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domingo, 31 de julho de 2016

Lula levou Moro, Janot e o PiG ao tribunal do mundo

Altamiro Borges: ONU analisará abusos de Moro contra Lula

Altamiro Borges: ONU analisará abusos de Moro contra Lula: Por Lourdes Nassif, no Jornal GGN : O juiz de primeira instância Sérgio Moro conseguiu, finalmente, se projetar internacionalmente. Juí...

Altamiro Borges: A resposta miserável de Moro a Lula

Altamiro Borges: A resposta miserável de Moro a Lula: Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo : Moro e sua mídia amiga são previsíveis. Pateticamente previsíveis. Lula denu...

Altamiro Borges: Temer quer dar Base de Alcântara aos EUA

Altamiro Borges: Temer quer dar Base de Alcântara aos EUA: Editorial do site Vermelho : A base de lançamento de foguetes de Alcântara (MA) tem sido um símbolo duplo em nosso país. Durante o go...

Altamiro Borges: Trump e as lições da tragédia nos EUA

Altamiro Borges: Trump e as lições da tragédia nos EUA: Por Leonardo Sakamoto, em seu blog : Donald Trump, agora candidato repulicano à Presidência dos Estados Unidos (Gisuis…), fala as aberra...

Altamiro Borges: As Olimpíadas do “Fora Temer”

Altamiro Borges: As Olimpíadas do “Fora Temer”: Por Altamiro Borges A mídia chapa-branca, que protagonizou o "golpe dos corruptos" e tenta blindar a imagem do Judas Michel Tem...

Altamiro Borges: Eles querem acabar com Lula

Altamiro Borges: Eles querem acabar com Lula: Por Renato Rovai, em seu blog : A transformação de Lula em réu por suposta tentativa de obstruir a justiça que foi encaminhada hoje pelo ju...

Altamiro Borges: Lava-Jato, Mãos Limpas e a cueca de Sanremo

Altamiro Borges: Lava-Jato, Mãos Limpas e a cueca de Sanremo: Por Mauro Santayana, em seu blog : Se há uma coisa importante, na Itália, é que, assim como a Grécia, por sua antiguidade, a velha bota se...

Paulo Sérgio Pinheiro fala sobre os abusos da Lava Jato contra Lula

sábado, 30 de julho de 2016

POLÍTICA - Perfeito o comentário do Pimenta.


RS 247 – "Moro e sua força-tarefa buscam condenações por corrupção a qualquer preço. O Juiz já escreveu artigos e proferiu palestras onde defende que deve ser estimulada uma hostilidade pública contra pessoas investigadas para, em seguida, fortalecer a acusação e chegar-se a condenações mais facilmente. Para isso, abusa das prisões sem condenação e das conduções coercitivas, a fim de, em conluio com a mídia parcial, destruir a imagem pública de pessoas, num escracho semelhante ao praticado nos tempos da Santa Inquisição", diz o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), em nota pública divulgada neste sábado. Leia abaixo:
NOTA PÚBLICA SOBRE PETIÇÃO DE LULA À ONU CONTRA ABUSOS DE MORO
O ex-presidente Lula, por meio de seus advogados, apresentou petição ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, na última quinta-feira (28), por ser vítima de abuso de poder do Juiz Sergio Moro, sendo cúmplices desse abuso os Procuradores da República, que também atuam na chamada força-tarefa.
Essa medida tem fundamento no Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos. Vários dispositivos desse Pacto foram violados, e, por ter o Brasil ratificado esse Pacto, é um direito do cidadão brasileiro recorrer ao Comitê de Direitos Humanos da ONU quando os remédios jurídicos internos não forem capazes de afastar tais violações.
Os advogados de Lula apontam que foram violadas por Moro seis garantias previstas no Pacto. São elas: a proteção contra a prisão ou detenção arbitrária; o direito a um tribunal independente e imparcial; direito de ser presumido inocente até que se prove a culpa por lei; a proteção contra interferências arbitrárias ou ilegais na privacidade, família, lar ou correspondência, e contra ofensas ilegais à honra ou reputação.
Sob a suposta inspiração de se combater a corrupção, Moro está conduzindo um processo de perseguição ao Partido dos Trabalhadores e ao ex-presidente Lula. São negados direitos fundamentais – ampla defesa, presunção da inocência, imparcialidade da jurisdição e o princípio do juiz natural – e tem-se um evidente abuso de poder, o que causará sequelas graves ao sistema de justiça brasileiro, à Democracia e ao Estado de Direito.
Moro e sua força-tarefa buscam condenações por corrupção a qualquer preço. O Juiz já escreveu artigos e proferiu palestras onde defende que deve ser estimulada uma hostilidade pública contra pessoas investigadas para, em seguida, fortalecer a acusação e chegar-se a condenações mais facilmente. Para isso, abusa das prisões sem condenação e das conduções coercitivas, a fim de, em conluio com a mídia parcial, destruir a imagem pública de pessoas, num escracho semelhante ao praticado nos tempos da Santa Inquisição, e, assim, construir uma imagem própria de “salvador da pátria”. Até série da Netflix Moro vai ganhar.
Não somos, nós e Lula, contra as investigações da operação Lava Jato. Queremos, apenas, uma justiça imparcial.
Não pode o Estado brasileiro conceber que a magistratura criminal, presumidamente independente e imparcial, seja exercida por Moro numa permanente ação investigatória e de combate ativo ao crime.
A independência do Poder Judiciário é preceito constitucional, decorrente da separação dos Poderes, e é capital para o funcionamento do Estado. É, no entanto, um lado da moeda. Do outro lado temos a imparcialidade do Poder Judiciário. Independência e imparcialidade estão diretamente relacionadas e andam juntas. Ou deveriam, pois no caso de Moro, não temos essa relação, falta-lhe imparcialidade.
A condução da operação Lava Jato é calcada em um uso abusivo dos institutos da prisão provisória e da colaboração premiada, em vazamentos seletivos de informações sigilosas e de documentos e em um perverso acordo com a grande mídia para pré-julgamento dos investigados.
Tomando-se esses episódios de evidente desvio, abuso sistemático de poder e desrespeito a garantias constitucionais – como ocorrido nos tempos mais nefastos da história humana –, pode-se dizer que o sistema penal brasileiro se presta para o desenvolvimento do fascismo. É contra isso que Lula recorre à ONU e é por isso que manifestamos nosso apoio à medida do ex-presidente Lula.
Paulo Pimenta
Deputado Federal – PT/RS

PETROBRAS - Venda de Carcará.

Venda de Carcará e o assalto à Petrobras

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço

O governo Michel Temer e o gestor que ele colocou na Petrobras, o ex-ministro do apagão Pedro Parente tiraram, hoje, da Petrobras, mais do que todos os desvios de Paulo Roberto Costa, Pedro Barusco, Nestor Cerveró e todos os outros ratos que roeram o dinheiro da Petrobras nos casos investigados pela Operação Lava Jato.

A venda do campo de Carcará para a norueguesa Statoil é um desastre que pode ser explicar com uma conta muito básica.

