domingo, 26 de fevereiro de 2017

POLÍTICA - Moro não conseguiu escapar do Jorge Luz...

Janio: o jato do Moro é lerdo

Moro não conseguiu escapar do Jorge Luz...

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O Conversa Afiada reproduz artigo da Fel-lha de Janio de Freitas, cujo potencial de destruição corre na velocidade da luz!
Jato lerdo é mais uma originalidade da produção nacional. Como o nome sugere, criada nos laboratórios da Lava Jato, que também deu (com a colaboração de peessedebistas) muitas provas da eficácia do invento. Sujeita, no entanto, a frequentes contestações. Todas, é verdade, relegadas ao descaso, que é a vala comum reservada aos argumentos e evidências inconvenientes ao poder. Por acaso ou por contingências incontornáveis, porém, a criação de repente se autodenuncia.
Detidos nos Estados Unidos, os brasileiros Jorge Luz e seu filho, Bruno Luz, entram na Lava Jato com rapidez, em relação ao pedido do juiz Sérgio Moro de que fossem localizados pela Interpol. Já a Lava Jato levou quase três anos até dar aos dois a atenção que trabalharam muito para merecer. Não é que fossem desconhecidos ou mal conhecidos dos coletores de delações. Bem ao contrário. Já o delator dos delatores, Paulo Roberto Costa, apontou-lhes o dedo ainda no início de sua nova e logo bem sucedida carreira.
Além disso, Jorge Luz tem dezenas de anos de serviço e de respeito no seu meio profissional, pela extensão da sua área de operações e pelo domínio das técnicas de sua especialidade –lobby e intermediação de negócios ilícitos. Em particular, nas fraudes em concorrências públicas. Jorge Luz –um nome fácil de guardar para sempre– está na ativa desde os tempos da ditadura.
Experiência e memória extensos demais para um plano de ação com jatos concentrados em área delimitada. Quem vem de longe passa pelos anos 80 e 90, não só pelos de 2000. Lembrança puxa lembrança, uma citação desavisada, um nome referido só como ilustração –e pronto, está extrapolada a delimitação. Um risco.
Jorge Luz e sua atividade baixaram ao limbo. Mesmo que, depois de Paulo Roberto, outros o mencionassem lá por 2014. Mas só em janeiro deste ano lhe chegaram sinais de perigo, levando-o ao encontro do filho já morador de Miami.
Jorge Luz não pôde escapar da Lava Jato. Mas a Lava Jato não pôde escapar de Jorge Luz

O turista escocês deixa o repórter desconcertado

A verdade sobre a operação "lava jato" e o juiz Sérgio moro.

Ciro Gomes Fala sobre o Entreguismo de Sérgio Moro

Emocionante. Estudante cubano com deficiência agradece a Fidel e a Raul

POLÍTICA - Z House.

Galeria dos Hipócritas

Z House: Negócio de um dos donos da Globo com o amigão do peito de Michel Temer envolve mansão em paraíso na Bahia

