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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

POLÍTICA - "Vamos resmungar?"

Aécio e seu novo slogan: “Vamos resmungar?”

  Autor: Fernando Brito
nani
Bem se vê porque o marqueteiro de Aécio foi pro espaço.
O mineiro se tornou o cara mais chato do planeta e fala por “declarações” escritas no site do PSDB, que os jornais reproduzem, mansamente.
E sempre resmungando.
A mais nova foi hoje, no texto em que reclama de “não ter direito de resposta” sobre a fala de fim de ano de Dilma.
Diz que a Presidenta vive numa “Ilha da Fantasia”, porque não falou dos problemas do país.
Diz que, entre outros, deveriam ter sido temas da mensagem de Ano Novo “situação das estradas, a crise da segurança e a epidemia do crack que estraçalha vidas”.
Certo, senador, vamos fazer isso.
Vamos falar da situação das estradas, mas as mineiras, administradas pelo Governo do PSDB.
Há, neste momento 107 restrições de tráfego nas rodovias estaduais e mais de 200 outras ocorrências semi-resolvidas. Está na página do DER de Minas, pode conferir.
estatSobre a crise da segurança, basta a gente reproduzir o gráfico dos números do próprio governo mineiro – o que faço aí ao lado, para ver que os crimes violentos em Minas subiram fortemente no último ano. O senador quer conversar sobre isso?
Bem, sobre a epidemia de crack,  o senador também podia discorrer sobre os problemas do uso de drogas, que – bem lembrou o seu colega José Serra – serão um tema da campanha presidencial. Ainda mais agora, com esse episódio do helicóptero do pó, que elas estão sendo transportadas tão refinadamente pelas vias aéreas.
Francamente, senador, esse negócio de fazer análise de cartão de Natal é coisa – o senhor conhece bem a gíria carioca – de “mala sem alça”.
Será que o senhor não vê que não arruma nada assim?
Que fim de ano não é época de lamúrias, mas de esperanças?
O senhor tem alguma coisa de bom para dizer ao povo brasileiro?
Do tipo: “desejo que, em 2014, o Brasil volte a ser o que era até 2002!”
Não seria uma boa?
Afinal de contas, segundo a tucanagem, o povo é bobo de não perceber como era bom o governo FHC
O senhor, que gosta tanto de conversar, vá conversar com algum estudante de publicidade – pode ser do primeiro ano, até – e pergunte como as pessoas reagem à propaganda de negação.
Senão, o senhor vai ficar falando para as tias velhas, ranhetas, essa gente amarga que ficou na beira da estrada, vendo a vida passar.
E aí não fique brabo se a presidenta o chama de “Velho do Restelo”, aquele agourento que amaldiçoava a saída das caravelas portuguesas.
Porque o senhor está ficando tão chato que a Marina Silva deveria mudar de abrigo e ser sua vice.

POLÍTICA - Artigo do Lula no El País.


Em artigo no El País, Lula diz que 2014 será o ano do reconhecimento de Dilma

De O Estado de S. Paulo
 
Lula: '2014 será o ano do reconhecimento de Dilma'
 
Por Gustavo Porto
 
Em artigo no 'El País', ex-presidente cita a luta contra a ditadura, os protestos de junho e a espionagem dos EUA

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliou em um breve artigo sobre a presidente Dilma Rousseff, no portal do jornal espanhol El País, que 2014 "será o ano do reconhecimento da seriedade e da competência desta mulher brasileira de tanta coragem", numa referência indireta à candidatura dela à reeleição. O artigo integra uma fotorreportagem especial com 11 ibero-americanos "que deixaram sua marca no ano" de 2013, cuja primeira personalidade retratada é o papa Francisco, seguido por Dilma e pela presidente eleita do Chile, Michelle Bachelet.
 
Em "Dilma Rousseff, o poder da coragem", Lula cita, logo na abertura, a luta de Dilma "para transformar o Brasil", numa referência ao período em que a então militante foi presa durante o governo militar. E destaca o enfrentamento "com êxito" de Dilma aos protestos de junho e "a espionagem dos Estados Unidos, que ela mesma sofreu". "Se tivesse que escolher uma palavra que definisse o caráter da presidente Dilma Rousseff, essa seria coragem. Esta companheira lutou desde muito jovem para transformar o Brasil, para melhorar as condições de vida das pessoas mais humildes", relatou. "Foi perseguida, presa e torturada durante a ditadura, mas nunca abandonou seus ideais", completou Lula.
 
 
O ex-presidente lembrou que Dilma foi a primeira mulher secretária de Finanças do Rio Grande do Sul, a primeira ministra de Minas e Energia do Brasil, a primeira chefe da Casa Civil e a primeira presidente do Brasil. "Durante o meu governo, ela reorganizou o setor de energia levando a eletricidade a três milhões de casas nas zonas rurais. Dirigiu o maior programa de infraestrutura de nosso período (PAC), que garantiu o crescimento econômico com uma grande inclusão social", frisou.
 
Lula destacou, ainda, o fato de o País ter alcançado no governo de Dilma a cifra de 36 milhões de pessoas resgatadas da miséria absoluta e a queda na taxa de desemprego para 5,2%. E sem citar as eleições gerais do ano que vem, em que Dilma disputará a reeleição, o ex-presidente petista conclui o seu artigo enaltecendo sua afilhada política: "2014 será um grande ano para o Brasil, e não só por causa da organização da Copa do Mundo de futebol. O país colherá os frutos que a presidente Dilma semeou: a exploração do petróleo na camada do Pré-Sal; as concessões dos aeroportos, da rede ferroviária e dos portos; os grandes investimentos em educação, saúde e saneamento. Será o ano do reconhecimento da seriedade e da competência desta mulher brasileira de tanta coragem."
 

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

POLÍTICA - Mais uma derrota do corporativismo médico.


Justiça garante validade de acordo com a Opas para o Mais Médicos

A 2ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal acolheu os argumentos da AGU (Advocacia-Geral da União) e garantiu a validade do termo de cooperação técnica firmado entre a União e a OPAS (Organização Panamericana de Saúde) para participação de médicos cubanos no Programa Mais Médicos. A decisão entendeu que seria impróprio suspender liminarmente acordo celebrado entre o Brasil e organismo internacional, o que comprometeria até mesmo a credibilidade do Brasil no cenário estrangeiro. Com o posicionamento, os advogados da União impediram a suspensão do acordo por meio de uma Ação Civil Pública ajuizada pelo CFM (Conselho Federal de Medicina).
 
De acordo com os autos, o CFM alegava afronta à Constituição com a assinatura da cooperação. Segundo a entidade, a União estaria "estimulando a contratação de pessoas para o exercício da medicina, sem a devida inscrição no Conselho de Fiscalização profissional, nos termos da Lei nº 3268/57, e admitindo a precarização das relações de trabalho".
 
Para a AGU, os argumentos apresentados pelo Conselho não tinham o objetivo de apenas anular o termo, mas sim a própria Lei nº 12.871/2013 que instituiu o programa. Segundo o órgão, a cooperação técnica não tem referência com as questões pontuadas pelo CFM na ação, que se restringe à natureza legal do programa.
 