Mesmo a 50 dólares o barril, campos como Carcará – onde os estudos já apontaram para uma produção superior a 35 mil barris diários por poço – remetem a um custo mais baixo do que a média já fantástica de US$ 8 dólares por barris atingida no pré-sal. Depois de pagos royalties (Carcará é anterior à lei de partilha), impostos, custos de transporte e tudo o mais. é conta muito modesta estimar um lucro de US$ 5 por barril. Pode até ser o dobro.
Carcará teve colunas de rocha-reservatório até quatro vezes mais extensas que Sapinhoá (ex-Guará) e sua metade oeste, onde estão os poços, tem mais ou menos a mesma área. Sapinhoá tem uma reserva medida de 2,1 bilhões de barris de óleo recuperável, isto é, que pode ser extraído.

Pode, portanto, ser maior, muito maior.

Ma já se Guará tiver o mesmo, apenas o mesmo, faça a conta: lucro de mais de 10 bilhões de dólares, a cinco dólares por barril.

Ou R$ 33 bilhões, ao dólar de hoje. Como a Petrobras detinha 66%, dois terços, da área, R$ 22 bilhões.

Pode ser mais, muito mais, esta é uma conta conservadora.

Este campo foi vendido por R$ 8,5 bilhões, metade a vista e metade condicionada à absorção de áreas vizinhas, dentro do processo que, na linguagem do setor, chama-se “unitização”, quando o concessionário leva as áreas nas quais, mesmo fora do bloco exploratório original, a reserva petrolífera se prolonga, na mesma formação geológica.

Como o valor estimado das roubalheiras na Petrobras ficou na casa de R$ 6,2 bi, nos cálculos folgados que se fez para a aprovação de seu balanço, tem-se uma perda de mais de duas Lava Jato.

Sem incluir na conta as centenas de milhões de dólares gastos na perfuração dos três poços pioneiros – muito mais caros que os de produção normal – e nos estudos e sensoriamentos geológicos que fez para determinar o “mapa” da reserva.

Reproduzo, por definitiva, a frase do professor Roberto Moraes: “o que é legal pode ser muito mais danoso que o ilegal”.

Ontem, Parente pediu pressa no fim da lei da partilha. Hoje, vendeu Carcará.

Fez, assim, da Petrobras a única petroleira do mundo que diz que não quer lugar cativo nas melhores jazidas de petróleo descobertas neste século. Faz dela a única que dá, a preço de banana, o que já tinha do “filé” do filé do pré-sal.

PS. Para saber mais sobre Carcará, veja posts deste blog , aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Altamiro Borges: Que direito perdi hoje?

Altamiro Borges: Que direito perdi hoje?: Por Beatriz Cerqueira, no jornal Brasil de Fato : Desde que o governo golpista Michel Temer assumiu, no dia 12 de maio deste ano, em cad...

Blog do Roberto Moraes: Feirão da Petrobras: o legal ainda mais danoso que...

Blog do Roberto Moraes: Feirão da Petrobras: o legal ainda mais danoso que...: Segue o fatiamento para a venda em partes da Petrobras e subsidiárias. Nesta quinta (28/07) foi o bloco BM-S-8 no Pré-sal da Bacia de Santos...

sexta-feira, 29 de julho de 2016

ONU vai notificar o governo brasileiro


Damous: o Brasil vai ter que se explicar


Batochio: Condução coercitiva não existe!


Altamiro Borges: Turquia: o golpe que pode abalar a OTAN

Altamiro Borges: Turquia: o golpe que pode abalar a OTAN: Por Pepe Escobar, no site Outras Palavras : Em pleno espantoso expurgo, incansável, de amplo alcance, que não dá sinais de arrefecer,...

Altamiro Borges: O Brasil e a dominação do financismo

Altamiro Borges: O Brasil e a dominação do financismo: Paulo Kliass, no site Carta Maior : A Secretaria do Tesouro Nacional (STN), estrutura subordinada ao Ministério da Fazenda, apresenta a...

Altamiro Borges: Quem pagou o churrascão do Cunha?

Altamiro Borges: Quem pagou o churrascão do Cunha?: Por Altamiro Borges Com fama de truculento e vingativo, o correntista suíço Eduardo Cunha é um homem emotivo. Após a cena comovente do ...

Altamiro Borges: De vice decorativo a interino vingativo!

Altamiro Borges: De vice decorativo a interino vingativo!: Por Altamiro Borges Em recente debate no Centro de Estudos Barão de Itararé, o ex-ministro Franklin Martins disse que o golpista Michel T...

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Filósofo Mario Sergio Cortella fala de fascismo no Brasil


POLÍTICA - A maldição do golpe dos corruptos.

A maldição do golpe dos corruptos

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Não importa a votação final do Senado, Dilma já foi absolvida pela história e os golpistas condenados.

Ficou cabalmente provado que ela não cometeu o crime que lhe foi imputado na peça infame do impeachment.

Dilma não pedalou.

Ficou cabalmente provado, igualmente, que seu afastamento foi um golpe cínico, canalha, despudorado da plutocracia corrupta e predadora.
O objetivo em nenhum momento foi combater a corrupção. Isso serviu apenas de pretexto, como em 54 com Getúlio e 64 com Jango.

Se quisessem erradicar a corrupção, jamais o maestro do golpe teria sido Eduardo Capone Cunha e nem o beneficiário principal Michel 6% Temer.

A finalidade era conquistar o Estado por outro meio que não os votos e, uma vez feito isso, estabelecer um governo destinado a favorecer os plutocratas. Para tanto, programas sociais foram sendo postos no lixo mesmo sem Temer ser efetivado.

Temer. FHC. Aécio. Serra. Famílias Marinho, Frias, Civita e Mesquita, ao lado de seus comentaristas e editores de alto poder de famulagem. Sérgio Moro. Gilmar Mendes. O STF no conjunto.

Todas os nomes listados acima, apenas alguns entre tantos, são a escória destes tempos dramáticos para a democracia brasileira. E assim a posteridade os reconhecerá: seus filhos e netos haverão de se envergonhar de seu papel no golpe plutocrata.

Com Dilma é o oposto.

Ela foi claramente vítima de homens corruptos, ricos e inescrupulosos.

Não teve chance de governar desde que iniciou o segundo mandato que garantiu graças a 54 milhões de votos.

Foi imediatamente perseguida. Caçada. Aécio e FHC contestaram os votos das formas mais sujas possíveis. Em seu jornalismo de guerra, a mídia crucificou Dilma. A Lava Jato e Sérgio compuseram um circo infernal. No Congresso, Eduardo Cunha, com seus métodos de gangster, inviabilizou qualquer possibilidade de Dilma passar medidas que pudessem fazer frente à crise econômica.

Não bastasse isso, a esquerda acusou Dilma injustamente de colocar em prática um programa conservador.

Ora, ora, ora.

Estes dois meses de Temer mostraram o que é, efetivamente, uma plataforma conservadora. Mesmo nas cordas, Dilma não mexeu nas ações sociais que tiraram milhões de brasileiros da miséria nos últimos anos.

Temer está fazendo o que Aécio teria feito caso fosse vitorioso.

A posteridade reparará mais esta injustiça contra Dilma: a da esquerda míope, que tradicionalmente, na história, facilita os golpes da direita.

É uma desgraça nacional, do ponto de vista das coisas concretas, ver um projeto thatcherista ser imposto aos brasileiros quando o mundo avançado já renegou o legado de Margaret Thatcher.

