundo, Ele mesmo, o sir Eike Batista.
Logo na primeira parte da conversa, Doria se desmancha em elogios não só a Eike, como também a Sérgio Cabral, que, segundo o prefeito cinza seria seu “amigo desde de menino”.
Será que o prefeito já foi ao menos visitá-lo em Bangu? Doria deve essa ao Cabral.
Num momento de entusiamo da entrevista, Doria ainda diz: “O Rio é do Brasil e o Eike também é do Brasil!”, E ainda concorda com Eike que “cinco anos foram o suficiente para mudar sua opinião sobre o ex-presidente Lula”.
Ou seja, que aquele a quem ele chama hoje de cara de pau, era um cara legal.
Não deixe de assistir. Essa entrevista é a síntese do comportamento doentio da nossa elite. Amigos, amigos, negócios à parte. Hoje, Doria faz de conta que não teve negócios com Eike e Cabral. E que também não foi amigo deles.

João Doria Jr entrevista Eike Batista Parte 5

João Doria Jr entrevista Eike Batista Parte 4

João Doria Jr entrevista Eike Batista Parte 3

João Doria Jr entrevista Eike Batista Parte 2

João Doria Jr entrevista Eike Batista Parte 1

Defesa de Lula reage à declaração de delegado: 'será processado' - Portal Vermelho

Defesa de Lula reage à declaração de delegado: 'será processado' - Portal Vermelho: A defesa do ex-presidente Lula encaminhou nota à imprensa classificando a declaração do delegado da Polícia Federal Igor Romário de Paula ao portal UOL e compartilhada por demais órgãos da imprensa, nesta sexta-feira (27), como ação de 'coerção moral ao ex-presidente e ataque à sua imagem pública'. Segundo o delegado ligado à Lava Jato, Lula por vir a ser preso em 60 dias.

Lula não tem saída: será candidato!

Trump, a desgraça, faz o que a Dilma não faz

Noia, o Coxinha, Denuncia a Queda do Avião de Teori

"Pobre de Direita Diz: Amo o Cinza em SP" Ep.02 Temp.02

Trump, a desgraça, faz o que a Dilma não faz

POLÍTICA - A prisão pré-datada de Lula.

O delegado adivinhão e a prisão pré-datada de Lula

Algum superior hierárquico do delegado Igor Romário de Paula, como o diretor-geral da PF, Leandro Daielo, irá puni-lo pela espetaculosa declaração de que Lula pode ser preso dentro de 30 ou 60 dias? Nem pensar. Mas deixando de lado a crueldade de tal declaração no momento que o ex-presidente Lula vive –  com dona Marina em coma induzido após um AVC, configurando verdadeira tortura emocional, como disse Fernando Britto em O Tijolaço – Igor Romário comete algumas transgressões. Afronta a lei e as garantias, porque não está condenado;  reforça a percepção de que Lula sofre perseguição; e, teoricamente, compromete as investigações. Avisar sobre a data de prisão de um investigado pode estimular a fuga e até mesmo um pedido de asilo, atitudes que estão fora de cogitação no caso de Lula. Mas, como procedimento policial, é conduta incorreta e nociva.  Agora mesmo, suspeita-se que Eike Batista embarcou para Nova York às vésperas da Operação Eficiência porque houve vazamento sobre sua deflagração.
Há poucos dias o delegado-chefe da equipe da PF na Lava Jato, Maurício Moscardi, em entrevista à revista Veja, admitiu que haviam perdido o “timing” para a prisão de Lula. Confessou, portanto, que tal prisão é um objetivo, sujeito a variáveis políticas e às conjunturas,  e não um imperativo legal, decorrente da obtenção de provas e indícios. Foi uma estocada nos procuradores, dentro da guerra de egos entre PF e MPF, Moscardi responsabilizou o vazamento dos áudios Dilma-Lula pelo juiz Sergio Moro pela perda do timing.
Este outro delegado responde ao colega, dizendo que a hora não foi perdida e que virá dentro de 30 a 60 dias. Como Lula não foi julgado nem condenado,  nem mesmo em primeira instância,  só poderá ser preso se surgirem evidências de ocultação de provas, obstrução das investigações, risco de fuga ou perigo para a sociedade.  E como como o delegado não tem poderes adivinhatórios para assegurar que tais evidências vão surgir, o que ele faz ao anunciar a hora da prisão é confirmar que contra Lula existe uma perseguição, a determinação em prendê-lo seja como for.  O que a PF investiga são fatos, e não pessoas, o que também realça a natureza persecutória dos inquéritos contra Lula.
Mas, deixando de lado os aspectos morais e (des) humanos da ameaça, nas circunstâncias vividas por Lula, ou por qualquer outro em seu lugar, a declaração do delegado assanhado devia ser avaliada por seus superiores, em observância dos códigos de ética e conduta dos policiais e da própria busca de eficiência das investigações.  Anunciar prisões sem indicar as razões fortalece argumentos da defesa e fragiliza a Lava Jato, reforçando a percepção nacional e global de que Lula enfrenta no Brasil um assédio violento, uma cruzada, uma caçada.