Os advogados da União destacaram que as atividades do "Mais Médicos" não criam qualquer relação trabalhista ou vínculo empregatício de qualquer natureza com os seus integrantes. Isso porque, trata-se de uma política afirmativa baseada no modelo ensino-serviço por meio do qual "o aperfeiçoamento dos médicos participantes envolverá atividades de ensino, pesquisa e extensão".
 
Sobre o termo de cooperação, a AGU defendeu que o objetivo do documento é desenvolver atividades do projeto "Acesso da População Brasileira à Atenção Básica em Saúde" e promover a qualificação e a valorização dos profissionais da atenção Básica, por meio da capacitação técnica, em localidades prioritárias do SUS (Sistema Único de Saúde), além de viabilizar o Programa de Cooperação Técnica da Organização Pan-America da Saúde para a participação de médicos cubanos no programa.
 
A Advocacia-Geral destacou ainda que a revalidação dos diplomas de médicos estrangeiros, outro ponto questionado pelo CFM, não é determinada pela lei que instituiu o programa de forma estratégica, para que os profissionais estrangeiros estejam vinculados ao exercício da medicina exclusivamente no âmbito do Mais Médicos.
 
"Não existe qualquer discriminação de tratamento entre categorias de médicos, vez que se está apenas por delimitar o campo de atuação dos médicos em prol do interesse público, de modo a assegurar a efetividade do programa", diz a defesa.
 
Além disso, a Procuradoria da AGU lembrou que já há a previsão de intensa avaliação pelas instituições de ensino superior participantes do projeto, não havendo risco de subqualificação profissional. Segundo os advogados, trata-se de um projeto do Governo voltado a uma determinada finalidade e em caráter temporário. "Esse Projeto em nada limita o acesso de profissionais - brasileiros e estrangeiros - que pretendam aqui exercer a atividade em que sejam diplomados ou que tenham habilitação e interesse - desde que o façam em conformidade com a lei"

POLÍTICA - Entrevista com o ex da Dilma.


Para ex de Dilma, crítica de que PT perdeu conteúdo ideológico é correta

De O Globo

A crítica de que o PT perdeu conteúdo ideológico é correta

Carlos Franklin Paixão Araújo, ex-marido da presidente Dilma, mantém a paixão pela política, e diz que o governo hoje não tem adversários
 
Flávio Ilha

Ex-preso político, o advogado Carlos Franklin Paixão Araújo, de 76 anos, foi casado por mais de 20 com a presidente Dilma, de quem ainda é próximo. De saúde frágil e com um enfisema pulmonar inoperável, mantém a paixão pela política. E, apesar da visão crítica sobre o PT, ele diz que o governo hoje não tem adversários.
 
O senhor acredita que mensalão pode atrapalhar a reeleição da presidente?
 
Acho que não. A crítica que se faz ao PT, de que o partido perdeu seu conteúdo ideológico, é absolutamente correta. Mas, mesmo que o tenha perdido, é um partido que sempre cresce politicamente. Essa é uma contradição interessante da política brasileira: a cada eleição, apesar de tudo, o PT faz mais e mais votos.
 
Por quê?
 
Porque o PT, de uma forma ou de outra, corresponde às aspirações das camadas brasileiras mais necessitadas. É simples assim. E também tem uma política que consegue agregar setores de várias classes sociais, desde a classe média até as elites. Parte das elites apoia o PT, compreende a sua política.
 
Isso é mérito de quem?
 
Da intuição e, principalmente, do aprendizado do Lula. Quando ele fez a Carta aos Brasileiros, em 2002, precisou ver como é que faria tudo aquilo que estava escrito e prometido. Então eu acho que, nesse sentido, o PT fez as alianças corretas. É impossível desenvolver o capitalismo brasileiro sem alianças com setores capitalistas, como temos. As tormentas que ocorreram, o PT soube assimilá-las perfeitamente. Veio a tormenta do mensalão, e o Lula foi reeleito. Veio a outra onda do mensalão agora, com as prisões, e a Dilma está crescendo. Como explicar isso? A mídia colabora muito com o PT.
 
O PT discorda.
 
Mas está sendo infantil ao dizer isso. Porque é a mídia que elege o PT, ao ser tão radical e sectária como tem sido. A mídia fala durante seis meses que o Brasil irá à falência. Não foi. Depois o Brasil não exporta mais nada e tal. Ou então esgotou o mercado interno. Não acontece nada. Agora é inflação. De novo não acontece nada. A mídia esgota todos os temas e não acontece nada. O povo brasileiro, com sua sabedoria e sua esperteza, aproveita o futebol e as novelas que passam de graça na TV, mas para o resto não dá bola.
 
O senhor acredita que a presidente Dilma tem adversário?
 
Por enquanto, não. Claro, daqui a pouco acontece um acidente de percurso e tudo muda. Mas dadas as condições atuais, não tem adversário. O Eduardo Campos, a meu ver, cometeu um erro tremendo, se antecipou ao debate. O Lula tem essa visão de que o PT precisará passar o poder para alguém, desde que seja do mesmo viés ideológico. Deveria ser o Campos, naturalmente, mas ele precipitou as coisas. Não tem como se recuperar. O Aécio Neves simplesmente não existe.
 
E Marina Silva?
 
Ao não ter validado seu partido para concorrer, é natural que ela tenha que apoiar alguém. Mas trata-se de uma contradição ambulante: ela tem um partido do qual é presidente, enquanto a secretária-geral é a dona do Itaú (Neca Setúbal) e o vice-presidente é dono da Natura (Guilherme Leal). Mas que partido é esse? E assim mesmo ela é anticapitalista e evangélica, uma coisa gozadíssima.
 
A oposição não tem propostas?
 
O problema da oposição é que eles brigam demais entre si, nunca criam uma aliança sólida. Se houvesse essa aliança, poderia ser uma força expressiva. Mas eles não conseguem porque, na minha opinião, o PT teve a sabedoria de pegar parte das elites para ficar com ele. Vários partidos, mesmo pequenos, representam essa parcela que apoia o PT. São frações das elites? São. São frações do capital? São. Mas são frações significativas.
 
O senhor conversa sobre essas questões com a presidente?
 
Não, não interfiro em nada. Tento só não atrapalhar.
 
Mas nem como conversa descompromissada?
 
Minha relação com a Dilma é estritamente pessoal e familiar. Não falamos de política porque, quando ela vem aqui (para Porto Alegre), vem ficar com a família em um ambiente mais descontraído. E nem poderia ser diferente porque, quando vem, é para descansar. Não é nada fácil ser presidente, em qualquer país do mundo. É um rolo em cima do outro. Uma confusão em cima de outra. A pessoa fica exaurida. Pega a cara do Lula quando entrou no poder e quando saiu. Pega uma foto do Obama cinco anos atrás e você vai dizer mas o que é isso, o homem tá com a cabeça branca!. É porque é assim. Presidente é presidente 24 horas por dia, não tem sossego.
 
Ela então não lhe consulta sobre determinadas questões?
 
Não vamos falar disso. Sou um torcedor do governo Dilma e do governo Lula, nada além disso.

POLÍTICA - O Sadismo do JB.


Miguel do Rosário: “Barbosa nega direitos a Genoino. Ilegal e daí?”

