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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

POLÍTICA - Conta do Cunha na Suiça.

Não é mais a denúncia – mais uma – de que foi paga propina a Eduardo Cunha, desta vez através de uma conta na Suíça, como  foi  dito há dois dias pelo empresário João Henriques, suposto lobista do PMDB.
 
Agora, é a notícia – não desmentida – de que a Justiça e o Ministério Público daquele país enviaram ao Brasil informações de uma conta – ilegal, obviamente – de Eduardo Cunha em um banco suíço, o BSI.
 
Diz a Folha que “os dados da investigação suíça foram enviados pelas autoridades para a  Procuradoria-Geral da República”.
 
Já o Valor informa que “os documentos sobre a investigação do Ministério Público da Suíça devem ser enviados ao Brasil até a próxima semana”.
Ambos dizem que os valores – em volume não revelado – estão bloqueados.
 
Se há, de fato, esta conta – e não se sabe como se poderia bloquear algo inexistente – há materialidade suficiente para o imediato impedimento de Cunha.
 
E é esse homem – que não resistirá uma semana no cargo se e quando surgirem estes documentos que o vinculam a depósitos ilegais no exterior, independentemente de se provarem ser de origem corrupta, porque a sonegação de recursos enviados ao estrangeiro já é crime – quem dirá se a Presidenta Dilma será afastada  do cargo por atos que nem mesmo seus são, como seria o caso de uma análise negativa das contas de 2014.
 
Não há “sigilo de Justiça” ou “sigilo bancário”  que possa se sobrepor a esta possibilidade estarrecedora.
 
Há um risco à ordem pública evidente e, se há estas provas, o Procurador Rodrigo Janot e o Ministro Teori Zavascki devem permitir que sejam investigadas – e contraditadas por Cunha, se o puder – publicamente.

MÍDIA - Zelotes atinge grupo RBS.

Zelotes atinge afiliada da TV Globo

Por Naira Hofmeister, no site Carta Maior:

A notícia está entre os trending topics do twitter desde que começou a circular, na manhã desta terça-feira, 29, em Porto Alegre. O presidente executivo do grupo RBS – afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Sul e Santa Catarina – Eduardo Melzer, pode estar de saída da casa.

Quem deu o furo foi o jornalista Luiz Cláudio Cunha, que desde o ano passado acompanha a crise na empresa em matérias publicadas no Jornal JÁ de Porto Alegre. Segundo Luiz Cláudio, o afastamento de Duda Melzer, como é conhecido, será oficializado em outubro.
A especulação – já conhecida há semanas no mercado da comunicação – ganha força a medida em que se aproxima o momento em que a Polícia Federal denunciará os primeiros nomes da Operação Zelotes.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, as gaúchas RBS e Gerdau são as empresas sobre as quais recaem os indícios mais fortes de participação no esquema de corrupção montado para não pagar impostos. Nesta primeira leva de denunciados estarão o nome de seis empresas e seus dirigentes, cujos crimes contra a Receita Federal somam R$ 5,7 bilhões.

A CPI do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), instalada no Senado Federal, já aprovou a convocação de Duda Melzer para dar seu depoimento sobre a investigação. Ainda que deixe o cargo, o executivo deverá ir ao Legislativo, neste caso como ex-presidente do grupo.

O Grupo RBS é, atualmente, o principal conglomerado de comunicações no Rio Grande do sul e em Santa Catarina. Detém, nos dois estados, quatro canais e 18 retransmissoras de TV que atingem quase 800 municípios, oito jornais impressos e sete rádios.

Executivo faltou a grandes eventos

A RBS não confirma a mudança na sua direção, mas o site Coletiva.Net, que cobre o mercado de comunicação gaúcho, endossou a matéria de Luiz Cláudio. “Há semanas circula no mercado a informação de que foi contratado um escritório de head hunters (caça-talentos) de São Paulo para identificar um profissional que assuma o comando do grupo”, diz um texto publicado no site.

A se confirmar a informação, será a primeira vez em mais de meio século de existência, que a condução da empresa deixará as mãos da família Sirotsky e passará para um profissional do mercado.

Em sua matéria, a Coletiva.Net elenca sinais de que Duda Melzer está de saída. Segundo o site, o presidente executivo faltou a dois grandes eventos do grupo realizados recentemente, o ZH Em Pauta e a entrega do Troféu Guri, na Expointer. “Na Expointer, uma das mais destacadas promoções do grupo de comunicação, o anfitrião e orador foi Nelson Sirotsky; Duda não compareceu”, assinala o texto.

Tesouradas atingiram homens de confiança

Duda Melzer é neto do fundador da empresa, Maurício Sirotsky, e assumiu o comando do grupo em 2012, no lugar do tio, Nelson Sirotsky, que hoje é presidente do Conselho de Administração da companhia, onde tem assento outros parentes diretos ou indiretos do fundador.

A figura de Duda Melzer ganhou fama além dos círculos da comunicação em agosto do ano passado quando anunciou a demissão de 130 funcionários por e-mail, o que ele considerava uma demonstração de
“coragem e desapego”.

“Temos apoio dos acionistas nas nossas decisões e temos também (...) coragem, energia e desapego para deixar de fazer coisas que não agregam e investir no que pode nos fazer crescer”, escreveu, na ocasião.

Duda também saudou as novas operações da empresa, vinculadas à indústria da bebida. “Muitos de vocês que já são sócios da Wine agora poderão também ser da Have a Nice Beer, o maior clube online de cervejas da América Latina, que está vindo para o Grupo”, destacou em seu comunicado.

Como a repercussão – inclusive entre leitores, ouvintes e telespectadores da empresa – foi ruim, a demissão em massa acabou sendo feita a conta gotas para evitar maiores desgastes à empresa.

Era tudo parte de um plano orientado pelo consultor Cláudio Galeazzi, que segundo Luiz Cláudio é conhecido como Galeazzi Mãos de Tesoura porque atua nas empresas para promover cortes em nome dos resultados positivos para acionistas.

“O fio agudo do consultor acabou sangrando até as relações entre criador e criatura, os dois Sirotsky que se revezaram no poder, Nelson e Eduardo”, revela Luiz Cláudio.

Os cortes teriam atingido gente de confiança do antecessor de Duda, Nelson Sirotsky. “Dois homens da tropa de elite de Nelson — o vice-presidente de jornais, rádio e digital, Eduardo Smith, e o diretor de jornalismo, Marcelo Rech — foram excluídos do círculo de decisão da RBS, provocando uma cisão irreparável nas relações entre tio e sobrinho”, relata o jornalista.

POLÍTICA - PSDB sem rumo.

Sem impeachment, PSDB fica sem rumo



Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

Com Eduardo Cunha encurralado por denúncias de cinco delatores da Lava Jato e o governo Dilma trazendo boa parte do PMDB de volta para a base aliada, com a reforma ministerial em curso, o grande derrotado é o PSDB, carregando junto setores da mídia e os movimentos golpistas que jogaram todas suas fichas no impeachment, e agora ficaram sem rumo e sem discurso.
Para uma oposição que tinha como único projeto de vida derrubar a presidente reeleita um ano atrás, como ficou claro no programa de televisão dos tucanos levado ao ar em cadeia de rádio e TV na segunda-feira, os acontecimentos dos últimos dias não poderiam ser mais desalentadores.

Por maiores que sejam as dificuldades enfrentadas pelo governo central na política e na economia, as oposições comandadas pelo PSDB vão ter que recolher suas bandeiras incendiárias do quanto pior melhor e os pareceres dos seus juristas de plantão, pelo menos por algum tempo, pois não conseguiram se apresentar à sociedade como real alternativa de poder dentro das regras constitucionais.

Enquanto o governo ganha tempo, depois de enfrentar nove meses de artilharia pesada, em que a oposição andou a reboque do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e do ministro Gilmar Mendes, do STF, o PSDB terá que encontrar um novo discurso para disputar as eleições municipais do próximo ano. Só bater no governo e no PT já não basta. Por enquanto, o partido não tem sequer um candidato competitivo em São Paulo, a maior cidade do país e o principal reduto tucano.