O thatcherismo foi responsável pelo crescimento vertiginoso da desigualdade social nos últimos 30 anos, com seus pilares francamente a favor dos ricos.

Nem os herdeiros de Thatcher, os conservadores britânicos, ousam falar em seu nome para a sociedade. Não existe uma única estátua de Thatcher na Inglaterra. É sábido que, se erguida hoje, será derrubada amanhã.

E mesmo assim Thatcher inspira os responsáveis pela economia brasileira. Um país já tão desigual se tornará ainda mais injusto.

Dilma, repito, já foi absolvida e os golpistas condenados.

Caso o golpe seja efetivado em agosto, Dilma cairá de pé, maior do que jamais foi. E os golpistas ganharão de joelhos, condenados ao desprezo eterno dos brasileiros.

POLÍTICA - Denúncia de Lula á ONU.


Lula denuncia à ONU “abusos de poder” de Moro e da Lava Jato

28 de julho de 2016 às 15h52



Direitos humanos
URGENTE: Lula recorre à ONU contra ‘abusos de poder’ de Moro e da Lava Jato
Do DCM
Os advogados de Lula anunciaram nesta quinta em Londres que ele entrou com um recurso no Comitê de Direitos Humanos da ONU para se proteger dos “abusos de poder” de Sérgio Moro e dos procuradores da Lava Jato.
Na petição, Lula afirma não ser contra uma investigação “justa e transparente”. Mas cita a “clara falta de imparcialidade” de Moro e seus “atos ilegais”, como a gravação e divulgação de conversas privadas dele com Dilma e a condução coercitiva para um depoimento.
Lula menciona ainda, na petição, outras decisões da Comissão de Direitos Humanos da ONU e outros cortes internacionais para sustentar que Moro está “irremediavelmente enviesado” e, portanto, não tem condições de julgá-lo ou prendê-lo. “Se isso acontecer, que seja decidido por um juiz imparcial”, diz o recurso.
Lula denuncia abusos de Moro à ONU
Do GGN
Os advogados do ex-presidente Lula anunciaram nesta quinta (28) que entraram com um recurso no Comitê de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) contra os “abusos de poder” de Sérgio Moro e dos procuradores da Operação Lava Jato. Lula é investigados em várias frentes pela força-tarefa criada para apurar corrupção na Petrobras e foi denunciado pelo Ministério Público Federal por tentativa de obstrução de Justiça.
À ONU, Lula alega violação dos direitos humanos pela Lava Jato. De acordo com informações do jornal The Telegraph, o ex-presidente contratou o advogado Geoffrey Robertson, que ficou conhecido por defender Julian Assange, fundador do Wikileaks, o ex-boxeador Mike Tyson e o autor indiano Salman Rushdie.
Robertson, em sintonia com a defesa de Lula no Brasil, alega abuso de poder do Sergio Moro, que se recusa a declarar parcialidade e abrir mão de julgar o ex-presidente.
Na ação, Lula destaca não ser contra uma investigação “justa e transparente”, mas menciona a “clara falta de imparcialidade” de Moro e seus “atos ilegais”, como a gravação e divulgação de conversas privadas dele com a presidente afastada Dilma Rousseff e outras figuras que detinham foro privilegiado, além da condução coercitiva para um depoimento à Polícia Federal que foi espetacularizada na grande mídia nacional.
“As transcrições, bem como o áudio das conversas, estão sendo liberados para uma imprensa hostil. O juiz está invadindo sua privacidade e pode prendê-lo a qualquer momento e, em seguida, pode ser julgado sem um júri”, diz Robertson.
Segundo ele, “nenhum magistrado poderia agir dessa maneira. O juiz ainda tem o poder de deter os suspeitos infindamente na prisão até que confessem. Há uma barganha. Este sistema viola os direitos humanos fundamentais e já foi condenado por órgãos da ONU”.
Para Robertson, o caso de Lula vai expor o problema da prisão preventiva e das condenações “injustas” no Brasil, que são feitas baseadas em confissões de suspeitos que só querem sair da prisão.
A defesa de Lula no Brasil convocou a imprensa para uma coletiva na tarde desta quinta (28).

PETROBRAS - A venda da Petrobras Distribuidora.

Nota da AEPET à sociedade brasileira - A venda da Petrobras Distribuidora (BR)


          
                            Fonte: AEPET




A decisão de venda do controle da Petrobras Distribuidora (BR), anunciada pelo Conselho de Administração da estatal, é o início do desmonte e privatização da Petrobrás. O motivo alegado é a venda de ativos para redução da dívida da empresa de cerca de R$ 450 bilhões, acumulada por decisões de seu acionista majoritário e controlador, a União Federal, para exportar o petróleo do pré-sal no prazo o mais rápido possível, além de subsidiar o preço dos derivados para controlar a inflação.

2. Dirigentes da companhia afirmam que vender o controle acionário da BR não é privatização. Alegam que a Petrobrás manterá a maior fatia do capital total e que a medida visa maximizar o valor da transação, enquanto os objetivos estratégicos estariam assegurados. É evidente que esses argumentos não se sustentam considerando que é o controlador quem determina a estratégia e a gestão da companhia. Entregar o controle da BR Distribuidora é privatizá-la, não há como garantir que os interesses estratégicos da Petrobrás serão preservados.  O fluxo de caixa futuro será comprometido e a imagem da Petrobras para os consumidores dependerá da gestão de terceiros. O abastecimento de todo o território nacional pode ficar comprometido diante do interesse privado e de curto prazo do acionista controlador.

3. A valorização internacional do dólar, com a consequente queda do preço do petróleo e desvalorização do real, a meta de produção inadequada, a construção simultânea de duas refinarias (RNEST e COMPRJ, sem contar as refinarias Premium do Maranhão e Ceará para exportação de diesel, abortadas na terraplenagem, somadas à ação criminosa de políticos, empreiteiros e executivos de aluguel, além do prejuízo de 80 bilhões de reais pelos subsídios aos combustíveis para controle inflacionário, construíram a dívida atual. 

4. Os seguidos balanços com absurdos valores de "impairment" (reavaliação do valor de ativos), inclusive dos campos de produção, que não estavam à venda, construíram a imagem dos prejuízos contábeis. As grandes empresas internacionais, apesar da queda do preço do barril de petróleo, não fizeram desvalorizações de seus ativos nos níveis praticados pela Petrobrás. Até porquê sabem que este preço oscila. Em 2015 a Petrobrás registrou lucro bruto de R$ 98,5 bilhões e tem mais de R$ 100 bilhões em caixa. No entanto, estes resultados foram transformados em um prejuízo contábil de R$ 34,8 bilhões pela reavaliação de ativos. 

Aliás, é o que os compradores esperam que seja feito - vender ativos em período de baixa - para que os repassem mais à frente com grandes lucros privados e prejuízos da Petrobrás, seus acionistas e o país.

5. O problema da dívida está sendo resolvido com o alongamento de prazos e empréstimos com contrapartida em petróleo a ser produzido. A Petrobrás tem reservas e novas plataformas entrando em operação, vantagem estratégica na relação com credores e países dependentes de petróleo importado. 

A recente desvalorização do dólar, com a recuperação do preço do barril de petróleo e a valorização do real já fez mais para a solução da dívida do que a venda de ativos. A alienação dos ativos fragiliza a integração corporativa, compromete o fluxo de caixa futuro e submete a companhia a riscos desnecessários.