“Condenados em regime semiaberto seguem presos em regime fechado, e mesmo assim a Globo continua chamando-os de privilegiados, tentando produzir ainda mais animosidade contra os condenados.”

Artigo publicado no Tijolaço

Leio na imprensa que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, negou pedido feito por José Genoino para cumprir a sua pena de residência domiciliar em sua… residência.
A lei diz que os presos têm direito de cumprir a sua pena no estado onde mantém residência. Trata-se de um direito humano, baseado na lógica, pois facilita o acesso dos familiares ao condenado.
Mas no Brasil de Joaquim Barbosa e Rede Globo, a única lei que vale é a da vingança e do justiçamento midiático. Barbosa também se negou a conceder, em caráter definitivo, a prisão domiciliar para Genoino. Prefere mantê-lo, e à sua família, em estado de torturante suspense, até fevereiro do ano que vem.
Condenados em regime semiaberto seguem presos em regime fechado, e mesmo assim a Globo continua chamando-os de privilegiados, tentando produzir ainda mais animosidade contra os condenados.
Nenhum colunista levantou a voz para comentar alguma dessas ilegalidades.  Chico Caruso hoje publica outra charge contra Dirceu, em mais um ato nojento de covardia contra um político que não pode responder porque está preso ilegalmente em regime fechado.  A tropa midiática é organizada, fiel, e mau caráter.
O jornal O Globo tem um slogan que costuma usar para ironizar o chamado “jeitinho” brasileiro. A frase agora se volta contra o próprio jornal. O Globo sabe que Joaquim Barbosa está cometendo ilegalidades, e nem dá bola.  Ilegal, e daí?
Além de ilegal, a atitude de Joaquim Barbosa, de negar conceder em caráter definitivo a prisão domiciliar para Genoíno, um cidadão brasileiro que foi torturado barbaramente durante a ditadura,  reflete uma personalidade má, vingativa, mesquinha. Definitivamente, ele não tem as qualidades que se espera de um juíz.
Genoíno sofre de grave doença cardíaca, precisa de estabilidade emocional para viver um pouco mais. Ao manter o suspense sobre sua prisão domiciliar, estendida apenas provisoriamente até fevereiro, Joaquim Barbosa agride diretamente a saúde de Genoíno. Ao negar que ele cumpra sua prisão domiciliar em sua própria casa, conforme manda a lei, ele se arvora em verdugo sem escrúpulos, disposto a afrontar a lei para satisfazer seu próprio sadismo.

POLÍTICA - Escolha mais do que acertada.

Diário do Centro do Mundo

O pior brasileiro do ano

by Paulo Nogueira
Um péssimo exemplo para os brasileiros
Um péssimo exemplo para os brasileiros.

X é um amigo querido meu. Mesma profissão, mesma geração, mesma redação durante anos.

X é, também, uma demonstração do efeito deletério de Joaquim Barbosa sobre a alma dos brasileiros.

X é, essencialmente, um bom cara: solidário, generoso, magnânimo. São as razões que me levaram a mantê-lo entre os amigos no correr dos longos dias.

Fui notar o veneno de JB em menções de X a Genoino. O desespero de Miruna, a delicada situação de saúde de Genoino: nada disso provocou o menor sentimento de piedade em X, e isso mesmo no Natal, um período em que tendemos a ser mais tolerantes e mais compassivos.

Genoino é, para X, um “mensaleiro” que “quer moleza”. Moleza é cumprir a prisão domiciliar em casa, na modesta residência do Butantã, em São Paulo, e não em Brasília, onde contraparentes lhe cederam um quarto.

Isto é a “moleza”.
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Já escrevi sobre isso e repito: o mal maior de Joaquim Barbosa é o exemplo de inclemência – maldade, usemos logo a palavra certa – que ele passa a brasileiros como meu amigo X.

É um crime contra a nacionalidade.

Veja, no extremo oposto, o que o papa Francisco transmite: tolerância, generosidade, solidariedade.

Se a humanidade seguir Francisco, todos ganharemos. Se os brasileiros seguirem Barbosa, será uma tragédia.

Não gosto de simplificações, mas é como se um representasse as forças do bem e o outro as forças do mal.

X, como tantas outras pessoas, está seguindo JB ao se pronunciar com ausência completa de simpatia – com raiva, na verdade -- sobre o “mensaleiro que quer moleza”.

E então chego a Miruna, a filha de Genoino, modesta professora em São Paulo.

Em mais um gesto de desespero, ela enviou uma mensagem a alguns jornalistas, entre os quais eu.

O título é autoexplicativo: “Revolta!”

Tomo a liberdade de reproduzir, por entender que é um caso de interesse público. Repare que ela não consegue citar o nome de Joaquim Barbosa.

Abaixo, a mensagem.

"Palavras textuais do presidente do STF sobre a situação do meu pai:

“Por fim, considerada a provisoriedade da prisão domiciliar na qual o condenado vem atualmente cumprindo sua pena, e a forte probabilidade do seu retorno ao regime semi-aberto ao fim do prazo solicitado pela Procuradoria-Geral da República, considero que a transferência ora requerida fere o interesse público.

Por todo o exposto, indefiro o pedido de cumprimento da pena em regime domiciliar em São Paulo."

Eu sei que não posso falar tudo o que penso sobre o presidente da suprema corte de justiça de meu país. Mas, também, que adjetivo é possível usar para alguém que proíbe um condenado CARDÍACO de cumprir sua pena DOMICILIAR em seu DOMICÍLIO e ainda ameaça de que em fevereiro vai colocá-lo de volta na prisão?

O próprio laudo feito pelos médicos escolhidos a dedo por Barbosa fala: "Desta feita, o tratamento anti-hipertensivo de longo prazo deve incluir (... cita a dieta, exercícios e tal) A RESTRIÇÃO DA INFLUÊNCIA DE FATORES PSICOLÓGICOS ESTRESSANTES".

 Que tal isso ser considerado a começar pelo presidente do Supremo? O que vocês acham que se pode dizer de alguém que já ameaça e anuncia, no dia 28 de dezembro, uma época realmente propícia para ameaças, que a pessoa vai voltar para a cadeia em dois meses????????????"

Os vários pontos de interrogação refletem a perplexidade de Miruna.

Se lesse isso, meu amigo X louvaria Joaquim Barbosa.

Pelo mal que JB faz à índole nacional, e pela influência sinistra que exerce sobre meu amigo X, elejo-0 o Pior Brasileiro do Ano.

POLÍTICA - Como não envolve o PT........