A não ser que surjam fatos novos na Lava Jato, no TSE ou no TCU, a tendência é que o tema do impeachment fique em banho maria, sem prazo para voltar às manchetes. Ao perceber a mudança do vento, até a empresária e socialite Rosângela Lyra, uma das estrelas dos movimentos organizados contra o governo, já caiu fora, depois de brilhar semanas atrás ao organizar um encontro entre o vice-presidente Michel Temer e empresários críticos do governo

"As pessoas acham que a corrupção está só em Brasília, mas está em todo o Brasil. A minha bandeira não é do impeachment. É de transformação do Brasil. Prefiro estar associada ao combate à corrupção", disse ela, ao justificar a sua saída do movimento "Acorda Brasil". Pode ser uma boa dica para os caciques tucanos empenhados na busca de um novo rumo.

Quem saiu ganhando, mais uma vez, foi o PMDB, o verdadeiro partido do poder desde a redemocratização. Além de manter os seis ministérios que já tinha, ainda ficou com o poderoso Ministério da Saúde e conseguiu, finalmente, tirar o seu desafeto Aloizio Mercadante da Casa Civil. Nem PT nem PSDB, os partidos que se revezaram no Palácio do Planalto nos últimos 20 anos: a bola agora está com o PMDB. Alguma surpresa?

Caso aprovado o PLS 131/2015, haverá menos recursos para saúde e educaçã...


terça-feira, 29 de setembro de 2015

ISRAEL - Brasileiro registra morte de palestina.


Brasileiro teme represália por ter registrado morte de palestina

Jornal GGN - Marcel Leme, brasileiro que registrou a morte de uma estudante palestina em Hebron, na Cisjordânia, viajou às pressas de Israel para São Paulo na última sexta-feira (25) e teme represália. 
O brasileiro estava na Cisjordânia como observador de direitos humanos, e fotografou o momento em que um soldado israelense aponta sua arma para a estudante Hadeel al-Hashlmanon, de 18 anos. De acordo com o Exército de Israel, a estudante tinha uma faca e ameaçou o soldado, versão contestada pelo brasileiro, que afirma que ela não estava armada. A ONG palestina Youth Against Settlements disse que Hadeel se recusou a ser revistada pelos soldados, todos homens. Segundo Marcel, ela tentou abrir sua bolsa, assustando o soldado, que disparou. 
"Fiquei muito assustado. Ela foi executada", diz. "Tinha medo que atirassem em mim", afirmou o brasileiro, que teve ajuda da representação diplomática do Brasil para voltar para São Paulo.
Da Folha
Um jovem brasileiro viajou às pressas de Israel para São Paulo na última sexta (25) após ter testemunhado e registrado a morte de uma mulher palestina em Hebron, na Cisjordânia, três dias antes.
 
Autor de uma foto que mostra um soldado israelense apontando sua arma para a estudante palestina Hadeel al-Hashlamon, 18, Marcel Leme, 30, temia represálias.
A imagem foi difundida pela ONG local Youth Against Settlements (juventude contra os assentamentos).
Por questões de segurança, seu nome não aparecia no crédito da foto, que "viralizou", nem das outras quatro imagens divulgadas nesta semana (as fotos desta página fazem parte da sequência completa feita por Leme).
A avaliação do governo brasileiro, segundo a Folha apurou com fontes diplomáticas, era que havia risco de ações de colonos israelenses contra o autor da foto. Leme estava na Cisjordânia como observador de direitos humanos para uma organização cujo nome prefere não divulgar.
O brasileiro conversou com a reportagem da Folha ao voltar ao Brasil. Ele estava em contato com entidades de defesa dos direitos humanos e com a representação diplomática palestina em Brasília.
Seu interesse ao voltar, diz, era contestar a versão israelense da morte da palestina.
Segundo o Exército, Hadeel al-Hashlamon tinha uma faca e ameaçava o soldado.
O jovem brasileiro diz que ela não estava armada.
A ONG palestina Youth Against Settlements afirmou que a jovem se recusou a ser revistada pelos soldados, todos homens. Por não falar hebraico, ela teve dificuldades em se comunicar. Testemunhas disseram que os soldados tampouco falavam árabe.
Segundo Leme, a mulher se aproximou de um posto de controle militar em Hebron, cidade onde centenas de colonos israelenses vivem entre cerca de 170 mil palestinos e que é marcada pela forte presença militar israelense e pelos frequentes embates.
De acordo com a testemunha brasileira, a estudante tentou abrir sua bolsa. O soldado se assustou e disparou.
Na sequência, outro soldado atirou contra ela. Em uma das imagens, Hadeel aparece no chão, ferida.
Leme afirma que as forças de segurança chegaram imediatamente ao local. Também vieram colonos israelenses, que fotografaram o corpo. O brasileiro permaneceu no local, fotografando, até que foi abordado por um soldado.
Em nenhum momento ele foi ameaçado pelo Exército. Mas decidiu sair do país com receio de que seu nome fosse divulgado como autor das fotos e, por isso, as autoridades locais o procurassem.
"Fiquei muito assustado. Ela foi executada", diz. "Tinha medo que atirassem em mim", afirma o brasileiro. Leme recebeu auxílio da representação diplomática do Brasil para retornar a São Paulo.
"Tive de esperar meu retorno ao Brasil para falar", declara. "Um soldado tinha pedido minhas fotos. Eu disse que não havia nenhuma. Era arriscado dar o testemunho enquanto estivesse lá."
OUTRO LADO
À Folha uma fonte nas Forças de Defesa de Israel reforçou a versão de que a estudante palestina Hadeel al-Hashlamon estava armada e tentou atacar os soldados.
Exército afirma que ela ignorou diversos avisos para que parasse. Em seguida, aproximou-se das forças de segurança com uma faca.
Os soldados atiraram no chão, como alerta, e então dispararam contra a jovem por se sentirem ameaçados.
Ainda segundo as Forças de Defesa de Israel, esses soldados se comunicaram com ela em árabe durante a ação, ao contrário da versão divulgada por testemunhas.

Bob Fernandes / PMDB e Marta, Farsa & Comédia. Dilma e mais poder para P...


POLÍTICA - Aécio residual. Marina, potencial. E o Lula?

Aécio residual. Marina, potencial. E Lula?

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

As filiações de Alessandro Molon, ex-PT, e Randolfe Rodrigues, ex-PSOL, a Rede, indicam que Marina Silva pode se transformar na grande beneficiária da crise dos partidos políticos brasileiros.

Ao contrário daquilo que a visão convencional dos meios de comunicação costuma sugerir, não é só o Partido dos Trabalhadores que perde votos, militantes e candidatos.

O PSDB permanece aonde se encontrava no final de 2014, quando precisou dos votos de Marina Silva para uma disputa no olho mecânico.
Considerando o imenso desgaste do PT, adversário direto em três eleições consecutivas, ficar no mesmo lugar - ou perto disso - equivale a cair.

A posição de Aécio Neves nas pesquisas, hoje, é residual. A de Marina, que não tem sido considerada nos últimos levantamentos, é potencial.

Ela terminou o primeiro turno de 2014 com 21% votos, contra 35% para Aécio.

Se a crise do PT permanecer nos rumos de hoje, para onde você acha que irá se dirigir a parcela - difícil de medir hoje, vamos combinar - de 41% de eleitores que apoiaram Dilma no mesmo pleito?

Não por outro motivo, Fernando Henrique Cardoso está com pressa. Da última vez que saiu do laboratório IFHC de ideias políticas, o ex-presidente exagerou numa postura que, sem má vontade, sem espírito de palanque, sem xingatório, sem ressentimentos, por favor, só pode ser classificada como oportunismo - daquele tipo científico, digno de ser incluído como verbete numa nova edição do dicionário de Ciência Política de Norberto Bobbio.

Como nós sabemos, o oportunismo sempre nasce a partir de um "já que." Neste caso, é assim: "já que" não foram encontradas as provas indispensáveis para se promover o impeachment (falta uma "narrativa convincente"nas palavras de FHC), o que pode gerar uma reação interna e externa de proporções respeitáveis a uma tentativa de afastar Dilma do cargo a partir de um golpe parlamentar, deve-se tentar convencer a presidente a aceitar um suicídio honroso e um funeral de glória. Enterrar de uma vez por todas a herança dos três últimos governos - até janeiro de 2015, os mais populares da história republicana - e, quando nada mais restar a não ser as cinzas, pedir a renúncia.