6. Que sentido faz vender a BR, líder no segmento de distribuição, abastecendo o mercado nacional e imagem da Petrobrás diante do consumidor? O mercado interno de distribuição é altamente competitivo com mais de 200 empresas de diferentes portes buscando apenas o filé dos grandes centros urbanos. 

O que dizer da geração de energia elétrica, abastecimento de hospitais, aeroportos e das Forças armadas nos lutares mais distantes? Seriam deixados à própria sorte se não fosse a Petrobrás Distribuidora.

7. A Petrobrás só é forte devido ao Brasil e seu mercado interno e por sua integração do poço ao posto. Do petróleo do pré-sal, passando pelos terminais, dutos, refinarias, distribuidora e postos, há uma rede integrada altamente complexa, cheia de riscos, imprevistos e problemas operacionais que o consumidor não vê ao abastecer seu carro, pegar seu ônibus, ligar seu fogão ou ar condicionado, e ter seu alimento à disposição nos supermercados. 

Imagine-se sem esta energia da gasolina, diesel, gás de cozinha abastecendo com segurança e regularidade o país.

8. Estão vendendo os dutos que distribuem os derivados por todos o Brasil, construídos e utilizados pela Petrobrás. Agora, é a vez da distribuidora e seus postos. 

Com a empresa desintegrada, sua força - fonte de geração de caixa para seus investimentos, descoberta de petróleo e gás, manutenção de suas reservas e produção, de sua tecnologia em águas profundas respeitada internacionalmente - se esvairá rapidamente.
 
9. Enquanto o preço do barril de petróleo esteve elevado, a principal fonte de lucros era o segmento de produção, com a queda de seu preço, o lucro transferiu-se para o Abastecimento - as refinarias, o transporte e a comercialização - que em 2015 responderam por R$ 46 bi do lucro bruto. Isto significa integração. 

Desintegrada, produtora apenas de petróleo, estaria com sérios problemas de sobrevivência. Durante alguns anos, as refinarias operavam com reduzida margem de lucro, hoje são as principais responsáveis pelo fluxo de caixa da companhia.

10. É o cenário que se desenha para a empresa ao desintegrá-la, vendendo-a em partes e entregando o pré-sal, última grande descoberta disponível para as grandes empresas internacionais e países desenvolvidos para garantirem seu abastecimento. O fim do regime de partilha, maximizando a riqueza do petróleo para o Estado brasileiro, completará o quadro, transferindo a propriedade do petróleo para o consórcio das empresas produtoras. Nenhum país se desenvolveu exportando petróleo por multinacionais. O Brasil corre o risco de entrar em novo ciclo do tipo colonial.

11. Passaremos a importar os equipamentos e serviços, técnicos especializados, plataformas alugadas, gerando no exterior os empregos que faltam aos brasileiros desempregados e frustrados. 

Com o real valorizado pela exportação do petróleo do pré-sal alguns poderão consumir produtos importados a baixo custo produzidos na Índia, China, Taiwan, Cingapura, com mão-de-obra análoga a escrava, sem direitos sociais. Os mais afortunados frequentando Miami e Paris para as compras, drenando os dólares recebidos.

Em seguida, o consequente desemprego, especialmente para o trabalho especializado e qualificado, pela falta de competitividade das empresas brasileiras com a valorização da moeda nacional.

Sepultaremos mais uma vez a chance de ter um país desenvolvido, sem desemprego e menos desigual.

12. Enquanto países como a Noruega constroem seu futuro, usando o petróleo como fonte de recursos para fortalecerem suas empresas, gerando empregos de alto nível no país e depositando os recursos em um fundo para garantir as gerações futuras de seus filhos e netos - afinal a riqueza de hoje não pertencem apenas a eles - nossos políticos, governos e homens públicos preferem torrá-lo em uma festa inconsequente e em viagens ao exterior, garantindo o apoio de seus pares.

A sociedade brasileira não pode permitir que este crime contra o país e a Petrobrás seja levado adiante.


Rio de Janeiro, 25 de julho de 2016


Diretoria da AEPET

quarta-feira, 27 de julho de 2016

POLÍTICA - O golpe nasceu em Washington.

Boff: Golpe é para os EUA

O Golpe nasceu em Washington - PHA





Leonardo Boff: Golpe no Brasil atende a interesses geopolíticos dos Estados Unidos.

Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Do Opera Mundi:
Não estamos diante de um pensamento conspiratório, pois já sabemos como os EUA agiram no golpe militar em 1964; devemos nos conscientizar de nossa importância no cenário mundial, resistir e buscar fortalecer democracia.

Seria errôneo pensar a crise do Brasil apenas a partir do Brasil. Este está inserido no equilíbrio de forças mundiais do âmbito na assim chamada nova guerra fria que envolve principalmente os EUA e a China. A espionagem norte-americana, como revelou Snowden atingiu a Petrobrás e as reservas do pré-sal e não poupou sequer a presidenta Dilma. Isto é parte da estratégia do Pentágono de cobrir todos os espaços sob o lema: “um só mundo e um só império”. Eis alguns pontos que nos fazem refletir.

No contexto global há uma ascensão visível da direita no mundo inteiro, a partir dos próprios EUA e da Europa. Na América Latina está se fechando um ciclo de governos progressistas que elevaram o nível social dos mais pobres e firmaram a democracia. Agora estão sendo assolados por uma onda direitista que já triunfou na Argentina e está pressionando todos os países sul-americanos. Falam, como entre nós, de democracia, mas, na verdade, querem torná-la insignificante para dar lugar ao mercado e à internacionalização da economia.

O Brasil é o principal atingido e o impedimento da presidenta Dilma é apenas um capítulo de uma estratégia global, especialmente das grandes corporações e pelo sistema financeiro articulado com os governos centrais. Os grandes empresários nacionais querem voltar ao nível de ganho que tinham sob as políticas neoliberais, anteriores a Lula. A oposição a Dilma e o apoio ao seu impedimento possui um viés patronal. A Fiesp com Skaf, a Firjan, as Federações do Comércio de São Paulo, a Associação Brasileira da Indústria Eletrônica e Eletrodomésticos (Abinee), entidades empresariais do Paraná, Espírito Santo, Pará e muitas redes empresariais estão já em campanha aberta pelo impedimento e pelo fim do tipo de democracia social implantada por Lula-Dilma.

A estratégia ensaiada contra a “primavera árabe” e aplicada no Oriente Médio e agora no Brasil e na América Latina em geral consiste em desestabilizar os governos progressistas e alinhá-los às estratégias globais como sócios agregados. É sintomático que em março de 2014 Emy Shayo, analista do JB Morgan tenha coordenado uma mesa redonda com publicitários brasileiros ligados à macroeconomia neoliberal com o tema: “como desestabilizar o governo Dilma”. Armínio Fraga, provável ministro da fazenda num eventual governo pós-Dilma, vem do JB Morgan.

Noam Chomski, Moniz Bandeira e outros advertiram que os EUA não toleram uma potência como o Brasil no Atlântico Sul que tenha um projeto de autonomia, vinculado aos BRICS. Causa grande preocupação à política externa norte-americana a presença crescente da China, seu principal contendor, pelos vários países da América Latina, especialmente no Brasil. Fazer frente ao outro anti-poder que significam os BRICS implica atacar e enfraquecer o Brasil, um de seus membros com uma riqueza ecológica sem igual.