Depois de denúncia revelada por ISTOÉ, Ministério Público quer saber por que a Procuradoria-Geral da República não investigou financiamento irregular da campanha da governadora do Rio Grande do Norte

Josie Jeronimo

DEM-01-IE-2302.jpg Linha suspeita
O senador José Agripino Maia aparece em grampos
acertando financiamento ilegal de campanha
O caixa 2 do DEM no Rio Grande do Norte foi parar no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que agora quer saber por que o ex-procurador-geral Roberto Gurgel não investigou o caso. Em sua última edição, ISTOÉ revelou um esquema envolvendo a governadora Rosalba Ciarlini. Como mostrou a reportagem, interceptações telefônicas flagraram o presidente do DEM, senador José Agripino (RN), e o marido de Rosalba, Carlos Augusto Rosado, acertando detalhes de um financiamento de campanha ilegal. A partir do telefone do contador da legenda Galbi Saldanha, hoje secretário-adjunto da Casa Civil da governadora, funcionários aparecem fornecendo números de contas pessoais para receber transferências irregulares de recursos.
As gravações já haviam sido enviadas à Procuradoria-Geral da República em 2009, mas desde então nada foi feito. O conselheiro do CNMP Luiz Moreira questiona os motivos que levaram ao arquivamento dos grampos. “Este é um exemplo da controvertida gestão de Roberto Gurgel”, diz Moreira. “Trata-se de uma falta de clareza de critérios, que faz com que se pense que ele atuava com parcialidade.” Não é a primeira vez que um parlamentar do DEM se beneficia da vista grossa de Gurgel. O ex-senador Demóstenes Torres, flagrado em escutas da operação Vegas da Polícia Federal, deixou de ser investigado pela Procuradoria Geral da República até a deflagração de outra ação da PF, a Operação Monte Carlo, que confirmou a ligação do parlamentar com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.
DEM-12-IE-2302.jpg Engavetou?
Ministério Público quer saber a razão de
Roberto Gurgel, ex-procurador-geral da República,
não ter investigado o caixa 2 do Democratas
 
A retomada das investigações do Ministério Público e da PF no Rio Grande do Norte também provoca efeitos no quadro político local, mais especificamente na prefeitura de Mossoró, segunda maior cidade do Estado. Afastada do cargo por denúncia de abuso de poder econômico, a prefeita Cláudia Regina, também do Democratas, teve a campanha financiada pelo empresário Edvaldo Fagundes. A PF identificou manobra de Fagundes para driblar o bloqueio judicial de seus bens – o empresário estava usando funcionários de suas companhias para movimentar valores expressivos, na maioria das vezes fazendo saques em dinheiro vivo. Afilhada política do senador Agripino, Cláudia tenta conseguir junto ao Tribunal Superior Eleitoral uma liminar para voltar ao cargo, mas o Tribunal Regional Eleitoral determinou que eleições suplementares sejam convocadas em fevereiro ou março para escolher o novo prefeito.  
fotos: Adriano Machado/AG. ISTOÉ; Alan Marques/Folhapress

POLÍTICA - Documentos sobre a corrupção tucana.

sábado, 28 de dezembro de 2013

POLÍTICA - A ONU e a lei de anistia espanhola.

Não vão se interessar pela situação brasileira? E os crimes praticados pelo Estado Brasileiro?


ONU pede que Espanha modifique lei de anistia e crie comissão da verdade

Lei dá imunidade a agentes estatais que cometeram crimes contra a humanidade
 
15 de novembro de 2014. Esta é a data máxima dada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para que a Espanha modifique a Lei de Anistia de 1977, que dá imunidade aos agentes do Estado que cometeram crimes durante a guerra civil (1936 – 1939) e a ditadura de Francisco Franco (1939-1975).
 
A modificação é uma das várias recomendações que o Comitê contra os Desaparecimentos Forçados, em sua sigla em inglês (CED) incluiu em seu relatório final, em 15 de novembro deste ano. Nele, o CED admite que no país ibérico existem 114.226 pessoas desaparecidas e que 30.960 bebês foram roubados no período entre 1936 e 1975.
 
O relatório é o documento final que exprime a visão da organização em relação às obrigações internacionais não cumpridas pela Espanha e observadas por um grupo de trabalho que percorreu o país entre os dias 23 e 30 de setembro. “Nós, o que dizemos é que para cumprir com as obrigações dos tratados internacionais, o país deve seguir certas coisas. Nossas recomendações, neste sentido, têm a mesma obrigatoriedade que os tratados assinados voluntariamente pela Espanha”, explica Ariel Dulitzky, professor de direito da Universidade do Texas, nos Estados Unidos e um dos enviados da ONU à Espanha.
 
Segundo Dulitzky, o desaparecimento forçado se defi ne como qualquer tipo de privação da liberdade de uma pessoa por agentes estatais ou por particulares que atuam com a tolerância ou cooperação do Estado. Além disso, o conceito também abrange o fato de o Estado se negar a reconhecer a detenção ou o lugar onde a pessoa se encontra detida e, por isso, esta pessoa fi ca fora da proteção da lei.
 
Entre os principais tratados internacionais que regulam este tipo de crime estão a Declaração sobre a Proteção de Todas as Pessoas contra os Desaparecimentos Forçados, de 1992, e a convenção internacional de mesmo nome adotada em 2006. Como país signatário, a Espanha é obrigada a cumprir as normas dos tratados. Para o CED, os principais problemas encontrados na Espanha são o tempo transcorrido desde que os desaparecimentos ocorreram, a falta de um procedimento claro, detalhado e específico em relação às exumações e identificações e a inexistência de uma base de dados genéticos de familiares das pessoas desaparecidas. Além destes fatores, Dulitzky destaca a eliminação completa dos fundos estatais para exumações.
 
No último governo socialista, o Estado destinou 6,5 milhões de euros em subvenções para o trabalho de identificação dos restos mortais encontrados nas mais de 2,3 mil valas comuns identificadas em território espanhol. Deste total, segundo as associações de vítimas, menos de 400 foram abertas. O governo de Mariano Rajoy (PP) cortou os subsídios que estavam amparados pela Lei da Memória Histórica.
 
Revogação da lei de anistia
 
“O que aprendemos é que as anistias não servem para garantir a justiça, não servem para garantir a verdade e muitas vezes também não são sinônimos de garantia da paz e da estabilidade democrática”, diz Dulitsky. No relatório fi nal, os integrantes do comitê admitiram certa surpresa com a sentença fi nal do Tribunal Supremo espanhol sobre a possibilidade de julgar os crimes do franquismo. Nesta sentença, o tribunal afi rmava: “a argumentação sobre a permanência do delito não deixa de ser uma fi cção contrária à lógica jurídica. Não é razoável argumentar que um detido ilegalmente em 1936, cujos restos não foram achados em 2006, possa racionalmente pensar-se que seguiu detido além do prazo de prescrição de 20 anos”.
 
Os tratados assinados pela Espanha consideram que, para iniciar a conta para a prescrição dos delitos de desaparecimento forçado, é preciso que a pessoa ou os restos mortais dela apareçam. Ou seja, enquanto a pessoa segue desaparecida, o crime não prescreve. “Esta decisão do Tribunal Supremo pode ser discutível. Muitos setores jurídicos aqui na Espanha não estão de acordo”, conta o juiz Joaquim Bosch. “De acordo com a evolução do direito internacional, as anistias completas que impedem a investigação, o julgamento e  sanção dos crimes internacionais, como os que ocorreram na Espanha, são  consideradas ilegais”, explica Dulitzky.
 