A urgência sem princípios exibida por FHC se explica por uma constatação difícil de negar. Por mais que a seletividade metódica da Lava Jato tenha como saldo político a criminalização do Partido dos Trabalhadores, ela não pode operar o milagre de dar uma nova identidade ao PSDB.

Eu acho até óbvio que o eleitor desencantado com Dilma e com Lula não será recuperado por uma legenda que se tornou, com o tempo, depositária escancarada do conservadorismo brasileiro, empenhada, noite e dia, em combater todas as medidas progressistas promovidas pelo governo federal. É um eleitor que, de uma forma ou de outra, busca mudanças e melhorias. Muitos se consideram "de esquerda." Outros são.

São favoráveis aos programas sociais, reconhecem que vivemos numa sociedade com conflitos de classe. Muitos têm uma visão contra "partidos políticos" que coloca todos no mesmo saco. Acho errado mas vamos admitir que nem todo mundo ajuda no meu argumento, né.

Muitos são ex-petistas e denunciam o PT porque não é mais aquilo que era. O crescimento de Marina alimenta-se desse desencanto que hoje parece uma ruína.

Mais votada candidata do PSOL em eleições presidenciais, Heloísa Helena já anunciou ingresso na Rede.

Na situação atual, não cabe ao PT reagir como o marido traído e acusar ex parceiros e ex parceiras de ir embora por motivos interesseiros e não por amor. Voltando ao "Já que", que todos sabemos está longe de ser uma exclusividade tucana. "Já que" no passado não foram feitos testes de fidelidade na porta de entrada do PT, não cabe agora pedir comprovante de bom comportamento na hora da saída.

É preciso fazer a discussão política. O apoio a Aécio no segundo turno foi o capítulo final - até 2014 - da conversão conservadora de Marina Silva. Você pode achar o que quiser desses nove meses de governo Dilma mas dificilmente terá uma dúvida. Caso Dilma tivesse sido derrotada, o ataque aos programas sociais, às garantias dos trabalhadores e ao emprego seria muito mais grave e profundo. Seria justificado como "herança maldita." Qualquer resistência seria ainda mais difícil.

No início de seu novo caminho, na saída do governo Lula, em 2007, Marina incluiu o uso das justificadas preocupações ambientais da população como argumento para uma postura contra o desenvolvimento econômico. Combatia a construção de novas usinas hidrelétricas enquanto seus aliados acadêmicos se encarregavam de assustar a população com ameaça de apagões.

O ponto marcante de 2014 foi a defesa da independência do Banco Central, reivindicação do mercado financeiro que não obtém consenso sequer entre economistas do PSDB - que sabem que o poder dos bancos brasileiros já é tão absurdo que não se deve correr o risco de uma consolidação no plano institucional.

Mas é claro que não basta fazer a crítica a Marina. É o de menos, na verdade.

É preciso apontar uma saída para o governo Dilma.

Daí a importância essencial de Lula assumir a defesa das realizações e mudanças ocorridas no país a partir de 2003.

Temos um país onde o debate está sufocado. Empenhada em combater o governo Lula-Dilma há uma década, a grande mídia tenta vender a noção de que o progresso obtido nos últimos anos não passou de uma farsa, uma ilusão de marketing, pura demagogia. Tenta garantir apoio ao arrocho a partir da noção de que é uma fatalidade agravada pelo excesso de demagogia dos petistas. Pode?

O debate ficou menos difícil, agora, quando se formou um consenso, dentro e fora do Planalto, de que o problema não é econômico, mas político. A partir dessa constatação, é importante reforçar a articulação no Congresso, consolidar o apoio dos governadores e lideranças que tem capacidade de impedir um golpe parlamentar. Não basta mostrar capacidade de acertos e conchavos - sim, isso é política - para tirar a presidente das cordas. Em meus primeiros anos de jornalismo, eu costumava cobrir lutas de boxe. Foi assim que, graças ao mais celebrado treinador brasileiro da época, Waldemar Zumbano, aprendi uma lição de grande utilidade política - e que, décadas mais tarde, pode ser de grande valor hoje em dia.

Certas ou erradas, necessárias ou não, as medidas tomadas pelo governo no início do ano deixaram a presidente no corner, sob dois ataques simultâneos, um de cada lado.

Com o punho direito, os adversários cobram medidas cada vez mais duras de austeridade, corte nos gastos, alta nos juros e ataque a programas de distribuição de renda e garantias que mudaram a vida dos brasileiros mais pobres. Com o punho esquerdo, dizem que fazer isso é traição e denunciam calote eleitoral.

Mestre Zumbano ensinava que, nessas horas, sob o risco de cair, a única alternativa é reagir com um direto certeiro sobre o oponente, sem a esperança de derrubá-lo - mas para abrir espaço no ringue e recuperar a iniciativa para tornar a luta menos desigual. Para Dilma, a única saída que que lhe resta é recuperar o contato com o povo, assumindo a defesa de sua história e dos brasileiros que lhe deram o voto -- antes que, na próxima esquina, no primeiro tropeço, inevitável mesmo nos melhores governos, fique ainda mais difícil permanecer de pé.

A melhor forma de sair das cordas será Dilma mostrar, a quem estiver interessado, que não estava brincando em agosto, em cerimônia com lideranças populares, no Planalto. Na ocasião, lembrou que já pode ter cometido erros na vida mas "tenho lado."

PT na TV: Inserção nacional nº 7 - Setembro 2015


As viagens do Aécio? "Muito adequadas"


As viagens do Aécio? "Muito adequadas"


ECONOMIA - A "cara de pau" do Bradesco.

CONDENADO, BRADESCO ESTÁ PROIBIDO DE FAZER CONTRATO COM PODER PÚBLICO ATÉ 2019




Uma dispensa de licitação entre Petrópolis (cidade serrana do Estado do Rio de Janeiro) e o Bradesco, considerada ilegal pela Justiça, condenou prefeito e banco a multas. No caso do Bradesco, além da multa houve uma punição a mais, como mostra este trecho da sentença:
Condenar o segundo réu, Banco Bradesco, ao pagamento de multa civil no valor de R$200.000,00, equivalente a 4% do valor contratado como contrapartida financeira no convênio cuja irregularidade aqui foi reconhecida (dada a maior capacidade econômica do banco), ficando ainda condenado à proibição de contratar com o Poder Público (federal, estaduais e municipais) ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos.[leia íntegra da sentença aqui]

O Bradesco, de forma ambígua (chororô ou ameaça?), apresentou um requerimento à 4ª Vara Cível de Petrópolis:
Em requerimento apresentado no mês passado à Justiça, o Bradesco alega que a proibição pode ter consequências “desastrosas” para o banco, seus clientes e “especialmente, para a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional e para a sociedade brasileira como um todo”. [Fonte: O Dia]

Curioso o comportamento dos bancos. Eles não consideram desastrosas as taxas de juros criminosas que praticam e levam milhares (milhões?) de brasileiros à falência. Mas acreditam que qualquer medida tomada contra eles, ainda que seja uma multinha de apenas R$ 200 mil (o que é isso para o Bradesco, que somente no segundo trimestre deste ano teve "um lucro líquido de R$4,475 bilhões (R$49 milhões por dia)"?), ou uma proibição de negócios com o poder público, por cometer irregularidade, pode desestabilizar o Sistema Financeiro Nacional...

É muita cara de pau.

FRENTE POPULAR - Passeata na Rio Branco dia 02/10/2015.

Foto da capa

GEOPOLÍTICA - A profecia de Kadhafi.

Se Cumpre a "Profecia" de Kadafi

terça-feira, 22 de setembro de 2015 |

Em março de 2011, Kadafi advertiu que sem um governo forte e estável na Líbia, não haveria ninguém para controlar o fluxo de imigrantes da África e Oriente Médio que tentariam fugir para a Europa.

"Há milhões de negros que poderiam chegar ao Mediterrâneo para cruzar a França e a Itália, e a Líbia desempenha um papel na segurança do Mediterrâneo", declarou Kadafi ao canal de televisão France 24.