Talvez o nosso melhor analista da política internacional. Luiz Alberto Moniz Bandeira, autor de “A segunda Guerra Fria - geopolítica e dimensão estratégica dos Estados Unidos” (Civilização Brasileira, 2013) e o deste ano “A desordem internacional” (da mesma editora) nos ajude a entender os fatos. Ele trouxe detalhes de como agem os EUA: “Não é só a CIA - especialmente as ONGs financiadas pelo dinheiro oficial e semi-oficial como a USAID, a National Endwoment for Democracy, atuam comprando jornalistas e treinando ativistas”. O “The Pentagon´s New Map for War & Peace” enuncia as formas de desestabilização econômica e social através dos meios de comunicação, jornais, redes sociais, empresários e infiltração de ativistas.

Moniz Bandeira chega a afirmar: “não tenho dúvida de que no Brasil os jornais estão sendo subsidiados e que jornalistas estão na lista de pagamento dos órgãos citados acima e muitos policiais e comissários recebem dinheiro da CIA diretamente em suas contas”. Podemos até imaginar quais seriam esses jornais e os nomes de alguns jornalistas, totalmente alinhados à ideologia desestabilizadora de seus patrões.

Especialmente o pré-sal, a segunda maior jazida de gás e de petróleo do mundo, está na mira dos interesses globais. O sociólogo Adalberto Cardoso da UERJ numa entrevista à Folha de São Paulo foi explícito. “Seria ingenuidade imaginar que não há interesses internacionais e geopolíticos de norte-americanos, russos, venezuelanos, árabes. Só haveria mudança na Petrobras se houvesse nova eleição e o PSDB ganhasse de novo. Nesse caso, se acabaria o monopólio de exploração, as regras mudariam. O impeachment interessa às forças que querem mudanças na Petrobrás: grandes companhias de petróleo, agentes internacionais que têm a ganhar com a saída da Petrobrás da exploração de Petróleo. Parte desses agentes quer tirar Dilma”.

Não estamos diante de um pensamento conspiratório, pois já sabemos como agiram os norte-americanos no golpe militar em 1964, infiltrados nos movimentos sociais e políticos. Não é sem razão que a quarta frota norte-americana do Atlântico Sul está perto de nossas águas. Devemos nos conscientizar de nossa importância no cenário mundial, resistir e buscar o fortalecimento de nossa democracia que represente menos os interesses das empresas e mais as demandas tão olvidadas de nosso povo e na construção de nosso próprio caminho rumo ao futuro.

MÍDIA - Universidade pública e as mentiras da Globo.

Universidade pública e as mentiras da Globo

Por Jean Wyllys, na revista Caros Amigos:

Toda mentira bem elaborada, para ser convincente, precisa começar apontando alguns fatos verdadeiros. É a arte da falácia, na qual os editorialistas do jornal O Globo são mestres e doutores.

É fato: o sistema universitário brasileiro ainda é profundamente injusto. O acesso dos mais pobres à universidade pública ainda é minoritário, mesmo tendo melhorado na última década, graças a algumas políticas públicas de inclusão dos governos petistas que, contudo, apesar de terem ajudado, foram insuficientes.

Também é fato: muitas pessoas pobres que não conseguiram passar na universidade pública estudam em universidades particulares de duvidosa qualidade, muito diferentes das universidades particulares de elite, e muitas pessoas dos segmentos mais ricos da população, depois de estudarem em escolas particulares de elite, ingressam às melhores universidades públicas. E eles poderiam pagar. Também é fato: o estado brasileiro e muitos estados da federação estão quase falidos.

Contudo, não é fato que a solução para esses problemas seja acabar com a gratuidade do ensino universitário público. Essa é uma grande mentira. A experiência internacional mostra que esse modelo é um fracasso e só produz mais desigualdade, mais injustiça social, mais exclusão. E não soluciona o problema do déficit fiscal, nem melhora a universidade pública.

Em seu Comunicado nº 75, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revela a importância que os gastos sociais adquiriram no Brasil para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e a redução das desigualdades.

Segundo o estudo, que usou como base dados de 2006, cada R$ 1 gasto com educação pública gera R$ 1,85 para o PIB. A título de comparação, o gasto de R$ 1 com juros sobre a dívida pública, segundo o mesmo estudo, gerará apenas R$ 0,71 de crescimento do PIB. Ou seja, o dinheiro gasto com educação de qualidade, como é o caso das universidade federais, é um excelente investimento dos recursos públicos.
 
Então, por que que o editorial do Globo mente?

Primeira mentira do Globo: como aponta o economista Bruno Mandelli, a ideia de que "as universidade públicas só beneficiam os ricos, enquanto aos pobres restam as universidades particulares" é um mito bastante difundido, porém completamente equivocado.

Explica Mandelli: O ensino público é elitizado, mas não há nada que indique que o sistema privado de ensino superior seja mais popular. Pelo contrário, os levantamentos disponíveis indicam que, em termos de renda, os estudantes das universidades públicas são inclusive ligeiramente em média mais pobres que os estudantes das privadas.

Segundo a Pnad 2014, por exemplo, os estudantes que faziam parte dos 20% mais ricos da população brasileira correspondiam a 36% dos estudantes do ensino superior público e 40% do ensino superior privado. Ou seja, há mais 'ricos' no sistema privado do que no público.

Na ponta oposta, os estudantes que faziam parte dos 20% mais pobres da população brasileira representavam 7% dos estudantes do ensino superior público e apenas 3,4% do ensino superior privado. Ou seja, os 'mais pobres' estão nas universidades públicas no dobro da proporção verificada nas privadas.

Segunda mentira: ensino pago não soluciona o problema, muito pelo contrário. Países que adotaram esse caminho, como o Chile, têm um sistema universitário altamente elitizado e excludente – e hoje estão querendo mudar.

Acabar com a política pinochetista que O Globo propõe para o Brasil foi uma das promessas de campanha da presidenta Michele Bachelet! Outro exemplo paradigmático são os EUA, onde as possibilidades de acesso à universidade (e a qual universidade) dependem da renda das famílias, e os jovens mais pobres ou de classe média (sim, também a classe média) só podem estudar na universidade se endividando por décadas ou conseguindo uma bolsa esportiva, que os obriga a dedicar mais tempo ao treinamento que aos livros.

Terceira mentira: as bolsas não são suficientes para corrigir as injustiças do ensino pago. O Prouni é uma prova disso. Embora esse programa tenha tido alguns efeitos positivos (de fato, ajudou muitos jovens de baixa renda a entrar na universidade), ele não acabou com a elitização da universidade pública, beneficiou o ensino particular, ajudou à proliferação de fábricas de diplomas de baixa qualidade e não solucionou o problema da permanência.

Quarta mentira: o ensino gratuito não é a causa do déficit fiscal. Vejamos, por exemplo, o caso da UERJ. A principal universidade do estado do Rio está quase falida, enquanto o governo local do PMDB desperdiça bilhões de reais em isenções fiscais que geram pouquíssimo emprego (da mesma forma que o governo federal os desperdiça com empréstimos de bancos públicos a juros de privilégio para as grandes empresas; por exemplo, o grupo Globo), ou com dívidas bilionárias de empresários, que acabam não sendo cobradas, ou com obras superfaturadas.