26 de fevereiro de 2017 às 00h15
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Da Redação, com Garganta Profunda
O Anonymous Brasil reproduziu ontem, com alarde nas redes sociais, documentos originalmente publicados pelo blog Tabapuã Papersem 31 de dezembro de 2016.
É um blog de um post só, mas não podemos cravar se foi criado apenas com o objetivo de disseminar os documentos.
Alguns deles são relacionados ao amigão do peito do usurpador Michel Temer, o advogado José Yunes.
Yunes afastou-se do cargo de assessor de Temer em 13 de dezembro do ano passado, depois de ter seu nome citado em delação premiada de Cláudio Melo Filho, ex-diretor de relações institucionais da empreiteira Odebrecht.
Segundo Melo Filho, depois de pedido feito por Temer — algo que o agora ocupante do Planalto admite —, a construtora deu dinheiro para a campanha do PMDB em 2014.
Parte da ajuda foi entregue em dinheiro vivo no escritório de Yunes, em São Paulo.
Yunes afirma que foi “mula” involuntária do agora afastado ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, outro homem muito próximo de Temer, como o Viomundo descreveu aqui.
Yunes conta que recebeu um “envelope” em seu escritório através do doleiro Lucio Bolonha Funaro, que não checou o conteúdo e que alguém não identificado apareceu para retirar a encomenda.
Nos bastidores da política, Funaro é conhecido como o homem da mala do ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, artífice do impeachment de Dilma Rousseff.
De acordo com a versão de Yunes, na ocasião da entrega Funaro narrou um esforço para eleger 140 deputados e colocar Cunha na presidência da Câmara dos Deputados:
— Ele me disse: “A gente está fazendo uma bancada de 140 deputados, para o Eduardo ser presidente”. Perguntei: “Que Eduardo?”. Ele respondeu: “Eduardo Cunha”. Contei tudo ao presidente em 2014. O meu amigo (Temer) sabe que é verdade isso. Ele não foi falar com o Padilha. O meu amigo reagiu com aquela serenidade de sempre (risos). Eu decidi contar tudo a ele porque, em 2014, quando aconteceu o episódio e eu entrei no Google e vi quem era o Funaro, fiquei espantado com o “currículo” dele. Nunca havia conhecido o Funaro.
O episódio abre uma imensa janela para especulações, já que Temer é tido como homem de Cunha — e não o inverso — pelo ex-governador e ex-ministro Ciro Gomes:
— Qual o grau de envolvimento de Temer nas tramas que levaram Cunha à presidência da Câmara?
— Ele já contava ocupar o lugar de Dilma quando saiu candidato à reeleição como vice dela?
— Por que o juiz Moro bloqueou as perguntas feitas pelo presidiário Eduardo Cunha a Michel Temer, cujas respostas poderiam antecipar o que agora confirma José Yunes?
— Moro agiu com timing político para evitar embaraços ao usurpador?
Mas o que realmente interessa nos documentos é a sociedade entre bilionários brasileiros em torno de um projeto imobiliário na Bahia.
Como se sabe, este é o ramo de Yunes.
Ele criou a Maraú Administração de Bens e Participações Ltda, que tem os dois fihos do advogado como sócios. Também na sociedade aparecem um dos donos do Grupo Globo, José Roberto Marinho, o dono da rádio Jovem Pan, um vice-presidente do Banco Itaú, um sócio da Track & Field, etc.
Para usar linguajar carnavalesco e da moda, é uma verdadeira suruba do PIB.
Que tem como sócia uma empresa de nome significativo: Shadowscape Corporation, o escape para a sombra.
A Shadowscape nasceu nas ilhas Virgens Britânicas, no Caribe, em 04.11.2011, criada pela Mossack & Fonseca, a empresa panamenha especializada em esconder dinheiro por aí.
A direção da empresa, de acordo com os Panama Papers, fica na ilha de Man, outro refúgio fiscal.
Quem assina pela empresa lá é o diretor Ian Andrew Cook. O procurador da Shadowscape no Brasil é um certo JAS. Ele dá como endereço um bairro da região de classe média baixa na zona Sul de São Paulo, onde não foi encontrado.
JAS, o procurador, pode de fato ter conhecimento para pilotar a Shadowscape. Ou pode ser apenas o laranja de alguém graúdo, o verdadeiro dono ou sócio da Shadowscape.
Esse tipo de arquitetuta financeira tem vários usos. Se você é sócio de uma empresa cujo sigilo é protegido por refúgios fiscais, não há nada que impeça fazer uso dela para internar dinheiro que havia saído ilegalmente do País, por exemplo.
As barreiras burocráticas e o sigilo são criados justamente para tornar obscura a origem do dinheiro, seja de evasão fiscal ou do narcotráfico.
A própria Globo, de José Roberto Marinho, já foi pega na boca da botija numa destas operações joão-sem-braço.
Montou nas ilhas Virgens Britâncias uma empresa de nome Empire. Enviou legalmente capital para a empresa. Lá na frente, desmontou a Empire e usou o dinheiro para comprar os direitos de transmissão da Copa do Mundo.