Bem, a recente crise dos refugiados, demonstra que a profecia de Kadafi estava certa.


Mesmo assim, Saif, filho de Kadafi, que agora se encontra no corredor da morte esperando execução, ampliou a "profecia" de seu pai.

"A Líbia pode se tornar na Somália do Norte da África do Mediterrâneo. Veremos os piratas atacando a Sicília, Creta, Lampedusa. Vocês verão milhares de imigrantes ilegais. O terror está próximo".

Ninguém ouviu estas advertências e em vez disso, o Ocidente lançou uma intervenção militar para derrubar Kadafi.


As Primaveras Árabes, apoiadas pelo Ocidente e as intervenções militares lideradas pelos EUA em todo o Oriente Médio, são consideradas em grande parte os principais fatores que acabaram provocando o atual êxodo dos refugiados.

Agora começamos a sofrer algumas consequências, que por outro lado, eram facilmente previsíveis, o que nos leva a questionar: quando os EUA e seus aliados ocidentais irão instaurar esta ação? O que fizeram precisamente para provocar a situação atual?


Leia mais: http://www.anovaordemmundial.com/2015/09/se-cumpre-a-profecia-de-kadafi.html#ixzz3n9xQOd67

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

EUA - Geopolítica americana ameaça pré-sal.

2015

GEOPOLÍTICA DOS EUA AMEAÇA NOSSO PRÉ-SAL




Geopolítica dos EUA é ameaça ao pré-sal

"Raphael Padula, professor da UFRJ, afirma que entre os 10 maiores importadores de petróleo, apenas China e Índia estão fora do controle americano.

Por Alex Prado

Para o professor, os EUA reforçam sua política intervencionista de garantir o acesso aos recursos naturais
A geopolítica estratégica dos Estados Unidos é ameaça à soberania do Brasil sobre o pré-sal. Essa é a principal conclusão da palestra do professor Raphael Padula, da UFRJ, no seminário “Uma estratégia para o Brasil, um plano para a Petrobras”, promovido pela Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET) e pelo Programa de Pós-graduação em Economia Política Internacional da UFRJ, na quarta-feira (23), no Clube de Engenharia (RJ). Segundo Padula, a geopolítica dos EUA, no século XXI, tem como foco a garantia de acesso a recursos naturais indispensáveis tanto para eles, como para os aliados.
Entre os 10 maiores importadores de petróleo, apenas China e Índia podem ser considerados fora do controle estratégico dos EUA. Para o professor, isso explica a importância da “tutela” que garante aos norte-americanos o apoio dos países aliados na defesa de seus interesses diretamente ligados às questões neoliberais, de garantia de mercados às empresas e serviços dos EUA.
Para confirmar seu raciocínio, Padula relatou as mudanças na política externa dos EUA no século passado, no pós-guerra e depois da dissolução da União Soviética. O fim da guerra fria levou a maior potência do planeta a eleger novas ameaças à paz mundial, da qual se julga o grande defensor, como o narcotráfico e o terrorismo.
Mas os altíssimos níveis de desenvolvimento da China trouxeram um novo ator ao cenário mundial que, associado ao nacionalismo de Vladmir Putin, na potência militar da Rússia, fazem frente ao poderio norte-americano. A China já é o segundo maior consumidor de recursos naturais do planeta, e tem poucas reservas. A Rússia, além do arsenal atômico, tem reservas de hidrocarburetos indispensáveis, principalmente à Europa ocidental, grande aliada dos EUA.
Diante desse cenário e coerente com sua geopolítica, os Estados Unidos reforçam sua política intervencionista de garantir o acesso aos recursos naturais, tendo seus aliados como parceiros, diante da fragilidade deles na obtenção desses recursos.
No final da palestra, Padula trouxe esse cenário para a realidade da América Latina e, principalmente, para o Brasil. Segundo ele, a estratégia dos EUA é a de impedir o surgimento de potências regionais em áreas de abundância de recursos naturais. Geograficamente, o Brasil está estrategicamente localizado, além de possuir território que representa mais de 50% do subcontinente sul-americano e com reservas consideráveis das principais commodities minerais.
Assim, o modelo proposto para a nossa região, segundo Padula, insere-se dentro da geopolítica dos EUA como países que devem ter suas Forças Armadas voltadas para o controle de conflitos internos, combate ao narcotráfico e ao terrorismo, mas incapazes de defender suas riquezas naturais. Papel que caberia aos Estados Unidos. Além disso, é necessário impedir o fortalecimento de associações como o Mercosul e a Unasul, contrapondo isso a políticas apenas de livre comércio.
Raphael Padula demonstrou como o giro na política externa brasileira, a partir de 2003, até então totalmente favorável aos interesses da geopolítica dos EUA, passa a incomodar a grande potência. O Brasil assume seu papel de protagonista em seu entorno estratégico, reforçando o ideal integrador do Mercosul, além de um espaço de livre comércio e expandindo suas ações rumo à África ocidental, vizinha do Atlântico sul.
Com a descoberta do pré-sal, as decisões brasileiras sobre a forma de exploração dessa riqueza elevaram as tensões entre diplomáticas entre Brasil e EUA. O emergente protagonismo do primo pobre do sul incomodou. O primo rico tratou de reativar a 4ª Frota Naval, específica para o Atlântico sul; rejeitou a resolução da ONU que garantia o direito brasileiro nas 200 milhas continentais. E espionou, como revelado no caso Wikileakes.
Raphael Padula encerrou sua palestra afirmando que os interesses da geopolítica americana não podem permitir o surgimento de uma potência regional, detentora de recursos minerais estratégicos e, ao mesmo tempo, com uma empresa pública eficiente como operadora única da maior reserva de petróleo descoberta neste século."
FONTE: escrito por Alex Prado na revista "CartaCapital"  (http://www.cartacapital.com.br/economia/geopolitica-dos-eua-e-ameaca-ao-pre-sal-8080.html).

Grande mídia transforma a crise no grande vilão do país


EUA e o "apartheid sionista" de Israel.


EUA e o 'apartheid sionista' de Israel

Do site Opera Mundi:

No último domingo (20/09), a Presidenta Dilma Rousseff notificou o governo de Israel sobre seu mal-estar em relação à possível nomeação de Dani Dayan como novo embaixador em Brasília. O designado vive num assentamento judaico na Cisjordânia, território que o Brasil reconhece como palestino, e foi dirigente da principal organização dos colonos israelenses.
Neste sentido, a nomeação de Dayan foi criticada por mais de 40 organizações brasileiras, além de deputados e setores moderados da sociedade israelense, pela forte resistência que o ex-dirigente dos colonos traria para a questão da criação do Estado Palestino, bandeira abertamente apoiada pelo Brasil. Breno Altman, jornalista e diretor editorial do site Opera Mundi, falou com exclusividade àSputnik sobre o episódio, a posição do governo brasileiro diante da questão palestina e a influência do lobby sionista de Israel na política externa norte-americana.

A seguir, a entrevista na íntegra.

Por que esse mal-estar do governo brasileiro em relação à possível nomeação de Dani Dayan, e qual será o impacto disso nas relações entre Brasil e Israel?

São dois os motivos do mal-estar. O primeiro, de mérito: ao indicar um conhecido líder dos territórios ocupados para uma posição na diplomacia de Israel - ainda mais num país cujo governo tem posições claramente favoráveis ao Estado da Palestina, e que, portanto, luta contra a ocupação desses territórios -, há aí uma ação de provocação com o governo brasileiro. Ou seja, é evidentemente uma ação de conflito com as posições conhecidas do Brasil nesse tema.

Há também um problema de forma: o governo de Israel, ao invés de fazer tramitar pelos canais diplomáticos a indicação do embaixador, para que então pudesse ser decidida a concessão da carta diplomática pela Presidente Dilma Rousseff,
o governo de Israel primeiro plantou a informação, transformou num fato público, sem ter tido sequer o cuidado de indicar formalmente Dani Dayan para a posição de embaixador, ou seja, de indicar através dos canais diplomáticos regulares, conforme determinam as convenções internacionais.