No nível federal, os recursos que o estado receberia acabando com a gratuidade das universidades públicas (com altíssimo custo social) são nada, se comparados ao que poderia ser arrecadado taxando as grandes fortunas, reestruturando a tabela do imposto de renda ou acabando com a isenção às operações financeiras e ao mercado de capitais.

Quinta mentira: se quisermos cobrar aos ricos que usam a universidade pública, a solução não é instaurar uma mensalidade. Estabeleçamos um tributo adicional para as faixas mais altas do Imposto de Renda (depois de mudar a tabela para que estas sejam pagas pelos ricos de verdade e não pela classe média) que alcance os cidadãos com alta renda que estudaram e se formaram numa universidade pública, e destinemos esse dinheiro a um fundo especial para abrir mais vagas e pagar bolsas de permanência para os estudantes mais pobres.

Dessa forma, o pagamento não seria uma barreira, mas uma devolução à sociedade paga por aqueles que já usufruíram da universidade pública e se deram muito bem na vida.

E se quisermos aumentar o número de pessoas de baixa renda nas universidades públicas, ampliemos a oferta de vagas, invistamos no ensino fundamental e médio (a baixa qualidade dele, combinada com o Enem e o vestibular, funciona como barreira para o ingresso dos mais pobres às universidades públicas, onde os que estudaram em boas escolas particulares têm mais chances de passar). E demos bolsas de permanência para que os mais pobres não abandonem os estudos.

Em resumo, o jornal O Globo tentou nos enganar. As soluções são outras. A educação pública gratuita é uma conquista democrática da qual jamais abriremos mão e é imprescindível para o desenvolvimento econômico, social e humano do Brasil.

* Jean Wyllys é jornalista e linguista, é deputado federal pelo PSOL-RJ e integrante da frente parlamentar em defesa dos direitos LGBT.

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terça-feira, 26 de julho de 2016

A Petrobras tem competência para explorar o pré-sal? | #bilhetepremiado

Suplicy diz: 'Deitei no chão para evitar qualquer violência' após ser so...

Procurador denuncia Lava Jato e seus Procuradores

Lula aposenta Barbosas, Janôs e Moros

PETROBRAS - Cortar para privatizar.


Petrobras prepara onda de demissões

Por Altamiro Borges

O jornal Estadão informa nesta terça-feira (26) que a Petrobras, agora sob o comando do golpista Pedro Parente, prepara uma nova onda de cortes na estatal. “A Petrobrás planeja um Plano de Demissão Voluntária (PDV) para a BR Distribuidora, que será estendido aos funcionários de todas as subsidiárias colocadas à venda. O plano já foi aprovado pela diretoria executiva, mas ainda depende do aval do conselho de administração. A medida reforça a estratégia da companhia de reduzir seu tamanho. Será o segundo PDV realizado pela petroleira só este ano. Com o primeiro, a companhia espera desligar até 12 mil funcionários e economizar R$ 33 bilhões em quatro anos”, revela o jornalista Antônio Pita.

Ainda de acordo com a reportagem, “a decisão de abrir um novo PDV para as empresas a serem vendidas foi informada pelo diretor de Refino e Gás Natural, Jorge Celestino Ramos, em comunicado interno. De acordo com o documento, o programa ‘será automaticamente lançado em todos os ativos que venham a ser objetos de parceria ou desinvestimento’. Ao jornal Estadão, a Petrobrás confirmou decisão, mas indicou que ainda não há definição de metas, custos de indenização, critérios ou prazos. Na carta, o diretor Celestino disse não ter resposta para todas as dúvidas dos trabalhadores. ‘Não deixem que especulações ou suposições interfiram no nosso trabalho’, disse”. Haja cinismo e medo!

A explosão de revolta dos petroleiros

A conversa fiada do diretor da estatal – corroborada pelo jornal privatista da famiglia Mesquita – apenas confirma os temores de que o novo facão provocará inevitável revolta da combativa categoria. O próprio Estadão já prevê dias de confronto. “O processo de venda de ativos, visto como fundamental para sanear as finanças da estatal, despertou fortes reações contrárias de trabalhadores e deixou o clima tenso... Os sindicatos já articulam uma greve no próximo mês contra o que consideram ‘entreguismo’. ‘Se depender do sindicato, vamos parar tudo. Já rechaçamos esse entreguismo na década de 90 e não vamos aceitar de novo’, disse Emanuel Cancella, diretor do Sindpetro-RJ. Segundo ele, o sindicato deve aderir ao movimento dos petroleiros do Nordeste, que preparam paralisação de cinco dias, em agosto, contra a venda de campos maduros na região”.

Desde a concretização do “golpe dos corruptos”, em 12 de maio, a combativa categoria já realizou inúmeros protestos – com passeatas, paralisações parciais e caravanas a Brasília. A permanente mobilização, liderada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), visa defender a Petrobras e a democracia, e tem como o mote o “Fora Temer”. A categoria também não deu um minuto de paz ao presidente interino da estatal, Pedro Parente, rotulado de “mercador”, “privatista”, “neoliberal” e “entreguista”. Para a FUP, o objetivo do covil golpista de Michel Temer é o de desmontar e privatizar a estatal, seguindo o roteiro traçado pelo governo dos EUA e pelas multinacionais do petróleo. O processo de desmonte, que já estava em curso, agora ganhou celeridade com o “golpe dos corruptos”.

O desmonte patrocinado pela Lava-Jato

Neste processo criminoso de desmonte da Petrobras a midiática Operação Lava-Jato, chefiada pelo sinistro juiz Sergio Moro, teve um papel de relevo. Há fortes desconfianças de que poderosos interesses externos nutriram suas ações destrutivas. Segundo reportagem da insuspeita Folha golpista, publicada no final de março passado, “desde que foram alvejadas pela Lava-Jato, há pouco mais de dois anos, a Petrobras e suas subsidiárias demitiram 169,7 mil pessoas. O corte já representa o equivalente a 61% da equipe atual, que estava em 276,6 mil em fevereiro de 2016. Em dezembro de 2013, eram 446,3 mil pessoas – de cada 10 trabalhadores empregados antes da Lava-Jato, quatro foram dispensados”.

“Os cortes começaram ainda em 2014, último ano da gestão Graça Foster, quando 74,3 mil perderam o emprego, e se intensificaram sob comando de Aldemir Bendine, que cortou 95,4 mil até fevereiro deste ano... Uma análise dos cortes mostra que 85% das demissões ocorreram entre prestadores de serviço que realizavam obras para a companhia. Esse contingente caiu de 175,8 mil pessoas em dezembro de 2013 para apenas 30,8 mil em fevereiro de 2016. A Petrobras foi obrigada a cortar drasticamente os investimentos para preservar seu caixa e tentar reduzir suas dívidas... Além disso, grandes obras foram paralisadas ou reduzidas com as denúncias de pagamento de propina pelas empreiteiras a ex-funcionários da empresa e a políticos”.