Altamiro Borges: Trump, Temer e o Itamaraty

Altamiro Borges: Trump, Temer e o Itamaraty: Por Paulo Kliass, na revista Caros Amigos : Um dos principais instrumentos programáticos utilizados para legitimar a operação do golp...

Altamiro Borges: O que aprender com a crise sindical nos EUA

Altamiro Borges: O que aprender com a crise sindical nos EUA: Por Reginaldo Moraes, no site Brasil Debate : Há muitas estórias sobre o sindicalismo norte-americano. Algumas foram até popularizad...

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Altamiro Borges: Pesquisa aponta parcialidade da mídia

Altamiro Borges: Pesquisa aponta parcialidade da mídia: Do site Vermelho : Em trabalho científico recentemente publicado na revista acadêmica internacional Trajethos, o professor da UERJ Nem...

POLÍTICA - O "timing" da prisão do Lula.

Lava-Jato e o "timing" da prisão de Lula

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Se parece demais pedir um pouco de sobriedade e discrição aos homens da Lava Jato num momento em que a mulher de Lula está em coma induzido por causa de um AVC, eles podiam ao menos fingir que são organizados e eficientes como aparecem nos quadrinhos de super herois.

A fanfarronice já era conhecida. A bateção de cabeça e a guerra de vaidades vai se transformando num case internacional. Nem o Corinthians chega a esse nível.

Em 14 de janeiro, o delegado Maurício Moscardi Grillo disse à Veja que o timing para a deteção de Lula havia passado.

“Os elementos que justificariam um pedido de prisão preventiva não são tão evidentes”, falou. Para Grillo, foi um erro o depoimento no Aeroporto de Congonhas e a coercitiva porque acabaram permitindo a Lula passar uma imagem de vítima.

No dia em que o avião de Teori Zavascki caiu, seu colega pediu “investigação a fundo” do “acidente”, entre aspas, insinuando a mesma coisa que milhões de Xeroque Rolmes brasileiros.

Duas semanas depois, os dois são desautorizados pelo coordenador Igor Romário de Paula. Em entrevista ao Uol, Igor declara que o “timing” para prender Lula pode aparecer em “30 ou 60 dias”.
“Não vejo nem perda de tempo nem condescendência com o fato de se tratar um ex-presidente”, afirma.

Sobre o caso Teori, Igor conta que tem “a impressão” de que “foi uma baita de uma coincidência negativa. Não vejo e nem temos nenhuma informação que leve à suspeita que tenha acontecido um atentado”.

Nada indica que tudo seja uma tática diversionista para confundir. Não.
Eles são confusos, mesmo. Quando tentam montar um quebra cabeça, aparece um power point vergonhoso.
Igor, que coordena a força tarefa, não consegue sugerir a seus comandados que mantenham o silêncio ou que falem a mesma coisa em hora marcada.

E conversam publicamente sobre um evento dessa gravidade como se fosse a rodada do Brasileirão ou se Neymar voltou com Bruna Marquezine.