Qual é sua perspectiva para a eventual criação de fato do Estado palestino?
Isso é um processo longo, que no fundo tem que vencer a resistência de uma poderosa aliança entre Israel e o lobby sionista nos EUA. Israel, efetivamente, não deseja a criação do Estado palestino e busca prorrogar essa decisão o máximo possível.

Particularmente o governo atual da direita israelense, capitaneado por Benjamin Netanyahu, deseja uma solução política de anexação, ou seja, anexar os territórios ocupados, propondo soluções em relação ao Estado palestino que são falsas, que jamais poderiam ser aceitas pelos palestinos. Ele propõe, no fundo, que se continue o processo de colonização nos territórios ocupados; ele retira cada vez mais terras dos palestinos; ele impede o acesso dos palestinos a redes fluentes de transportes e comunicações; controla parte das importantíssimas fontes de água.

Na verdade, Israel deseja manter os palestinos e os territórios palestinos anexados formal ou informalmente à governança israelense. Então esse é um processo duro, complicado, no qual a comunidade internacional dá passos lentos. Alguns países já reconhecem o Estado palestino como uma instituição oficial no seio das Nações Unidas, outros se unem a políticas de boicote contra a importação de produtos fabricados nesses territórios ocupados, mas a gente ainda não vê um movimento de envergadura suficiente para dobrar a resistência do Estado de Israel e do seu principal aliado, que é o governo norte-americano. Nós não temos ainda, por exemplo, um movimento como foi o movimento contra o apartheid, na África do Sul, como existiu nos anos 1980 e 1990, e que obrigou efetivamente, isto é, ajudou a desmontar de fora para dentro (além da resistência que havia na própria África do Sul) o sistema do apartheid.
Quais são os cenários possíveis para essa situação depois das eleições presidenciais norte-americanas?
O lobby sionista em Israel tem influência sobre os dois grandes partidos – tanto sobre os republicanos quanto sobre os democratas. Vários importantes grupos sionistas vinculados ao Estado de Israel são financiadores importantes das campanhas de ambos os partidos. Agora, efetivamente, haverá ali – na disputa literal, independente de quem sejam os candidatos democratas e republicanos –, um conflito sobre a política do Oriente Médio. Não haverá alterações radicais se vencer um ou outro, mas há, efetivamente, diferenças e graduações.

Se vencerem as pré-candidaturas principais do Partido Republicano, como Donald Trump e Jeb Bush, se eles vierem a ser candidatos e um dos dois eventualmente vier a ser eleito presidente dos EUA, a política de aliança em relação a Israel vai se intensificar. Provavelmente o acordo que foi estabelecido com o Irã acerca da agenda nuclear pode ser rompido, e o governo dos EUA vai reforçar seu apoio à política da ultradireita sionista. Se vence uma candidatura como a de Hillary Clinton - e mais ainda se houver uma grande surpresa entre os democratas com a vitória do candidato mais à esquerda deles, o Bernie Sanders -, o que vai acontecer é um distanciamento em relação à ultradireita israelense e, portanto, maiores possibilidades de um acordo que permita finalmente o surgimento de um Estado palestino independente e viável. 

A eleição norte-americana é um terreno de disputa fundamental para o futuro da questão palestina. Não porque haja, repito, diferenças radicais sobre o tema entre republicanos e democratas, mas porque a diferença de gradação na aproximação com Israel de um ou de outro terá consequências sobre a resolução da questão palestina.

Ministra Tereza Campello comenta encontro de Dilma Rousseff com Bill Gat...


Ministra Tereza Campello comenta encontro de Dilma Rousseff com Bill Gat...


POLÍTICA - Em defesa da Petrobras.

Frente Brasil Popular convoca todos em defesa da Petrobras

A Frente Brasil Popular, reunida no último dia 5, em Belo Horizonte, aprovou sua primeira ação para ocorrer no próximo 3 de outubro, data do aniversário de 62 anos da Petrobras. O Dia Nacional de Mobilização será marcado como o dia de lutas, em defesa da estatal, da democracia e por uma nova política econômica para a retomada do crescimento, sem perdas de direitos e com avanços sociais. Para isso, a Frente conclamou a unidade dos movimentos. 



  

Segue abaixo o manifesto:

3 de outubro: Dia Nacional de Mobilização
Em defesa da democracia, de uma nova política econômica e dos direitos do povo brasileiro sobre o petróleo!
No momento político e econômico que o país tem vivido se torna urgente a necessidade do povo ocupar as ruas, avenidas e praças contra o retrocesso, por mais direitos e pelas reformas estruturais.
.
Pintaremos as ruas do país de verde, amarelo e vermelho, em comemoração aos 62 anos da Petrobras.

A soberania do nosso país tem sido ferida, a sanha entreguista ataca a Petrobras com intenção de desvalorizar e sucatear umas das maiores empresas do mundo, sobretudo com a tentativa de aprovar Projeto de Lei 131/2015 que visa diminuir a participação da Petrobras no regime de partilha do petróleo.

O petróleo e o pré-sal pertencem ao povo brasileiro, e são riquezas que devem se transformar em investimentos sociais, beneficiando o povo, tendo em vista aprovação da destinação dos royalties para educação e saúde. Conclamamos a apoiar a mobilização grevista da categoria petroleira, já deflagrada e todas as mobilizações de outras categorias em defesa de seus direitos.

Há uma onda de conservadorismo propagado pelos grandes meios de comunicação, em que alguns defendem o impeachment e até ditadura militar para nosso país. E ainda que a sociedade como um todo não aceite retrocessos na vida política e social, e nos direitos sociais e dos trabalhadores e trabalhadoras, conquistados arduamente ao longo de décadas de lutas, será preciso muita mobilização e povo na rua para defender a democracia e o mandato constitucional da presidenta Dilma Rousseff.

Somos incansáveis na defesa dos direitos do povo brasileiro, por isso clamamos por mudanças profundas na política econômica no Brasil, para que a crise econômica seja enfrentada de forma diferente. Repudiamos o ajuste fiscal que onera a classe trabalhadora, a educação, saúde e retira recursos do PAC, do programa de habitação popular Minha Casa, Minha Vida. A conta da crise não pode ser jogada nos ombros dos trabalhadores e trabalhadoras.

Queremos outras saídas: que os ricos paguem pela crise! Taxar as grandes fortunas, os dividendos do lucro das grandes, a remessa de lucro para o exterior, combate à sonegação fiscal, fazer a auditoria da dívida pública e a reduzir a taxa de juros, são medidas necessárias para enfrentar a crise do capitalismo que assola o mundo e também a economia brasileira.

Tomaremos a ruas e seremos milhares no dia 3 de outubro de 2015.

Conclamamos que cada movimento, entidade, força política dê sua contribuição para preparar as mobilizações no maior número possível de cidades brasileiras.

Viva a Democracia, Viva a Petrobras e Viva o Povo Brasileiro!!

Pela Comissão Organizadora da Frente Brasil Popular
CENTRAL DE MOVIMENTOS POPULARES- CMP
CENTRAL DE TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO BRASIL- CTB
CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES- CUT
COORDENAÇÃO NACIONAL DE ENTIDADES NEGRAS- CONEN
UNIÃO BRASILEIRA DE MULHERES- (UBM)
MARCHA MUNDIAL DE MULHERES- MMM
MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURIAS SEM TERRA- MST/Via
UNIÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES- UNE

POLÍTICA - A PEC da Covardia.

A PEC da Covardia 

É tão evidente que a PEC 125 tem como único objetivo tentar impedir que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva volte a ser candidato, que até a imprensa já apelidou a iniciativa de PEC anti-Lula.

Por Elvino Bohn Gass* 



Danilo Ramos | RBA
A PEC 125 desnuda o pavor que a oposição tem de enfrentar, num pleito, o potencial eleitoral e a capacidade de comunicação do operário Luiz Inácio Lula da Silva  A PEC 125 desnuda o pavor que a oposição tem de enfrentar, num pleito, o potencial eleitoral e a capacidade de comunicação do operário Luiz Inácio Lula da Silva 
Mas por que, ao invés de disputar a eleição com Lula e vencê-lo, a deputada Cristiane Brasil (PTB/RJ) e seus aliados da oposição se expõem dessa maneira, apresentando um projeto tão desqualificado, tão desprovido de sentido e conteúdo, tão descaradamente golpista? Ora, porque os opositores sabem: apesar de toda a tentativa de macular o PT e dos erros que petistas possam ter cometido, uma eventual candidatura de Lula partiria de um mínimo de 30%.