Comissão da verdade
 
Além da modificação da lei de anistia, o comitê também convida a Espanha a criar uma Comissão da Verdade, com “especialistas independentes encarregados de determinar a verdade sobre as violações aos direitos humanos ocorridas no passado”. Sobre as comissões da verdade, Dulitzky explica que “uma de suas características é que não estudam casos isolados, mas sim padrões gerais. E, segundo, são comissões de ofi ciais do Estado, é o reconhecimento estatal da verdade. Esta é a verdade de acordo ao Estado. Como este tipo de crimes são necessariamente cometidos pelo Estado, é o Estado que diz: tudo isso é o que fizemos”.
 
Apesar de apontar as falhas do Estado, o comitê da ONU não tem poder de aplicar nenhuma sanção em caso de nãocumprimento das recomendações. Dulitzky assume que o mais importante para eles é “o que vai suceder na sociedade espanhola, o debate que será gerado na Espanha e a responsabilidade que as autoridades espanholas irão assumir”. Já o juiz Joaquim Bosch acredita que algumas recomendações serão cumpridas.
 
“Algumas [questões do relatório] eu acredito que têm muita viabilidade porque não tem sentido que a Espanha tenha assinado o convênio internacional sobre desaparecimentos forçados e que siga tendo mais de 100 mil desaparecidos em seu território”. Entretanto, Bosch não é tão otimista em relação às mudanças de maior importância: “as outras questões propostas, que se derrogue a lei de anistia, por exemplo, dependerá das forças políticas e do poder legislativo”.

POLÍTICA - Joaquim Barbosa é realmente um espanto.

Diz que a assistência médica é garantida aos presos da Papuda.


Genoino tem prisão domiciliar prorrogada, mas não poderá voltar para SP

Brasília - Condenado no julgamento do mensalão, o ex-deputado federal e ex-presidente do PT, José Genoino, teve a prisão domiciliar prorrogada até 19 de fevereiro de 2014, decidiu o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa. Genoino, no entanto, teve negado o pedido de transferência para São Paulo e deverá ficar em Brasília até nova avaliação médica.
 
Na decisão, o presidente do STF alega que a perícia médica feita em novembro por médicos do Hospital Universitário de Brasília (HUB) indicaram ausência de doença grave que impedisse o cumprimento da pena no regime semiaberto. Barbosa ressaltou que o estado de saúde de Genoino está melhorando e que a assistência médica é garantida aos internos do Complexo Prisional da Papuda, no Distrito Federal, onde estão presos a maioria dos condenados no mensalão.
 
“A prisão domiciliar do apenado é meramente provisória. Como indica a própria defesa, seu estado de saúde está evoluindo e, mais do que isso, todas as informações existentes nos autos indicam que sua condição atual é compatível com o cumprimento da pena no regime semiaberto, dentro do sistema carcerário, nos termos da condenação definitiva que lhe foi imposta nos autos da AP 470 [Ação Penal 470]”, escreveu Barbosa.
 
Em relação à permanência de Genoino em Brasília, Barbosa argumentou que o próprio ex-deputado havia concordado, em 26 de novembro, em desistir dos pedidos de transferência para São Paulo. O presidente do STF destacou ainda que a jurisprudência (conjunto de decisões recentes) não permite que o preso escolha, por livre vontade e conveniência, onde cumprirá a pena.
 
Para justificar a prorrogação da prisão domiciliar, Barbosa citou o parecer do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que recomendou cautela e pediu 90 dias, contados a partir de 21 de novembro, para transferir Genoino de volta para o Complexo da Papuda. O presidente do STF determinou ainda que a reavaliação médica do ex-deputado seja feita em Brasília e que Genoino arque com as despesas caso queira trazer um médico de São Paulo para fazer os exames.

POLÍTICA - O Brasil e o asilo a Snowden.

O BRASIL E O ASILO A SNOWDEN




(HD) - Um dos principais assuntos da semana, foi a realização de uma reunião da Presidente Dilma,  para analisar o asilo a Edward Snowden, em troca de informações sobre as atividades de espionagem da NSA contra cidadãos e autoridades brasileiras.
O assunto surgiu a partir de uma “carta aberta” de Snowden ao povo brasileiro, publicada na  “Folha de São Paulo”, e do lançamento de uma campanha em defesa do asilo a ele, com a coleta de assinaturas e o uso de  máscaras que reproduzem sua face.
O texto renovou as denúncias a propósito dos riscos que corremos – nós e pessoas de outras nacionalidades - de termos nossas comunicações interceptadas, todos os dias, e de sermos até mesmo chantageados pelos EUA, por nossas atividades na internet.
Ela foi, também, uma mensagem de gratidão ao  governo brasileiro, pela atenção dada às denúncias de pelo empenho demonstrado, nas Nações Unidas, para atuar com firmeza em defesa da privacidade como um direito fundamental de todo ser humano.
O que mais chamou a atenção, no entanto, foi a parte em que Snowden afirmava, com relação às investigações que estão sendo realizadas pelo governo brasileiro:
“Expressei minha disposição de auxiliar quando isso for apropriado e legal, mas, infelizmente, o governo dos EUA vem trabalhando arduamente para limitar minha capacidade de fazê-lo, chegando ao ponto de obrigar o avião presidencial de Evo Morales a pousar para me impedir de viajar à América Latina. Até que um país conceda asilo político permanente, o governo dos EUA vai continuar a interferir com minha capacidade de falar.”
Esse trecho foi interpretado como uma espécie de barganha, por meio da qual Snowden estaria oferecendo sua colaboração e informações, em troca de eventual concessão de asilo, pelo governo brasileiro.
Hipótese que foi rapidamente desmentida pelo jornalista Gleen Greenwald, espécie de porta-voz oficioso de Snowden, que afirmou, que, na verdade, ele estaria apenas explicando sua impossibilidade de vir ao Brasil pessoalmente, devido à implacável perseguição que lhe é movida pelo governo norte-americano.   
Ao tratar o assunto como uma questão de Estado,  o Brasil poderia estar superestimando o fato e caindo em uma armadilha diplomática e institucional. O asilo a Snowden, só se justifica por razões humanitárias, caso estivesse correndo risco de vida, na Rússia, onde está agora, o que não é o caso.  Aceitá-lo, em troca de informações, equivaleria moralmente a equiparar-nos aos EUA, fazendo o que eles fizeram conosco, que foi meter o bedelho em nossos assuntos internos. 
A mensagem mais importante da carta de Snowden está no final, quando ele declara:
“Se o Brasil ouvir apenas uma coisa de mim, que seja o seguinte: quando todos nos unirmos contra as injustiças e em defesa da privacidade e dos direitos humanos básicos, poderemos nos defender até dos mais poderosos dos sistemas.”  

GEOPOLÍTICA - A Geopolítica e o futebol.