Um cidadão pode ser encarcerado em um mês, dois, três — e me passa o ovinho de amendoim.
Ficamos assim: o freguês quer ouvir que Lula vai em cana hoje? Nós temos. É pra deixar mais pra frente? Temos, também. Quem vai entregar essa rapadura? Vamos ver quem está disponível.
Como vai ser isso? Aí deixa que a gente resolve. O pai é gangsta.

PETROBRAS - O "milagre" da Petrobras.


FUP denuncia “milagre” da Petrobras: Entreguismo de Parente faz reservas caírem a níveis de 2001

27 de janeiro de 2017 às 09h58

Parente
Parente faz reservas da Petrobrás retrocederem 15 anos
Qualquer semelhança não é mera coincidência
do Informe FUP (Federação Única dos Petroleiros), 26/01/2017
Há menos de um ano no comando da Petrobrás, Pedro Parente já conseguiu a façanha de fazer as reservas da empresa retrocederem mais de uma década, atingindo os níveis de 2001.
A companhia fechou 2016 com 9,672 bilhões de barris de óleo equivalente, uma queda de 8% em relação ao ano anterior, praticamente a mesma reserva que tinha há 15 anos, quando atingiu 9,3 bilhões de barris.
O desmonte promovido pelos golpistas está fazendo a Petrobrás voltar a ser o que era em 2001, quando Pedro Parente comandava o Conselho de Administração da empresa.
Assim como hoje, os investimentos em exploração e produção de petróleo e gás sofreram cortes drásticos, fazendo com que a área mais estratégica da companhia fosse anos a fio sucateada. A recuperação se deu nos governos Lula e Dilma, que multiplicaram por mais de dez vezes os investimentos no E&P, fazendo com que a Petrobrás aumentasse em 70% as suas reservas e se tornasse capaz de descobrir o Pré-Sal.
Os desinvestimentos e a liquidação de ativos promovida pela gestão Pedro Parente fazem a estatal retroceder a passos largos, levando junto a economia do país e as principais conquistas das últimas décadas.
O próprio mercado já admite que a receita aplicada está comprometendo a empresa. “A falta de investimentos exploratórios está afetando seriamente o valor da Petrobrás”, afirmou a Zag Consultoria ao Valor Econômico em reportagem de capa desta quinta-feira, 26, onde o jornal analisa o tombo que os golpistas promoveram nas reservas da empresa.
Diferente de outras petrolíferas, a Petrobrás tem a seu favor o Pré-Sal batendo recordes de produção e imensos campos de petróleo ainda a serem explorados. Os gestores, no entanto, jogam contra a empresa, privilegiando os banqueiros, com juros e amortizações da dívida, e entregando às multinacionais campos de petróleo promissores.
Enquanto isso, todas as seis sondas de perfuração da estatal estão hibernadas, os trabalhadores sem emprego, a economia do país em frangalhos e as agências de risco seguem negando o selo de “bom pagador” à Petrobrás, ameaçando rebaixar ainda mais a sua nota de avaliação.
A FUP [Federação Única dos Petroleiros] e seus sindicatos há tempos alertam para os efeitos nefastos do receituário neoliberal e privatista que os gestores vêm impondo à companhia.
Propostas elencadas no documento “Pauta pelo Brasil”, com alternativas para o financiamento da empresa, foram apresentadas à direção da estatal de forma a preservar seus principais investimentos e ativos.
A gestão Pedro Parente, no entanto, prefere continuar seguindo à risca a cartilha dos golpistas, cumprindo o mesmo papel que teve no governo FHC. Só na luta defenderemos a Petrobrás dos entreguistas.

Altamiro Borges: Covardia e preconceito contra Marisa

Altamiro Borges: Covardia e preconceito contra Marisa: Por Paulo Moreira Leite, em seu blog : As gatas pingadas de São Paulo que estrelaram um deprimente ato de preconceito contra a presença de ...

POLÍTICA - Esse pessoal da PF gosta de aparecer.