Porque Lula, quando presidiu a República, mudou a vida dos brasileiros para melhor e, uma vez candidato, disporia de um privilégio que só a oposição tem hoje: o latifúndio da mídia para desenvolver suas teses. O medo é que Lula desmonte todas as mentiras golpistas que, de tantas vezes repetidas na mídia empresarial monopolizada, andam parecendo verdades.

Num debate em rede nacional, por exemplo, Lula não precisaria mais do que alguns minutos para apontar com nitidez a origem e o interesse de quem hoje gera culpas e vazamento seletivos. Com a competência natural que tem para se comunicar, ele não teria dificuldades de mostrar ao povo que a corrupção não foi inventada e nem é maior no PT do que em outras siglas. E que muitos dos que hoje posam de arautos da moralidade, estiveram e ainda estão associados em quadrilhas que saquearam a República por anos, seja por meio de sonegação de impostos (Operação Zelotes está aí para quem tiver coragem de conhecê-la e divulgá-la), seja vendendo patrimônio público a preço de banana.

O desespero da oposição é que Lula tenha tempo e espaço para mostrar tudo isso e, ainda, onde e quando nasceu a corrupção na Petrobras e quem, historicamente, vem atuando para liquidar a maior empresa brasileira e entregar nosso petróleo aos interesses estrangeiros.

Ao justificar sua PEC com um disparate (“...um candidato recorrente possui uma vantagem desproporcional e desleal sobre os seus adversários, visto que este já possui um nome e um legado já conhecido pelo povo...'”), sua autora está a afirmar que se um governante for reconhecido pelo povo, se sua atuação tiver sido positiva para seu estado ou país, isso deve contar pontos contra ele, não a seu favor.

Só o desespero sustentaria a estultice de uma lei que pretende transformar em defeito o que é qualidade, e que decreta a aposentadoria compulsória de todos os homens públicos que já exerceram o Poder Executivo, independente de terem sido bons ou maus governantes. Por absoluta falta de sentido, a PEC 125 é, portanto, uma verdadeira aberração legislativa.

Por fim, a única virtude da famigerada PEC 125 é mesmo o fato de ela desnudar o pavor que a oposição tem de enfrentar, num pleito, o potencial eleitoral e a capacidade de comunicação do operário Luiz Inácio Lula da Silva. Neste sentido, mais apropriado do que chamá-la de PEC anti-Lula, seria chamá-la de PEC da Covardia.


*É deputado federal pelo PT do Rio Grande do Sul e secretário nacional Agrário do PT

CUBA - Medicina boa e barata.

Preços estratosféricos fazem americano procurar medicina cubana

Com a diminuição do número de proibições a americanos de viajarem para Cuba, milhares deles vislumbram a possibilidade de se tratarem na Ilha, lugar onde a medicina é gratuita e de alta qualidade.



Americanos na fila de embarque de Miami para Cuba: medicina boa e barataAmericanos na fila de embarque de Miami para Cuba: medicina boa e barata
Recentemente, a administração Barack Obama liberou os estadunidenses para visitas a familiares, viagens acadêmicas, apresentações públicas e atividades religiosas. Todas essas atividades eram proibidas até a reaproximação entre as duas nações.

Embora viagens por tratamento médico ainda não sejam permitidas, Obama eliminou uma proibição que exigia que norte-americanos viajassem com grupos autorizados.

O jornal americano The New York Times conta esta semana, sem disfarçar contentamento, que americanos montaram empresas de saúde para levarem cidadãos de seu país a Cuba, onde receberão melhores cuidados. O interessante da nota é que o jornal destaca que Cuba "ganhou na loteria" com a possibilidade de ganhar dinheiro nesta área. Entretanto, não repercute qual é a sensação dos americanos em receberem serviços médicos e medicamentos baratos e de alta qualidade, praticamente inexistentes nos EUA.

Cuba transformou a medicina em uma prioridade após a Revolução. Fornece tratamentos de qualidade e praticamente gratuitos para toda a população. Milhares de pessoas vão ao país todos os anos para fazer o que ficou conhecido como turismo médico: viagens internacionais para fazer cirurgias e tratamentos, com frequência porque são mais baratos ou porque não existem no país onde vivem ou, no caso dos americanos, porque não têm plano de saúde universal e gratuito como no caso de Reino Unido, França e Brasil.

Uma porta-voz do Ministério da Fazenda dos EUA afirmou que quem deseja ir a Cuba por razões que não estão incluídas na lista de atividades liberadas pode pedir uma permissão do governo, conhecida como licença especial, e que esses pedidos são avaliados caso a caso.

Contudo, a porta-voz afirmou que todos os norte-americanos que viajam a Cuba são obrigados a manter os dados de suas viagens por cinco anos, podendo ser obrigados a provar que sua viagem respeitou as proibições.


Do Portal Vermelho, Humberto Alencar, com informações do The New York Times

POLÍTICA - Artigo de Leonardo Boff.

Qual destino para o Brasil?

Por Leonardo Boff, em seu blog:

Há uma indagação que se faz no Brasil mas também no exterior que se expressa por esta pergunta: qual o destino da sétima economia mundial e qual o futuro de sua incomensurável riqueza de bens naturais?

Analistas dos cenários mundiais do talante de Noam Chomsky ou de Jacques Attali nos advertem: a potência imperial norte-americana segue esse motto, elaborado nos salões dos estrategistas do Pentâgono:”um só mundo e um só império”. Não se toleram países, em qualquer parte do planeta, que possam pôr em xeque seus interesses globais e sua hegemonia universal. Curiosamente, o Papa Francisco em sua encíclicla “sobre o cuidado da Casa Comum”, como que revidando o Pentágono propõe:”um só mundo e um só projeto coletivo”.
No Brasil esse debate se dá principalmente no campo da macroeconomia: o Brasil se alinhará às estratégias político-sociais-economico-ideológicas impostas pelo Império e com isso terá vantagens significativas em todos os campos, mas aceitando ser sócio menor e agregado (opção dos neoliberais e dos conservadores) ou o Brasil procurará um caminho próprio, consciente de suas vantagens ecológicas, do peso de seu mercado interno com uma população de mais de duzentos milhões de pessoas e da criatividade de seu povo. Aprende a resistir às pressões que vêm de cima, a lidar inteligentemente com as tensões, a praticar uma política do ganha-ganha (o que supõe fazer conceções) e assim a manter o caminho aberto para um projeto nacional próprio que contará para o devenir da nossa e da futura civilização (opção do PT, das esquerdas e dos movimentos sociais).

Isso deve ficar claro: há um propósito dos países centrais que dispõem de várias formas de poder, especialmente, a militar (podem matar a todos) de recolonizar toda a América Latina para ser um reserva de bens e serviços naturais (água potável, milhões de hectares férteis, grãos de todo tipo, imensa biodiversidade, grandes florestas úmidas, reservas minerais incomensuráveis etc). Ela deve servir principalmente os países ricos, já que em seus territórios quase se esgotaram tais “bondades da natureza” como dizem os povos originários. E vão precisar delas para manterem seu nível de vida.

Estimamos que dentro de um futuro não muito distante, a economia mundial será de base ecológica. Finalmente não nos alimentamos de computadores e de máquimas, mas de água, de grãos e de tudo o que a vida humana e a comunidade de vida demandam. Daí a importância de manter a América Latina, especialmente, o Brasil no estágio o mais natural possível, não favorecendo a industrialização nem algum valor agregado a suas commodities.

Seu lugar deve ser aquele que foi pensado desde o início da colonização: o de ser uma grande empresa colonial que sustenta o projeto dos povos opulentos do Norte para continuarem sua dominação que vem desde o século XVI quando se iniciaram as grandes navegações de conquista de territórios pelo mundo afora. Analiticamente, esse processo foi denunciado por Caio Prado Jr, por Darcy Ribeiro e, ultimamente, com grande força teórica, por Luiz Gonzaga de Souza Lima com seu livro ainda não devidamente acolhido A refundação do Brasil: rumo à sociedade biocentrada (RiMa, São Bernardo 2011).