Qual foi a vantagem? A Globo não tirou o dinheiro do Brasil especificamente para comprar os direitos do evento, mas para fazer um investimento externo. Com isso evitou a taxação obrigatória na compra dos direitos. A Receita Federal recebeu denúncia de autoridade estrangeira. Investigou e puniu a Globo. A certa altura, o processo simplesmente sumiu e teve de ser refeito integralmente. A Globo foi enrolando, enrolando, mas não conseguiu desfazer a multa e ao fim e ao cabo pagou R$ 1 bi à Receita em impostos, multas e atrasados.
Valeu a pena? Sim, porque quando a empresa fez o que a Receita definiu como armação, lá atrás, atravessava profunda crise financeira. Quando pagou, nadava em dinheiro.
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Qual era o objetivo dos herdeiros de Yunes, da Globo e da Joven Pan ao montar a sociedade?
Construir um condomínio exclusivo na maravilhosa praia de Maraú, na Bahia.
Mais adiante, vejam que interessante manobra: em 25 de abril de 2015 a empresa original desfez-se em outras 11, uma para cada sócio.
A gleba foi dividida. Ainda não sabemos se, ao fazer isso, a turma deixou de pagar as taxas de transferências devidas em cartório em transações imobiliárias.
O fato é que João Roberto Marinho, um dos herdeiros da Globo, montou sua própria empresa para tratar do assunto: a Z House Administração e Participações, tendo como sócia a esposa Vania Maria Boghossian Marinho e como administradores Simone de Paula Nunes e Roberto Pinheiro da Silva.
É uma nova versão da Casa de Paraty, esta agora completamente renegada pela família Marinho. Dizem eles que a neta de Roberto Marinho, Paula, filha de João Roberto Marinho, não tem nenhuma relação com a mansão de concreto ganhadora de prêmio internacional de arquitetura. É tudo com o ex-marido dela, Alexandre.
Não importa o que digam barqueiros, jardineiros, fiscais e outras testemunhas: é como se Paula nunca tivesse pisado lá, como se nunca tivesse assinado como testemunha o contrato que permitiu ao marido, Alexandre, renovar licitação obtida sem concorrência pública para explorar o espaço público do estado de remo da Lagoa Rodrigo de Freitas, contando com milhões em investimento público no empreendimento.
O Ministério Público da Bahia abriu ação civil pública para investigar se foram cumpridas as exigências feitas pela Prefeitura de Maraú na implantação da “ilha da fantasia” dos bilionários.
Será que, como acontece ainda hoje diante da casa de concreto de Paraty, redes para aquicultura serão estendidas, complicando a chegada de turistas a uma praia pública?
Vejam bem, diferentemente da irmã Paula, José Roberto é o “ambientalista” da família Marinho. Presume-se que jamais permitiria a repetição dos crimes ambientais constatados por autoridades na construção da casa de Paraty.
Uma casa que nem dono identificado publicamente tem. O controle é de uma sociedade que inclui a offshore Vaincre LLC, criada pela mesma Mossack & Fonseca no refúgio fiscal de Las Vegas, Nevada. A vantagem é que Nevada permite que o administrador de uma empresa offshore seja outra empresa offshore, criando duas muralhas de proteção contra jornalistas e policiais.
Os Marinho insistem: nada tem a ver com a mansão de Paraty, mas o fato concreto é que anotações apreendidas na sede da Mossack em SP indicam que Paula Marinho pagou as taxas de manutenção não só da Vaincre LLC mas de outras duas offshore, a A Plus Holdings e a Juste Internacional, baseadas respectivamente no Panamá e nas ilhas Seychelles.
A investigação da Mossack foi “desentranhada” da Lava Jato depois que o nome do ex-presidente Lula não apareceu ligado a nenhuma empresa e a PF centrou fogo em algumas, não em todas as offshore mencionadas nos papéis apreendidos. Por tremenda coincidência, a Vaincre LLL, a A Plus e a Juste ficaram de fora. Simplesmente, não interessam!
No negócio da Bahia, a cisão da Maraú serviu para entregar a cada um dos sócios lotes do terreno do empreendimento, mas a sociedade original continua funcionando com o seguinte capital:
José Roberto Marinho (Globo), Shadowscape Corporation (offshore), Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho (Jovem Pan), Ellen (herdeira do falecido banqueiro Roger Wright, ex-Banco Garantia de Jorge Paulo Lemann), R$ 588 mil cada; Jean-Marc (ex-Itaú, agora CVC Capital Partners Limited), R$ 441 mil; Maria Solovieva, R$ 310 mil; Christopher (herdeiro do banqueiro Roger Wright), Andrea Capelo Pinheiro (casada com Newton Simões, dono da construtora Racional), Luis Terepins (dono da incorporadora Even), Alberto Azevedo (Track & Field) e Frederico Wagner, R$ 294 mil.
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"Fora Temer", a onda do carnaval 2017