Artigo do Mauro Santayana.
A GEOPOLÍTICA E O FUTEBOL

(HD) - Para a maioria das pessoas, o futebol tem mais a ver com a paz e o esporte, do que com política internacional.
No entanto, o componente geopolítico,  dependendo de quem estiver em campo, pode ser determinante para o resultado de um campeonato ou de um jogo em particular.
Dessa forma, é fácil entender que uma partida entre Camarões e Costa Rica, seria disputada de forma diferente que um embate entre Brasil-Argentina, Alemanha-Inglaterra, ou a  Rússia- Estados Unidos. Isso, sem sequer imaginar, por hipótese, um “amistoso” entre Palestina e Israel, por exemplo.
Não custa nada, portanto, aproveitando o resultado do sorteio da FIFA – escrever algumas linhas sobre o grupo que nos coube na primeira fase da Copa do Mundo de 2014.
O jogo de estreia será contra a Croácia, um adversário que não se deve subestimar. País de  ilhas e montanhas, com menos de cinco milhões de habitantes, a Croácia já foi parte  do Sacro Império Romano-Germânico, do Império Austro-Húngaro e da Iugoslávia, de quem se separou depois da morte de Tito, em 1992, com a fragmentação do país - incentivada e patrocinada pela Europa e os EUA – em seis diferentes países e duas regiões autônomas.
Após mil anos de guerras, e com pouco mais de vinte anos de independência, a Croácia é fortemente nacionalista. Embora não tenha nada contra o Brasil em particular, vai aproveitar a Copa do Mundo, desde o primeiro jogo, para dourar o ego. E se afirmar no contexto da União Europeia, para a qual entrou neste ano, e, particularmente, com relação aos seus rivais sérvios, que eliminou da Copa com um empate neste ano, na capital adversária, Belgrado, no estádio do Estrela Vermelha que tem o curioso - e simpático - apelido de Marakana.    
Pela distância, juventude, e simpatia, Camarões se parece com o Brasil ingênuo e humano - em termos futebolísticos - de outros tempos, e deve entrar em campo, principalmente, para praticar e curtir a alegria de jogar futebol. 
No caso do México, a história é outra. Nos últimos anos, pouco confortável com a ascensão brasileira no contexto internacional, o México tem visto o Brasil como seu principal competidor. Essa suposta rivalidade é constantemente incentivada pela imprensa mexicana, em questões como a derrota do candidato mexicano para um brasileiro na eleição para a Organização Mundial do Comércio; ou o papel da Aliança do Pacífico, como contraponto ao Mercosul e  ao projeto de integração brasileiro na América do Sul, em organismos como a UNASUL e o Conselho de Defesa Sul-americano.
Aliado geopolítico da Espanha, que viu seu projeto neocolonial ser torpedeado pelo Brasil em nossa região, o México fará tudo para vencer ou atrapalhar a festa brasileira na Copa de 2014, como tem feito em outras ocasiões, a exemplo das Olimpíadas e do Mundial Sub-17.  

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

POLÍTICA - 247 divulga em primeira mão, nova pesquisa sobre a sucessão presidencial.

  1. Exclusivo: mesmo com JB, Dilma leva em um turno só.
  2.  
    247 divulga, em primeira mão, uma nova pesquisa nacional sobre sucessão presidencial, feita pelo Instituto Paraná Pesquisas; no cenário principal, a presidente Dilma Rousseff tem 43,46%, contra 17,14% de Aécio Neves, 15,61% do cada vez mais candidato Joaquim Barbosa e 6,93% de Eduardo Campos; sem o juiz pop, números são muito parecidos com os do Datafolha: a presidente com 47,15%, o tucano com 20,51% e o pernambucano com 11,31%; também foram feitas simulações com Marina Silva, José Serra e o ex-presidente Lula; Marina pode provocar o segundo turno; Lula venceria de lavada, com 54% dos votos; "a oposição precisa de Barbosa ou de Marina para não enterrar de vez seu caixão", diz Murilo Hidalgo, diretor do Paraná Pesquisas 10 de Dezembro de 2013 às 08:52 247 - Uma nova pesquisa nacional sobre sucessão presidencial, feita pelo Instituto Paraná Pesquisas, acaba de sair do forno. E os números chegam em primeira mão pelo 247. No primeiro cenário, foi incluído também Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, como candidato. "Essa possibilidade é cada vez maior, até porque a oposição precisa de um terceiro nome competitivo para tentar garantir um segundo turno e não enterrar de vez seu caixão", diz Murilo Hidalgo, diretor do Paraná Pesquisas, ao 247. Confira, abaixo, os seis cenários pesquisados: CENÁRIO A - No primeiro cenário, foram considerados quatro candidatos: a presidente Dilma Rousseff, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o governador pernambucano Eduardo Campos, do PSB, e o presidente do Supremo Tribunal Federal. Aos números: Dilma Rousseff 43,46% Aécio Neves 17,14% Joaquim Barbosa 15,61% Eduardo Campos 6,93% Vitória em primeiro turno: Dilma 43,46% Soma dos adversários 39,68% CENÁRIO B - O segundo cenário do Paraná Pesquisas contempla apenas os candidatos já colocados e os números são muito parecidos com os do Datafolha: Dilma Rousseff 47,15% Aécio Neves 20,51% Eduardo Campos 11,31% Vitória em primeiro turno: Dilma 47,15% Soma dos adversários 31,82% CENÁRIO C - Na terceira simulação, com Marina Silva na disputa, o quadro muda e haveria a possibilidade de segundo turno: Dilma Rousseff 42,45% Marina Silva 24,47% Aécio Neves 17,88% Empate técnico: Dilma 42,45% Soma dos adversários 42,35% CENÁRIO D - José Serra também foi testado pelo Paraná Pesquisas e teve ligeira vantagem sobre Aécio Neves: Dilma Rousseff 45,55% José Serra 22,93% Eduardo Campos 11,95% Vitória em primeiro turno: Dilma 45,55% Soma dos adversários 34.88% CENÁRIO E - Com Marina Silva na disputa e José Serra na disputa, haveria segundo turno: Dilma Rousseff 41,08% Marina Silva 24,53% José Serra 19,74% Segundo turno: Dilma 41,08% Soma dos adversários 44,27% CENÁRIO F - O sexto cenário do Paraná Pesquisas substitui a presidente Dilma pelo antecessor Luiz Inácio Lula da Silva, que venceria com facilidade: Dilma Rousseff 54,24% Aécio Neves 18,85% Eduardo Campos 9,63% Vitória em primeiro turno: Lula 54,24% Soma dos adversários: 28,48% O Paraná Pesquisas também mediu a aprovação ao governo da presidente Dilma Rousseff, que foi de 50% a 56%, entre junho e dezembro. O diretor do instituto, Murilo Hidalgo, ainda acredita na candidatura de Marina Silva. "Eduardo Campos poderá pagar um preço muito alto, se ficar marcado como o político que impediu a candidatura de Marina, quando ela tinha chances reais de vencer", afirma. "Até as convenções do ano que vem, as pesquisas continuarão a ser feitas com o nome dela, que tende a aparecer com números melhores do que os do governador pernambucano". - - - http://www.brasil247.com/pt/247/poder/123525/Exclusivo-mesmo-com-JB-Dilma-leva-em-um-turno-s%C3%B3.htm

POLÍTICA - "Não estou vendo fantasmas".