Sem ter como prender Lula, delegado apela para tortura emocional

naniprometeu1
Depois do delegado Mauricio Moscardi ter protagonizado, nas páginas amarelas da Veja, um espetáculo de falta de decoro policial,  alguns dias atrás, que o repórter Marcelo Auler demoliu até virar poeira, outro delegado da lava jato, Igor Romário de Paula, sobe ao picadeiro para rugir sua ferocidade.
Moscardi faz uma confissão prática de que prender Lula não era uma questão de lei, mas de timming político-policial, dentro daquela já famosa linha do “não tínhamos provas, mas temos as convicções”.
Já Igor diz que não se perdeu o timming, e que a prisão de Lula pode acontecer em “30 ou 60 dias”.
Como prisão sem julgamento no Brasil só existe em caso de ocultação de provas, tentativas de obstruir investigações por expedientes ilegais ou manifesto risco à sociedade, o delegado Igor mostra – como se ainda fosse preciso – que não se trata de um expediente legal, mas da legalização da obsessão lavajatiana de prender o ex-presidente, por algum e qualquer motivo.
Num país minimamente cioso da isenção de seu sistema policial-judicial, toda esta turma já teria sido afastada, há muito tempo, por transformar o seu poder em perseguição política e na realização de seus desejos pessoais.
Agora, porém, a atitude do delegado, que já é absurda em qualquer tempo, assume ares de um tortura emocional contra alguém que está aos pés de um leito de UTI, com a companheira de décadas entre a vida e a morte, depois de um gravíssimo acidente vascular cerebral.
Um homem que age assim é pior, muito pior, do que as duas ou três sociopatas que foram fazer provocações à porta do Hospital Sírio Libanês. Porque  é o Estado quem lhe confiou uma missão, de agir com isenção e prudência. Em uma palavra, todos nós lhe confiamos um poder, que não pode ser exercido para a crueldade e a morbidez.
Com Lula, ou com qualquer outro dos que investigam (ou que não investigam, como Aécio Neves) isso é  vergonhoso, indigno, desumano e ilegal.
Mas é, sobretudo, revelador da desumanidade, do caráter cruel e insensível de um cidadão que, em lugar de cumprir suas obrigações funcionais, vai à mídia agredir as pessoas em situação de fragilidade.
O Doutor Igor não consegue nem ser um Javert e atirar-se ao Sena, num único gesto de humanidade.
Atira-se à lama, quando se presta ao papel de promover-se no momento de um drama pessoal.

POLÍTICA -



“Brasileiro é tão bonzinho”

embra
A atriz Kate Lyra, nos anos 70 ou 80, não me recordo, tinha um bordão, num quadro humorístico: “Brasileiro é tão bonzinho”.
É é mesmo.
A turma da Lava Jato escancarou a porteira e agora é a Embraer que ficará com um agente do governo americano (terceirizado, claro) para “vigiá-la”  por dentro.
O recorte aó em cima não é de nenhum jornal esquerdista, é do Estadão de hoje.
Enquanto os mexicanos gritam contra o bloqueio americano às suas exportações, os brasileiros “bonzinhos” como os de Curitiba ajudam a destruir a a nossa principal – vejam bem, a principal! – exportação industrial para os norte-americanos, a da indústria aeronáutica.
Na qual, como se sabe, ainda temos as pendências com os canadenses da Bombardier e os vetos dos próprios EUA a exportações para outros países, caso não lhes agrade que eles tenham os aviônicos instalados nas aeronaves da Embraer que têm patente americana.
As indústrias de avião americanas agradecem, penhoradas. Como se sabe, não honestíssimas e é apenas boato que a Boeing tenha corrompido até dirigentes da Força Aérea dos EUA.
Nem os nossos amigos mexicanos, devidamente “murados” por Donald Trump são tão dóceis.
Lá, o sentimento do bloqueio americano é tão generalizado que até uma marca de cerveja está fazendo propaganda contrária, e muito boa , aliás, como você pode ver abaixo.