POLÍTICA - Aí tem coisa.


Nassif e o dossiê “1°amigo”, sobre Yunes. E uma contribuição do Tijolaço

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Há algumas horas está rolando nas redes um dossiê de documentos sobre os negócios da família Yunes, cujo patriarca, amigo de Michel Temer, confessou-se “mula” de Eliseu Padilha no recebimento de dinheiro trazido pelo doleiro Lúcio Funaro, operador de Eduardo Cunha.
Só a “escalação” do time acima já mostra quanto a gente tem de ser cuidadoso com este assunto, sem querer tirar conclusões precipitadas. Temos, como diz Nassif, de ir desbastando pelas bordas e, por isso, dou minha contribuição. A empresa Marau Projetos Imobiliários, propriedade da família Yunes, tem agora  como sócio Eduardo Sonoda, citado nos Panamá Papers como acionista da Weko Management, criada pela incubadora de offshores Mossack Fonseca, já de triste fama. No final do post eu reproduzo o diagrama que pode ser visto no site dos Panama Papers.
O texto do Nassif:

O primeiro amigo Yunes, a holding
Maraú e o encontro dos bilionários

O dossiê  distribuído pelo Anonymous, com informações sobre supostos negócios entre o presidente Michel Temer e o primeiro amigo José Yunes é composto por 30 documentos, entre PDFs e Words, basicamente registros na Junta Comercial e em paraísos fiscais.
Versam sobre uma infinidade de holdings e off-shores, algumas delas com os mesmos sócios, outras entrelaçando-se nas relações societárias, algumas soltas sem que, de cara, se possa montar alguma ligação maior.
Como é um quebra-cabeça extremamente complexo, vamos desbastando pelas bordas para ver onde chega. Pode não chegar a nenhum lugar, mas pode chegar a paragens interessantes.
As holdings que surgem da papelada são as seguintes:

Greystone, Shadowscape e Yuni Co são offshores instaladas em paraísos fiscais.
A holding principal é a Marau Administração de Bens e Participaçoes Ltda que contém sócios do clube dos bilionários brasileiros.
O objeto da sociedade é amplo: aquisição e alienação de bens imóveis, realização de estudos, planejamento, incorporações e participação em empreendimentos imobiliários em geral , administração de bens, participação em outras sociedades, com objeto relacionado a empreendimentos imobiliários ou empreendimentos em geral, na condição de cotista, acionista, consorciada ou de qualquer outra forma, bem como a realização de quaisquer outras operações que se relacionem, direta ou indiretamente, com seu objeto social. E ainda terá por objeto a exploração de atividade agrícola ou extrativa.
Entre os sócios participam (ou participaram as seguintes pessoas físicas e jurídicas:

Vamos a um perfil rápido deles:
Alba Maria Juaçaba Esteve Pinheiro e Andrea Capelo Pinheiro – pertencem à família cearense que controlou o banco BMC – que teve relativo sucesso no início dos anos 90.
Alberto Dominguez Von Ihering Azevedo – é um dos três sócios da fábrica de roupas esportivas Track & Field e mais uma dezena de empreendimentos industriais e imobiliários.
Jean-Marc Roberto Nogueira Baptista Etlin – presidente da CVC Partners e vice-presidente do Itaú- BBA.
Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho – o Tuta, dono da Jovem Pan.
José Roberto Marinho – um dos herdeiros das Organizações Globo.
Construter Participações Ltda – de Rodrigo e Michel Terpins, herdeiros das Lojas Mariza.
Christopher Andrew Mouravieff-Apostol – irmão do banqueiro Roger Wright, tragicamente falecido perto de Troncoso – caiu o seu avião matando 14 membros da sua família, todos os filhos e netos. Sua parte foi assumida pela mãe, que morava na Suiça. Depois de sua morte, pelo irmão Christopher. Roger participou do Banco Garantia, do Credit Suisse e, no final, tinha a Arsenal, de investimentos.
Agnes Leopardi Gonçalves – sócia de Lg Office Manager Servicos Administrativos Ltda – ME e da Sao Sebastiao Vii Az Administracao de Bens e Participacoes Ltda., empresa da família Yunes.
Lúcia de Carvalho Lins – não consegui maiores informações.
Marcos Mariz de Oliveira Yunes – filho de José Yunes e executivo de um sem-número de empresas. Pelo sobrenome, é parente do criminalista Antônio Mariz de Oliveira, também na lista dos amigos pessoais de Temer.
Luiz Terepins – ex-presidente da Eternit, tem empresas do setor têxtil e de construções e presidiu a Bienal de São Paulo.
YS Marau Projeto Imobiliário Ltda – Do Grupo José Yunes.
Shadowscape Corporation – aí começa a entrar na zona cinza. Praticamente todos os sócios da Maraú são também sócios da Shadowscape. Por seu lado, entre as empresas controladas pela Shadowscape estão a própria Marau e a São Sebastião V Administração de Bens. Era registrada nas Ilhas Virgens, paraiso fiscal, pela Greystoke Trus Co, escritório especializado em montar offshores. Na documentação, aparece como controlada pela  Greystone First Nominees Limited (https://goo.gl/LVXG7Z) que, por sua vez, aparece como controladora de fundos de investimento em várias partes do mundo, em uma teia típica de processos de lavagem de dinheiro.

Por hoje, ficamos por aqui.
É possível que os investidores da Maraú tenham se reunido em torno de um investimento imobiliário específico. Ou não. Vamos ver como as demais investigações prosseguem.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

POLÍTICA - Lula vem aí.