Hildegard Angel: “Não estou vendo fantasmas; o Projeto do Mal de 64 ganha corpo”

 
Stuart e Zuzu Angel, irmão e mãe de Hildegard assassinados pela ditadura civil-militar
A GENTE NUNCA PERDE POR SER LEGÍTIMO, MAS QUEM CONTA A HISTÓRIA SÃO OS VENCEDORES, NÃO ESQUEÇAM!
por Hildegard Angel, em seu blog, sugerido por Messias Franca de Macedo
O fascismo se expande hoje nas mídias sociais, forte e feioso como um espinheiro contorcido, que vai se estendendo, engrossando o tronco, ampliando os ramos, envolvendo incautos, os jovens principalmente, e sufocando os argumentos que surgem, com seu modo truculento de ser.
Para isso, utiliza-se de falsas informações, distorções de fatos, episódios, números e estatísticas, da História recente e da remota, sem o menor pudor ou comprometimento com a verdade, a não ser com seu compromisso de dar conta de um Projeto.
Sim, um Projeto moldado na mesma forma que produziu 1964, que, os minimamente informados sabem, foi fruto de um bem urdido plano, levando uma fatia da população brasileira, a crédula classe média, a um processo de coletiva histeria, de programado pânico, no receio de que o país fosse invadido por malvados de um fictício Exército Vermelho, que lhes tomaria os bens e as casas, mataria suas criancinhas, lhes tiraria a liberdade de ir, vir e até a de escolher.
Assim, a chamada elite, que na época formava opinião sobre a classe média mais baixa e mantinha um “cabresto de opinião” sobre seus assalariados, foi às ruas com as marchas católicas engrossadas pelos seus serviçais ao lado das bem intencionadas madames.
Elas mais tarde muito se arrependeram, ao constatar o quanto contribuíram para mergulhar o país nos horrores de maldades medievais.
Agora, os mesmos coroados, arquitetos de tudo aquilo, voltam a agir da mesma forma e reescrevem aquele conto de horror, fazendo do mocinho bandido e do bandido mocinho, de seu jeito, pois a História, meus amores, é contada pelos vencedores. E eles venceram. Eles sempre vencem.
Sim, leitores, compreendo quando me chamam de “esquerdista retardatária” ou coisa parecida. Esse meu impulso, certamente tardio, eu até diria sabiamente tardio, preservou-me a vida para hoje falar, quando tantos agora se calam; para agir e atuar pela campanha de Dilma, nos primórdios do primeiro turno, quando todos se escondiam, desviavam os olhos, eram reticentes, não declaravam votos, não atendiam aos telefonemas, não aceitavam convites.
Essa minha coragem, como alguns denominam, de apoiar José Dirceu, que de fato sequer meu amigo era, e de me aprofundar nos meandros da AP 470, a ponto de concluir que não se trata de “mensalão”, conforme a mídia a rotula, mas de “mentirão – royalties para mim, em pronunciamento na ABI – eu, a tímida, medrosa, reticente “Hildezinha”, ousando pronunciamentos na ABI! O que terá dado nela? O que terá se operado em mim?
Esse extemporâneo destemor teve uma irrefreável motivação: o medo maior do que o meu medo. Medo da Sombra de 64. Pânico superior àquele que me congelou durante uma década ou mais, que paralisou meu pensamento, bloqueou minha percepção, a inteligência até, cegou qualquer possibilidade de reação, em nome talvez de não deixar sequer uma fresta, passagem mínima de oxigênio que fosse à minha consciência, pois me custaria tal dor na alma, tal desespero, tamanha infelicidade, noção de impotência absoluta e desesperança, perceber a face verdadeira da Humanidade, o rosto real daqueles que aprendi a amar, a confiar…
Não, eu não suportaria respirar o mesmo ar, este ar não poderia invadir os meus pulmões, bombear o meu coração, chegar ao meu cérebro. Eu sucumbiria à dor de constatar que não era nada daquilo que sempre me foi dito pelos meus, minha família, que desde sempre me foi ensinado. O princípio e mandamento de que a gente pode neutralizar o mal com o bem. Eu acreditava tão intensamente e ingenuamente no encanto da bondade, que seguia como se flutuasse sobre a nojeira, sem percebê-la, sem pisar nela, como se pisasse em flores.
E aí, passadas as tragédias, vividas e sentidas todas elas em nossas carnes, histórias e mentes, porém não esquecidas, viradas as páginas, amenizado o tempo, quando testemunhei o início daquela operação midiática monumental, desproporcional, como se tanques de guerra, uma infantaria inteira, bateria de canhões, frotas aérea e marítima combatessem um único mortal, José Dirceu, tentando destrui-lo, eu percebi esgueirar-se sobre a nossa tão suada democracia a Sombra de 64!
Era o início do Projeto tramado para desqualificar a luta heroica daqueles jovens martirizados, trucidados e mortos por Eles, o establishment sem nomes e sem rostos, que lastreou a Ditadura, cuja conta os militares pagaram sozinhos. Mas eles não estiveram sozinhos.
Isso não podia ser, não fazia sentido assistir a esse massacre impassível. Decidi apoiar José Dirceu. Fiz um jantar de apoio a ele em casa, Chamei pessoas importantes, algumas que pouco conhecia. Cientistas políticos, jornalistas de Brasília, homens da esquerda, do centro, petistas, companheiros de Stuart do MR8, religiosos, artistas engajados. Muitos vieram, muitos declinaram. Foi uma reunião importante. A primeira em torno dele, uma das raras. Porém não a única. E disso muito me orgulho.
Um colunista amigo, muito importante, estupefato talvez com minha “audácia” (ou, quem sabe, penalizado), teve o cuidado de me telefonar na véspera, perguntando-me gentilmente se eu não me incomodava de ele publicar no jornal que eu faria o jantar. “Ao contrário – eu disse – faço questão”.
Ele sabia que, a partir daquele momento, eu estaria atravessando o meu Rubicão. Teria um preço a pagar por isso.
Lembrei-me de uma frase de minha mãe: “A gente nunca perde por ser legítima”. Ela se referia à moda que praticava. Adaptei-a à minha vida.
No início da campanha eleitoral Serra x Dilma, ao ler aqueles sórdidos emails baixaria que invadiam minha caixa, percebi com maior intensidade a Sombra de 64 se adensando sobre nosso país.
Rapidamente a Sombra ganhou corpo, se alastrou e, com eficiência, ampliou-se nestes anos, alcançando seu auge neste 2013, instaurando no país o clima inquisitorial daquela época passada, com jovens e velhos fundamentalistas assombrando o Facebook e o Twitter. Revivals da TFP, inspirando Ku Klux Klan, macartismo e todas as variações de fanatismo de direita.
É o Projeto do Mal de 64, de novo, ganhando corpo. O mesmo espinheiro das florestas de rainhas más, que enclausuram príncipes, princesas, duendes, robin hoods, elfos e anõezinhos.
Para alguns, imagens toscas de contos de fadas. Para mim, que vi meu pai americano sustentar orfanato de crianças brasileiras produzindo anõezinhos de Branca de Neve de jardim, e depois uma Bruxa Má, a Ditadura, vir e levar para sempre o nosso príncipe encantado, torturando-o em espinheiros e jamais devolvendo seu corpo esfolado, abandonado em paradeiro não sabido, trata-se de um conto trágico, eternamente real.
Como disse minha mãe, e escreveu a lápis em carta que entregou a Chico Buarque às vésperas de ser assassinada: “Estejam certos de que não estou vendo fantasmas”.
Feliz Ano Novo.
Inclusive para aqueles injustamente enclausurados e cujas penas não estão sendo cumpridas de acordo com as sentenças.
É o que desejo do fundo de meu coração.