Em razão desta estratégia global, as políticas ambientais dominantes reduzem o sentido da biodiversidade e da natureza a um valor econômico. A tão propalada “economia verdade” serve a este propósito econômico e menos à preservação e ao resgate de áreas devastadas. Mesmo quando isso ocorre, se destina à macroeconomia de acumulação e não à busca de um outro tipo de relação para com a natureza.

O que cabe constatar é o fato de que o Brasil não está só. As experiências recentes dos movimentos populares socioambientais se recusam a assumir simplesmente a dominação da razão econômica, instrumental e utilitarista que tudo uniformiza. Por todas as partes estão irrompendo outras modalidades de habitar a Casa Comum a partir de identidades culturais diferentes. Os conhecimentos tradicionais, oprimidos e marginalizados pelo pensamento único técnico-científico, estão ganhando força na medida em que mostram que podemos nos relacionar com a natureza e cuidar da Mãe Terra de uma forma mais benevolente e cuidadosa. Exemplo disso é o “bien vivier y convivir” dos andinos, paradigma de um modo de produção de vida em harmonia com o Todo, com os seres humanos entre si e com a natureza circundante.

Aqui funciona a racionalidade cordial e sensível que enriquece e, ao mesmo tempo, impõe limites à voracidade da fria razão instrumental-analítica que, deixada em seu livre curso, pode pôr em risco nosso projeto civilizatório. Trata-se de uma nova compreensão do mundo e da missão do ser humano dentro dele, como seu guardador e cuidador. Oxalá este seja o caminho a ser trilhado pela humanidade e pelo Brasil.

POLÍTICA - Sergio Moro e o maior operador do PSDB paulista.


O dia em que Sérgio Moro prestigiou o maior operador do PSDB paulista



No site de Veja, foi consagrador o relato da palestra de Sérgio Moro ao público de empresários ligados à LIDE, de João Dória Jr.
Cerca de 580 empresários e consultores almoçaram hoje com o juiz Sergio Moro, encarregado da Operação Lava Jato, no hotel Grand Hyatt em São Paulo.
O público presente ao evento, promovido pelo grupo empresarial LIDE, era maior que o público do almoço que a LIDE organizou com Aécio Neves durante a campanha eleitoral do ano passado.
Aplaudido de pé, Moro foi elogiado pelos presentes por sua ‘postura comedida’, ‘humilde’ e sua capacidade de evitar o deslumbramento apesar de ter todos os holofotes do País sobre ele.
Moro disse que a iniciativa privada acaba cedendo à tentação de pagar propina para obter facilidades. “A corrupção é um problema que sempre vai existir, mas a questão é o nível de corrupção,” disse ele, acrescentando que há diversos indícios de que, no caso investigado pela Lava Jato, a corrupção ‘entrou num nível sistêmico’.
“O que mais me incomoda é a percepção de naturalização da propina,” disse Moro. “Às vezes há uma certa dificuldade de se obter uma resposta sobre o motivo do pagamento. “ Segundo ele, em muitos casos os investigados apenas respondiam: “Era a regra do jogo. “
Ao lado de Moro, um dos anfitriões do encontro concordava com a cabeça e puxava as salvas de palmas para o juiz. Ali estava o homem capaz de passar o país a limpo e permitir ao empresariado trabalhar limpamente. Tratava-se de Washington Cinel, dono da Gocil, empresa de segurança, um dos grandes exemplos das oportunidades que o novo Brasil abre aos self-made-men.
Graças ao seu empreendedorismo, Washington tornou-se um dos homens de ouro de Dória, que o nomeou presidente da Lide Segurança.
Washigton entusiasmou-se especialmente na conclamação que Moro fez ao empresariado:
“O empresariado tem muita força para fazer as reformas das instituições e para dizer não no caso de cobrança de propina e, em caso de extorsão, deve levar as denúncias para as autoridades.
Rapidamente, deve ter passado pela cabeça de Washington as etapas que o fizeram sair do interior e conquistar a capital. De mero funcionário da prefeitura de Reginópolis (SP) tornou-se um empreendedor bem-sucedido, mostrando como o Brasil é uma terra de oportunidades.
Sua revanche sobre a infância pobre foi a compra da casa do grande representante do andar de cima da velha geração, José Ermírio de Moraes. Comprou e adquiriu as casas em volta para construir provavelmente a mais cara mansão do país, avaliada em R$ 200 milhões não apenas pela imponência da obra, mas pelas antiguidades adquiridas em Londres.
Não apenas ela, mas a mansão em Miami e na praia de Tabatinga e o prédio de dez andares da Gocil, no qual o andar do presidente permitiria até jogar golfe.
Lá, os convidados de Washington almoçam banquetes servidos por garçons utilizando luvas, exemplo máximo de que, se a riqueza não traz lustro intelectual, ao menos permite copiar os rapapés dos grã-finos.

O empreendedor político

Para quem compara o começo e o apogeu da carreira de Washington, tem-se ali o exemplo acabado do empreendedor brasileiro nato, sendo um dos anfitriões do juiz que quer passar o país a limpo.
De perto, o personagem é tão conhecido como a própria história do país, lembrando alguns personagens do Vaudeville que Carlos Gomes encontrou na Europa quando partiu para lá: o sujeito que enriquece na política e vai gastar seu dinheiro no cancan.
Washington saiu de Reginópolis exonerado da prefeitura por malfeitos. Seguiu para Bauru, ingressou na Polícia Militar e chegou a tenente.
Encontrou o mapa da mina ainda no governo Quércia, quando montou a Gocil e conseguiu os primeiros contratos de terceirização do Estado, junto com vários outros oficiais que passaram a constituir a República da PM , ascendendo ao poder financeiro e político com suas empresas de segurança, compondo-se com sucessivos governos estaduais.Tem como maiores clientes a Companhia Metropolitana do Metrô e outras estatais paulistas.
É conhecido pela absoluta aversão a pagar impostos.
Seus débitos com o INSS atingem R$ 700 milhões, a maior parte decorrente de contribuições descontadas em folha e não repassadas ao órgão – sistema que já colocou muitos empresários pouco influentes na cadeia.
É um mistério como consegue operar sem certidões negativas em um setor que é controlado de perto pela Polícia Federal. Há suspeitas de que ele opera em São Paulo com certidões negativas de outros estados, especialmente do Paraná.
A casa do empresário que Moro prestigiou fica na rua Costa Rica, em frente à de Paulo Maluf e de J. Hawila, três ícones do Brasil que Moro diz pretender passar a limpo.
Nos últimos tempos decidiu entrar no ramo de administração de hospitais. Seu alvo prioritário são os hospitais do estado de São Paulo.
Tornou-se unha e carne de João Dória, que o colocou como presidente da LIDE Segurança. Sua aproximação com Dória se explica pelo elo com o PSDB, uma mão lavando a outra. Hoje em dia é considerado o principal operador dos financiamentos de campanha do governo paulista, devido à sua enorme facilidade em emitir notas fiscais.

POLÍTICA - Delegados da PF vão calar em CPI?

Delegados da PF vão calar em CPI. É medo do seu colega Fanton? Leia o que ele diz

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O Valor, hoje, anuncia que “Os delegados que atuam na Lava-Jato no Paraná já se prepararam para enfrentar os parlamentares que os convocaram para depoimento à comissão instalada na Câmara relacionada às irregularidades na Petrobras desvendadas pela operação”.

Por que tanta preocupação de autoridades policiais que, quando querem, vazam depoimentos, delações e tudo quanto lhes convenha?

A razão pode estar em um dos depoimentos marcados para amanhã na CPI da Lava Jato, que tem tudo para jogar luz sobre a obscura rede de intrigas e ilegalidades que se formou na Polícia Federal do Paraná.