Disposição para ir à guerra

Com a concretização do “golpe dos corruptos”, que levou ao poder famosos serviçais das multinacionais – como o “chanceler” José Serra e o “neoliberal” Pedro Parente –, há consenso de que a situação só vai se agravar. A midiática Operação Lava-Jato preparou o terreno para a privatização da estatal, que agora será consolidada pelo covil golpista de Michel Temer. Isto é o que espera, excitadíssimo, o “deus-mercado”, que festejou a indicação do “presidente interino” da companhia, segundo relatos da mídia privatista. Isto também já é dado como certo pelos petroleiros, que se orgulham da capacidade produtiva da estatal e conhece as tramoias históricas para destruí-la.

“O perfil ultraliberal de Pedro Parente o descredencia por completo para assumir o comando de uma empresa que tem sido a âncora do desenvolvimento do país", reagiu a Federação Única dos Petroleiros (FUP) logo que Michel Temer anunciou o nome do “mercador”. Para evitar este desastre, a combativa categoria está disposta a ir à guerra e promete um mês de agosto bem agitado.

*****
Leia também:

PETROBRAS - O complô da Globo e da Lava Jato para destruir o Brasil e a Petrobras.


O complô da Globo e da Lava Jato para destruir o Brasil e a Petrobras. 

Os tucanos são blindados e os petistas massacrados pela Lava Jato e pela mídia golpista. Por que será?
Enquanto os primeiros querem entregar todo o patrimônio público e o pré-sal às petrolíferas estadunidenses, os governos do PT, mesmo cometendo erros, tentaram preservar minimamente as riquezas brasileiras, por exemplo, através da Lei de Partilha. Também criaram empregos e tentaram aquecer a indústria nacional, por meio de investimentos na Petrobrás e da lei do “conteúdo nacional”. Esse é um divisor de águas. Diante dos fatos, fica fácil entender a que interesses servem o juiz Moro e seu braço partidário, o PSDB, agora aliado aos traidores do PMDB.
 
O que estamos assistindo é um aprofundamento das políticas neoliberais de Fernando Henrique Cardoso, ditadas por Washington. FHC tentou privatizar a Petrobrás, inclusive fez campanha na mídia, comparando a Petrobrás a um paquiderme e chamando os petroleiros de marajás. A resposta dos petroleiros veio em 2006 com o desenvolvimento de tecnologia inédita no mundo, através do Cenpes e a descoberta do pré-sal, que já produz mais de um milhão de barris por dia. O jornal O Globo, porta-voz da direita golpista, em editorial publicado em dezembro de 2015, escreveu: ‘O pré-sal pode ser um patrimônio inútil’.
A Globo premiou o ministro Joaquim Barbosa que comandou no STF a AP 470, também conhecida como mensalão. Barbosa usou o ‘”domínio dos fatos”, ao invés das provas materiais que são o padrão no direito brasileiro, para condenar vários parlamentares, a maioria do PT. No entanto, a justiça deixou prescrever o mensalão tucano, anterior ao do PT, e a mídia oportunista se omite.
O mesmo prêmio que deu a Joaquim Barbosa, a Globo também deu ao juiz Sérgio Moro, que foram chamados de “homens que fazem a diferença”. Uma das diferenças é a indecente blindagem dos tucanos na apuração dos atos de corrupção, como o senador Aécio Neves, já sete vezes citado em envolvimentos pra lá de suspeitos, mas até agora intocado.
A tarefa destinada ao juiz Moro, provavelmente por seus patrões do hemisfério norte, é prender petistas. Assim ele desmoraliza os trabalhadores no imaginário da população e inviabiliza qualquer possibilidade de rompimento com os projetos entreguistas que o golpista interino está encaminhando, a toque de caixa.
Moro mandou prender o tesoureiro e o ex-tesoureiro do PT. Mas não mandou prender os tesoureiros do PMDB, do PSDB, do PSB, do DEM e de outros partidos aliados no projeto de destruição da Petrobrás e do Brasil, apesar do evidente envolvimento nos atos de corrupção apurados pela Lava Jato.
Depois de um ano e meio de investigações na Petrobrás, a Lava Jato continua vazando informações de forma seletiva. Há um criminoso silêncio em relação a escândalos maiores, como o Zelotes, que envolve bilionária sonegação de impostos de bancos (Santander, Safra e Bradesco); companhias de cimento; e Boston Negócios, J.G. Rodrigues, Café Irmãos Julio E Mundial-Eberle; montadoras Ford e Mitsubishi; Grupo Gerdau; e a maior afiliada da Rede Glob o, a RBS. Os valores sonegados no Zelotes superam, de longe, os da Lava Jato.
A Globo teve a petulância de apresentar uma matéria mentirosa no Fantástico, sobre o Benefício Farmácia. Trata-se de uma conquista dos trabalhadores, firmada em acordo coletivo, que permite retirar, nas farmácias credenciadas, parte dos medicamentos, através do receituário médico. Insinuando que os petroleiros são privilegiados, a reportagem omite, de forma sórdida, que os beneficiários e seus dependentes sofrem descontos em seus salários em troca do benefício. Além disso, mais de 40% são funcionários novos que pouco uso fazem dos medicamentos.
A reportagem do Fantástico chegou a relatar a compra de remédio para um cachorrinho, no mais patético exemplo de “imprensa marrom”. Ora, o Benefício Farmácia não inclui o atendimento a animais! Tem gente na categoria denunciando que foi matéria paga para prejudicar ainda mais a imagem dos petroleiros e da Petrobrás.
Nós, empregados da Petrobrás, exigimos que todos os corruptos e corruptores vão para a cadeia e o dinheiro roubado seja devolvido aos cofres públicos, mas não concordamos que o Lava Jato receba 10% dos acordos de leniência, até por que nenhum petroleiro será premiado se desenvolver alguma patente ou fizer alguma descoberta: para o petroleiro isso é dever de oficio.
As organizações Globo apoiaram três golpes: o primeiro contra Getulio Vargas, depois que em seu governo foi anunciada a criação da Petrobrás, pela Lei 2004/53; o segundo, contra o governo João Goulart, depois que estatizou a distribuição e as refinarias privadas. A emissora apoiou e cresceu à sombra da ditadura empresarial-civil-militar; o terceiro golpe que têm na Globo uma de suas articuladoras está acontecendo agora, contra o governo da presidenta Dilma, eleito pela maioria do povo brasileiro.
Nosso compromisso é com a defesa intransigente do caráter estatal da Petrobrás que abastece o país de derivados de petroleiros há 62 anos, participa com 13% do PIB nacional e vinha financiando o crescimento do país, com os impostos que paga, sendo responsável por 80% das obras do PAC. A descoberta do pré-sal garante a autossuficiência do país por, no mínimo, 50 anos. Não vamos aceitar de braços cruzados o projeto entreguista de destruição dos direitos, dos empregos, muito menos dessa empresa gigante que ajudamos a construir, por várias gerações.

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segunda-feira, 25 de julho de 2016

POLÍTICA - Moro não pode matar ideias.

   O desespero de Sérgio Moro é não poder matar ideias
por Armando Rodrigues Coelho Neto.