ECONOMIA - Reescrevendo a Folha de São Paulo


Reescrevendo a Folha de São Paulo, sem o fígado

Os fatos são os mesmo, mas a versão, quanta diferença.
Os dados e citações aqui contidos são rigorosamente os mesmos da matéria da Folha de hoje, 27.12.2013, cuja manchete é “Comércio tem Natal mais fraco em 11 anos”.
Se retirada a “bílis negra”, ficaria assim:
Comércio no Natal cresce pelo 11º ano consecutivo. 
Sem crise.
Apesar da crise mundial, no Brasil, o comércio natalino cresce consecutivamente há mais de uma década.
Em 2013, segundo indicador de atividade do comércio da Serasa Experian, as vendas na principal data para o comércio cresceram 8,7% no país (2,7% de crescimento, descontada a inflação), representando um crescimento contínuo desde o início da série em 2003. O levantamento foi feito com base em consultas realizadas na semana de 18 a 24 de dezembro.
Um setor dinâmico.
Os setores de shoppings e E-Comerce tiveram natal dinâmico em 2013. Os shoppings registraram um crescimento de 5% em termos reais. O setor deve encerrar o ano com faturamento de R$ 132,8 bilhões e com mais 38 novos shoppings abertos ao longo do ano. O E-comerce teve um crescimento nominal de 41%. De 15 de novembro a 24 deste mês, as vendas somaram R$ 4,3 bilhões. No ano, o setor deve faturar R$ 28 bilhões, segundo a E-Bit.
Efeito Miami, IPI e Black Friday, podia ser melhor ainda.
Os dados do comércio no natal podiam ser melhores ainda. O consumidor, que espera, normalmente, a entrada do 13º salário para efetuar suas compras, este ano, teve alguns motivos para antecipá-las. Um deles foi o fim da redução do IPI para móveis e automóveis. Outro fator que também contribuiu para um não aumento maior, em dezembro, foi a liquidação conhecida como Black Friday, realizada na última semana de novembro.
Os shoppings tiveram ainda a competição com outlets de Miami e Orlando, que vivem abarrotados de brasileiros. “Os preços lá fora são muito menores e isso é um inibidor de compras, sobretudo no setor de vestiário”, diz Sahyoun, presidente da Alshop.
A inadimplência afastada.
Todo crescimento, principalmente se baseado no crédito, embute o risco da inadimplência. Esse, contudo, não parece ser um risco a curto prazo. As famílias brasileiras se mostram responsáveis nesse sentido.  
Segundo a Alshop , o gasto individual com presentes caiu 10% neste ano. Variou de R$ 35 a R$ 45 nos shoppings populares. E de R$ 75 a R$ 125 nos estabelecimentos de classe média. O crescimento, então, se explica por mais pessoas terem ido às compras, mas gastado menos individualmente.
“O consumidor está menos disposto a comprar e mais preocupado em sair da inadimplência do que contrair novas dívidas”, diz Luiz Rabi, economista do Serasa.
Para 2014, a estabilidade. Mas...
O ano de 2010 - PIB de 7,5%, foi atípico com um crescimento de 15,5% do comércio em dezembro. A análise da série histórica de crescimento do varejo no Natal, no entanto, mostra uma tendência de estabilização.
“Vivemos nos últimos anos uma antecipação forte do consumo, estimulado pela redução das alíquotas de impostos”, diz Nuno Fouto, professor do Provar/FIA.
Segundo Luiz Augusto Ildefonso da Silva, diretor de relações institucionais da Alshop, “A volúpia de compras acabou. As pessoas já compraram o que precisaram e, agora, estão fazendo reposição”.
E para o economista Eduardo Tonooka, “Com os níveis de emprego elevados, não há muito mais espaço para ter mais pessoas ingressando no mercado de consumo”.
O comércio natalino cresce a uma taxa média próxima a 3,3%, a partir de 2008. Logo, 2014 deve repetir 2013.
Mas 2014 tem Copa do Mundo e eleições, e aí...
Agora, para a Folha de São Paulo, os fatos são os mesmo, mas a versão, quanta diferença.
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/12/1390201-vendas-de-natal-tem-pior-desempenho-em-11-anos-segundo-serasa-experian.shtml
Fonte: Blog do Luis Nassif

ECONOMIA - O Brasil não acabou em 2013.

Jornalismo econômico não entende nada de economia e menos ainda de jornalismo

https://www.facebook.com/PoliticaFace
Como os jornalões conseguiram estragar um Natal surpreendente


Folha e Estadão esmeraram-se em tratar as vendas de Natal como um fracasso.

Manchete da Folha: “Comércio tem o pior resultado no Natal em 11 anos”.

Manchete do Estadão: “Com crédito contido e juros altos, vendas de Natal decepcionam”.

Ambos os jornais trabalham em cima de dados da Serasa Experian e da Alshop (a associação dos lojistas de shoppings).

Vamos a alguns erros de manchetes e de análises.

1. Erro de manchete: Se em 2013 vendeu-se mais do que em 2012, como considerar que foi o pior resultado  em 11 anos?

2. A Serasa trabalha especificamente com pedidos de informação para crédito. Houve retração no crédito, mas a maior ferramenta de vendas têm sido o parcelamento (em até dez vezes) em cartões de crédito e de loja. Os jornalões trataram os dados da Serasa como se representassem o universo total de vendas.

3. As vendas em shoppings deixam de lado o comércio para classes C e D - justamente as que mais vêm crescendo. Mesmo assim, os jornalões trataram os dados como se representassem o todo.

4. A Alshop (associação dos lojistas) informou que as vendas cresceram 6% no Natal. O problema maior foi o aumento do número de lojas, que fez com que as lojas mais antigas permanecessem com o mesmo faturamento. Ora, o que expressa o mercado são as vendas totais. A distribuição entre lojas novas e antigas é problema setorial, que nada tem a ver com a conjuntura.

5. Os jornalões deixaram de lado o comércio eletrônico - que tem sido o principal competidor das lojas de shopping. Em 2013 os shoppings centers venderam R$ 138 bilhões, 8% a mais do que em 2012. O comércio eletrônico vendeu R$ 23 bilhões, ou 45% a mais do que em 2012. Somando a venda dos dois segmentos, saltou de R$ 151 bi em 2012 para R$ 161 bi em 2013, aumento de expressivos 12%.

6. Os jornais falam em “decepção”, porque a Alshop esperava crescimento de 10% nas vendas de Natal e conseguiu-se “apenas" 6%. Esperar 10% de crescimento com uma economia rodando a 2% é erro clamoroso de análise. Mas, para os jornalões, o erro está na realidade, que não acompanhou os sonhos.

Se não houvesse essa politização descabida do noticiário econômico, as análises estariam em outra direção: a razão do consumo ainda não ter se acomodado mesmo com dinheiro mais caro, o crédito mais escasso, com a competição de Miami, com o PIB andando de lado etc. E suas implicações sobre as contas externas brasileiras. Estariam questionando também que raios de política monetária é esta, na qual aumenta-se a Selic para supostamente reduzir a demanda agregada, e ela continua crescendo.