É o do delegado Mário Fanton, que produziu um despacho em maio deste ano onde aponta, detalhadamente, os indícios de manipulação que, ao final, o fazem recomendar ao Ministério Público que “reanalise as provas, inclusive a sindicância da escuta clandestina, se possível refazendo-a, e conduza diretamente a presente investigação ou com grande proximidade a um novo delegado a se indicar, pois não acreditamos mais nas provas antes constituídas”.
Em julho, Aguirre Talento publicou que “Delegado da PF relata pressão de colegas em investigação no Paraná“, informando que Fanton  relatava  que as pressões eram “para quererem ter ciência e manipular as provas”. Um mês depois, Marcelo Auler apontava em seu blog mais alguns baldes de lama encontrados na suposta investigação sobre a escuta e em outras nas atividades do grupo da Polícia Federal na Lava Jato.
O próprio Auler, na edição desta semana da CartaCapital, descreveu as circunstâncias das pressões narradas pela Folha.
“Em 4 de maio, ao saber que não ficaria na cidade, o delegado [Fanton] colheu o depoimento de [Dalmey] Werlang [agente da PF especializado em escutas], que pela primeira vez admitiu a instalação dos grampos. Em seguida, registrou sua apuração em cinco laudas. Nesse registro, acusou os delegados Igor Paula e sua mulher [ a delegada Daniele Rodrigues] de “quererem ter ciência e manipular provas, sendo que o principal setor de vazamento de informações da superintendência é o NIP”.

Agora, o Tijolaço teve acesso à íntegra do despacho do Delegado Fanton – que está em poder da CPI – , com todos os detalhes de como se deu esta manipulação e tentativa de supressão de provas por parte dos dois delegados.

Agora, o “coletivo de delegados” quer se recolher ao silêncio na CPI, alegando que a comissão “não deve atuar como delegacia de polícia”.

Não mesmo, se é assim que eles fazem funcionar a Delegacia de Polícia Federal em Curitiba, manipulando, ameaçando, escondendo o que é ruim e vazando o que ajuda a se exibirem como os “moralizadores do Brasil”, enquanto praticam, no silêncio, as maiores irregularidades.

E, com a ajuda do Ministério Público local, ai de quem as denunciar.

Leia o despacho de Fanton, pela primeira vez publicado na íntegra.


POLÍTICA - Mais uma traíra na área.






10 frases da filiação de Marta ao PMDB





Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:


A senadora Marta Suplicy oficializou no sábado (26) sua filiação ao PMDB em grande estilo.

Depois de 33 anos no PT, a septuagenária Marta inaugura não apenas uma fase em sua vida política, mas uma nova carreira: a de comediante de stand up.

No Tuca, no bairro das Perdizes, ela brindou a plateia com tiradas inspiradas, que levaram os presentes às gargalhadas - consta que alguns militantes pagos tiveram que ser hospitalizados.
Divido com vocês dez piadas da rediviva Marta Suplicy e seu peemedebismo maroto, seu politiquês moleque, sua graça, seu frescor e seu humor contundente e honesto:

*****


- “Michel Temer vai reunificar o Brasil”

- “Olhei nos olhos de Michel e senti confiança”

- “José Sarney é um gigante da política”

- “O PMDB soube devolver a nós o que há de mais valioso na vida. A liberdade, o direito de ir e vir, de mudar de ideia”

- “Eu senti que eu caibo por causa disso, é um partido amplo”

- “A gente quer um Brasil livre da corrupção, livre das mentiras, livre daqueles que usam a política como meio de obter vantagens pessoais”

- “Vamos todos unir o país”

- “Chalita, a vida pública é cheia de armadilhas, mas Deus escreve certo por linhas tortas”

- “Juntos, vamos fazer o PMDB cada vez mais forte”

- “Um, dois, três, quatro, cinco mil, Marta e Michel em São Paulo e no Brasil” (junto com a audiência, num momento orgástico)

domingo, 27 de setembro de 2015

POLÍTICA - A Teoria do delator.


A Teoria do delator


Por André Araújo

Alguém preso contar sobre crimes de outros e assim tornar-se um colaborador do carcereiro é coisa tão antiga quanto a História, mas fiquemos nos registros a partir do século XX.
Os serviços de espionagem russos (NKVD) e britânico (MI6), desde o começo dos anos 30, operaram largamente com agentes duplos, espiões capturados e que para salvar a pele aceitavam delatar colegas do outro lado. O fenômeno já tinha ocorrido antes, na Primeira Guerra, tornando-se uma especialidade do MI6, serviço secreto britânico fundado em 1909 por Sir Mansfield Cumming, capitão de marinha, assim como pelos serviços de inteligência alemão e francês. A agente dupla mais importante desse período foi Mathilde Carré  "La Chatte" e Eddie Chapmann no lado inglês.
No entre guerras Kim Philby, espião inglês que chegou a ser o chefe da contra espionagem do MI6, operava desde 1935 para a NKVD, assim como outros ingleses, George BBlake, Donald MacLean e Guy Burgess.  Eles delatavam para os russos colegas quem que operavam na Rússia e, com isso, os levavam à morte.
No Tribunal de Nuremberg, que julgou em 1946 os crimes de guerra nazistas, poucos foram os delatores, mas houve alguns importantes personagens sentados no bancos dos réus e com larga folha de crimes cometidos, tais como Rudolf Hess e Albert Speer, que delataram os colegas e salvaram seus pescoços da forca.
Na Guerra Fria, Oleg Pencovsky,  espião russo, entregou à CIA o nome de dezenas de espiões soviéticos nos EUA, levando todos á prisão e execução, incluindo aí o famoso grupo de espiões do programa nuclear americano.
O DELATOR tem como objetivo ao delatar diminuir sua punição a custa da entrega de comparsas. É uma pratica complicada. Ao contrário do pensar comum, não existem apenas duas hipóteses na delação, qual seja falar a verdade ou mentir. Há mais duas: falar parte verdade e parte mentira ou outra falar aquilo que o interrogador o induz a falar.
Neste ultimo caso, para exemplificar, o delator conhece três comparsas, mas o interrogador só tem interesse em um deles e induz o delator a se aprofundar na delação em relação a este que ele quer incriminar, não lhe interessando os outros. Muitas vezes o delator conhece fatos que estão em terreno cinzento, não tem ele próprio certeza, mas como o interrogador tem muito interesse na incriminação dessa pessoa, pressiona-o para aumentar o grau de certeza ou até afirmar categoricamente aquilo que o delator já indicou que é duvidoso.
Todo o terreno da delação é pantanoso, muito mais ainda quando foge do campo do crime comum para entrar na área da política. A delação é uma ferramenta auxiliar em um processo criminal, não pode ser o instrumento central, porque o ser humano é falho de caráter, de memória e de convicções.
Surge então a grave questão da interpretação da delação, que pode ser levada para vários caminhos, considerando que, ao contrario da prova material, a delação se presta à interpretação tanto do delator como do interrogador. Por exemplo, "levei uma mala de dinheiro em uma casa que acho que era do governador...". Vazada a delação, já produz efeitos políticos, transferindo para o incriminado o ônus da contraprova.
É um método perigoso que deve ser usado em situações especialíssimas, como em caso de guerras. Não pode ser banalizado, porque pode causar danos irreparáveis na ânsia de empurrar um processo que se quer fechar.
Nos famosos processos de Moscou de 1938, os interrogadores da CHEKA, policia política soviética, induziam os detidos a delatar supostos conspiradores contra Stalin, mesmo que as alegações fossem inventadas. Uma vez assinadas, tornavam-se elementos de verdade para que o Procurador Geral Vishinsky desse como provada a conspiração e mandasse o delatado para a execução. Milhares foram mortos assim e, ao fim, se executava também o delator.
Os chamados "Processos de Moscou" eram rigorosamente formais e tecnicamente impecáveis, todos os documentos estavam lá, o problema era a falsidade ideológica de delações trabalhadas visando a um fim.
Abstraindo do lado finalístico processual, na questão humana o delator sai da delação como um homem psicologicamente destruído,  ao final, não importa de qual crime se trata, a delação é um ato de trair a confiança.
O homem construiu sua estrutura psicológica desde tempos imemoriais na presunção de que a vida é impossível sem um grau mínimo de confiança um no outro, e a quebra desse código é, em parte, uma quebra da condição humana.