A coruja teve um filhinho lindo.
Por um golpe de estado comprado por 45 dinheiros não se pode pedir certificado de garantia. As falhas aparecem por todos os lados. É como uma quinquilharia chinesa comprada no camelô, sem durabilidade, chinfrim, “fake in Mooca”. Jamais será o que pretende ser e vai sempre mostrar a identidade - é falso. Assim como o golpe assinado por mais de 300 bandidos, endosso por Cunha, Fernandinho Beira-Mar, coxinhas e seus asseclas.
Um golpe de 45 dinheiros, que traz o número de uma quadrilha impune, intocável, repleta de bandidos de estimação da grande mídia e da Polícia Federal. Amiga do caloteiro pato da Fiesp, hoje murcho e silente como os paneleiros. Os delegados da PF, que nos grupos fechados já sabiam há tempos do golpe “que viria através dos Estados Unidos”, estão caladinhos. Falavam grosso com Dilma e hoje, nem fino falam com o impostor Temer, sem um centavo a mais no orçamento pessoal ou institucional.
Não é golpe, dizem. Mas o partido que perdeu as eleições está no governo, vale o programa político rejeitado nas urnas. A podridão do truque dos magos está escancarada, a crise não é mais crise e qualquer escândalo sobre os ladrões golpistas pode ser abafado com notícia falsa contra o estadista, herói do povo Lula – o cidadão mais perseguido da história do Brasil.
A sorrelfa golpista passa pelo escárnio, pela apressada venda do patrimônio nacional. Vai além dos 45 dinheiros, inclui ator pornô, desprezo pela cultura, bandidos assumindo postos-chaves. Constituição rasgada, a Corte Suprema é tão silente que dá até saudade dos circunspectos juízes que no passado eram maldosamente tratados como membros de um “grande balcão de negócios”, sensíveis a “embargos auriculares”.
Sacripantas e sibaritas comemoram a volta do Brasil ao ideário do Século 19. Pobre do estudante de direito de hoje, que nos primeiros dias de aula aprende que o Direito Civil só serve para tornar o rico mais rico e o Direito Penal para perseguir o pobre. A lei contra o terror é o próprio terror. Foi aprovada por um governo acuado, que de tão acuado sancionou a lei que impede o povo de lutar pelo resultado das urnas. Faces de um golpe sujo e calculado, que ora se apresenta como assalto a mão armada numa quebrada qualquer, ora com requintes de quem faz um túnel para roubar o Banco Central e ora como festa de estelionatários depois de enganar e roubar vítimas.
Tudo isso em clima de Farsa Jato - pirotecnia falso moralista para acabar com o PT e prender Lula.
Perda de tempo! Crucificaram Cristo, mas o Cristianismo sobreviveu. Mataram Tiradentes, mas seu ideal cruzou os séculos. Mataram Zumbi, mas um negro, mesmo sujeito a críticas, chegou à ex-Corte Magna. Assim, permito-me mandar um recado a um tal Sérgio Moro e sua trupe, inspirado na peça “Liberdade, Liberdade” (Flávio Rangel e Miloor Fernandes).
“O Cristo morreu na cruz, mas o cristianismo se transformou na maior força espiritual do mundo. Galileo Galilei cedeu diante da Inquisição, mas a Terra continuou girando ao redor do Sol, e quatro séculos mais tarde, um jovem tenente anunciou da estratosfera que a Terra é azul. Anne Frank morreu, mas Israel ressurgiu da cinza dos tempos... Depois da segunda guerra mundial tornaram-se independentes treze nações asiáticas e trinta e quatro nações africanas...”
Portanto, Sr. Sérgio Moro, não se matam ideias. O Cristianismo não morreu na cruz, do mesmo modo que qualquer truculência contra Lula ou o Partido dos Trabalhadores (ao qual não sou filiado e nem tenho procuração para defender), só vai lhe servir para promoção pessoal diante de medíocres. A força, o ideal de fraternidade que nos impulsiona, sobreviverá como cobra de vidro à tirania do golpe.
Não será prendendo Lula, fechando diretório, calando jornalistas que se mata uma ideia. Prende-se, matam, torturam e desmoralizam-se pessoas, mas o que nos move é um sentimento de fraternidade. Não tem nada a ver com dinheiro nem grana da Petrobrás, não se esgota em siglas, nem o PT é isso que a mídia diz. Sobrará sempre uma semente do Lula ou algo parecido para infernizar vossa ganância. E tem mais: se precisar, a gente volta a vender estrelinhas de novo... Lamento frustrar o paparicado “magistrado”. Assim mesmo, sem data vênia, entre aspas e com letra minúscula.

ARQUIVO GEE: Luiz Pinguelli Rosa parte 1


ARQUIVO GEE: Luiz Pinguelli Rosa parte 1


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domingo, 24 de julho de 2016

POLÍTICA - O Estado sou eu!


Moro ao STF: dane-se a liberdade e as garantias! O Estado sou eu! Não prendi Lula porque não quis!


RI Rio de Janeiro (RJ) 18/03/2015 Faz Diferenca - Entrega dos premios dos melhores do ano de 2014, no Hotel  Copacabana Palace. Sergio Moro recebe o premio de Ascanio Seleme e Joao Roberto Marinho. Foto de Fabio Rossi / Agencia O Globo

Abaixo, um trecho de peça (a dica é do Tijolaço) apresentada por Sergio Moro ao STF, para justificar o seu ato de delinquência juvenil, ao divulgar áudios do ex-presidente e da presidenta Dilma.
“Rigorosamente, a interceptação revelou uma série de diálogos do ex-presidente nos quais há indicação, em cognição sumária, de sua intenção de obstruir as investigações, como no exemplo citado, o que por si só poderia justificar, por ocasião da busca e apreensão, a prisão temporária dele, tendo sido optado, porém, pela medida menos gravosa da condução coercitiva”
É brincadeira! O sujeito diz que não prendeu Lula porque não quis.
O Estado sou eu!
Danem-se às leis, as garantias e a liberdade!
Agora entendo porque o mesmo cidadão que admira Bolsonaro é também fã de Sergio Moro.
Agora também ficou claro porque Sergio Moro foi premiado pela Globo.
Os autoritários se atraem.

POLÍTICA - Ameaça de Cunha.


Cunha vai derrubar dois presidentes!

Quando o Cunha falar não sobra nada no Jaburu - PHA



bessunha cunha.jpg



Como diz o Mauricio Dias, se o Cunha falar o Temer dança.
Extraído do DCM:
Uma nota publicada na coluna Radar deste fim de semana, assinada pelo jornalista Maurício Lima, informa que o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), estaria se preparando para detonar o aliado Michel Temer, que exerce a presidência da República provisoriamente.

Eis o que diz o texto:

Ameaça retumbante

Um interlocutor de Eduardo Cunha saiu apavorado de uma conversa recente com o político. Bem ao seu estilo, em que recobre a megalomania com tonitruâncias, o ex-presidente da Câmara soltou uma ameaça retumbante: “Ficarei conhecido por derrubar dois presidentes do Brasil”.

Neste fim de semana, a revista Carta Capital publica reportagem sobre suposto grampo que Cunha teria feito no interino Michel Temer, sobre parcerias dos dois no setor portuário. Ambos teriam atuado para mudar a Lei dos Portos e favorecer o grupo Libra, que, em seguida, teria feito uma doação de R$ 1 milhão a Temer.

Neste sábado, a colunista Natuza Nery sugere que Cunha faça uma delação premiada para se redimir de seus pecados – mas a delação deve ser para cima, adverte.