Lula vem aí e tudo será feito para impedir sua eleição

Ricardo Stuckert
Em 2015 a campanha para criminalizar e desconstruir Lula tomou forma e ele anteviu as perseguições, injúrias e violências que sofreria. “Serão três anos de pancadaria, mas eu vou sobreviver”, garantiu ao discursar na reunião do Diretório Nacional do PT no dia 29 de outubro daquele ano. “Se tem uma coisa que aprendi foi enfrentar a adversidades. Podem ficar certos: eu vou sobreviver. E eles, terão lá adiante a credibilidade que hoje imaginam ter?”. Profético. Lula foi acusado de ocultar um sítio e um apartamento que não possui, de disfarçar propinas da OAS com o pagamento da armazenagem de seu acervo presidencial, tornou-se três vezes réu, foi impedido de tomar posse como ministro de Dilma e enfrenta uma implacável perseguição de Sérgio Moro, qualificada por sua defesa como "lawfare", técnica de perseguição jurídica ao inimigo político, com manipulação do sistema legal para obter sua desmoralização. Por fim, Lula perdeu Marisa, que sucumbiu a um aneurisma no auge da tensão com os processos que ameaçavam Lula, ela e os filhos. Agora ele ressurge liderando as pesquisas para 2018 e seus adversários serão contas no rosário de delações da Odebrecht. Sendo candidato, dificilmente Lula deixará de ser eleito. Desta vez, o que eles farão para impedir que ele volte a governar o país?
O que mais contribui para o crescimento de Lula é o fracasso do programa do golpe, que feriu a democracia, aniquilou a economia, ampliou o desemprego e ameaça os direitos sociais e trabalhistas. Neste sentido, quando mais tempo Temer governar, melhor para Lula, mas pior para o país. Parece haver também, no crescimento de Lula, um fator intangível, que habita a esfera dos sentimentos, dificilmente aferível por pesquisas e sondagens. Algo assim como a compreensão, por uma parte de seus antigos apoiadores, de que lhe negaram apoio em momentos que ele precisou. Por exemplo, quando ele sofreu a condução coercitiva, quando foi impedido de se tornar ministro ou quando Lula, o PT e os movimentos sociais tentaram  realizar grandes protestos contra o impeachment, bradando o “não vai ter golpe”. As manifestações foram grandes mas não suplantaram as da direita, houve o golpe por um Congresso que dizia atender ao clamor popular. Algum arrependimento existe, e guarda algum parentesco com o despertar raivoso da população ao saber que Getúlio se matara. Ele enfrentava uma longa perseguição dos adversários e da mídia conservadora mas não contara com um só grande ato de apoio. Ao saber de sua morte, a multidão tomou as ruas e empastelou os jornais que atacavam Getúlio.
Na morte de Marisa, sim, Lula recebeu muito carinho e apoio, tanto presencial como pelas redes sociais. A morte dela coincide com as evidências de que a Lava Jato não conseguiu provas contra Lula e de que existe óbvia perseguição. Além do mais, o golpe fez água, resultou em desastre econômico e numa enchente de corrupção. Deste reencontro de uma parcela da população com Lula, por razões racionais e também, vamos dizer, emocionais,  vieram os 30,5% de preferência que ele obteve na pesquisa MDA-CNT. Um índice muito aquém dos quase 90% de aprovação com que ele deixou o governo em 2010, mas que vai crescer, quando mais Temer governar. Possivelmente Bolsonaro também vai crescer,  e tenhamos uma disputa clássica entre esquerda e direita em 2018. Os candidatos alinhados com o governo é que dificilmente crescerão. Para isso, precisariam de um milagre na economia e de que a população batesse palmas para reformas que irão castigá-la, como a previdenciária e a trabalhista.
Mal Lula despontou na liderança da primeira pesquisa, vieram as críticas e as armações. Um delegado o acusa de obstrução à Justiça porque foi nomeado ministro embora tenha sido impedido de tomar posse. Lula é acusado de ser o que não foi, de fazer o que não poderia ter feito, obstruir a justiça valendo-se do cargo, e desfrutando do foro privilegiado que lhe foi tirado depois do golpe, na medida em que deixou de ser investigado ao lado de Dilma, que deixou de ser presidente. Muito inepta esta acusação que não resistirá a qualquer exame jurídico mais sério. Mas os três anos de pancadaria previstos por Lula ainda não acabaram e armas mais pesadas ainda serão usadas. O que farão desta vez para evitar Lula presidente?
A hipótese mais banal é a de torná-lo inelegível por uma condenação em segunda instância antes de junho/julho de 2018, quando as candidaturas deverão ser registradas. O tempo é curto para isso e as provas continuam em falta. Se Moro já o tivesse condenado na primeira instância, estaria tudo mais fácil. Mas agora, com Lula na liderança das pesquisas, a ideia de que Moro o condenou para evitar sua candidatura, a serviço dos concorrentes de outros partidos, vai se fortalecer. Não é uma ideia lisonjeira para a biografia de um juiz que já assegurou lugar na História com a Lava Jato e a prisão de figurões da elite que, de outro modo, jamais teriam dormido uma noite numa cela.
A outra hipótese é a de um golpe mais radical, que mergulhe de fato o país na ditadura e cancele as eleições diretas do ano que vem. Quem o perpetraria? Os militares, cujo comandante enxerga no Brasil de Temer um país à deriva? Não considero esta hipótese plausível, apesar dos apelos da extrema direita por uma intervenção militar. Mas se houver um golpe armado, é mais fácil que ele seja para entronizar os militares, como em 1964, do que para garantir a continuidade de Temer. Ou uma eleição indireta. Lacerda e Magalhães Pinto apoiaram o golpe e acabaram por ele cassados. Porque iriam os militares se desgastar com um golpe em favor de uma elite carcomida e afundada em corrupção?  
Mas, se Lula tornar-se de fato candidato, preservadas as regras democráticas, a campanha será uma guerra e todas as armas serão permitidas. Como em 1989, quando Lula perdeu no segundo turno após ataques baixos de Collor (que pagou sua ex-namorada Miriam Cordeiro para acusa-lo de tentar força-la a abortar a filha Luriam) e a manipulação do debate final pela TV Globo. A batalha será sangrenta. Se Lula for eleito, o país ainda estará dividido mas, se ele conseguir restaurar a democracia, o crescimento e o desenvolvimento, como fez em seu governo, acabará conseguindo a reunificação.
“Alguém terá que ser capaz de reunificar o país”, disse Temer pregando o impeachment no ano passado e defendendo a própria posse no lugar de Dilma. O que ele não sabia, com seu limitado currículo democrático, é que a reunificação em horas de crise e cisão só pode ser propiciada por um governante legítimo, e além do mais, exitoso. O dele não dispõe nem de um nem do outro atributo.

POLÍTICA - Moro vai ter que se explicar.

Além de Padilha e Temer, denúncia de Yunes compromete Moro


Jeferson Miola


O depoimento que José Yunes prestou ao MP assumindo-se como simples “mula” para transportar os R$ 4 milhões da propina da Odebrecht destinada a Eliseu Padilha é demolidor para o governo golpista.
A denúncia do amigo de mais de meio século do Michel Temer põe luz sobre acontecimentos relevantes da história do golpe, e pode indicar que os componentes do plano golpista foram estruturados em pleno curso da eleição presidencial de 2014:
1. a Odebrecht atendeu o pedido do Temer, dos R$ 10 milhões [os R$ 4 milhões ao Padilha são parte deste montante] operados através de Lucio Funaro, ainda durante o período eleitoral de 2014;
2. mesmo sendo o candidato a vice-presidente da Dilma, na campanha Temer trabalhava pelo esquema do Eduardo Cunha [que na eleição apoiou Aécio Neves, e não a chapa do seu partido, o PMDB], que tinha como meta eleger uma grande bancada de deputados oposicionistas ao governo Dilma;
2. a organização criminosa financiou com o esquema de corrupção a campanha de 140 deputados para garantir a eleição de Eduardo Cunha à Presidência da Câmara;
3. Lúcio Funaro, tido até então exclusivamente como o “operador do Eduardo Cunha”, na realidade também atuava a mando de Eliseu Padilha e, tudo indica, de Michel Temer. José Yunes diz que Temer sabia tudo sobre o serviço de “mula” que Padilha lhe encomendara;
4. em janeiro/fevereiro de 2015, na disputa para a presidência da Câmara, embora em público Temer dissimulasse uma posição de “neutralidade”, nos subterrâneos trabalhou pela eleição do Cunha;
5. mesmo sendo vice-presidente da Presidente Dilma, o conspirador conhecia o plano golpista desde sempre, e participou desde o início da conspiração para derrubá-la.
O primeiro passo, como se comprovou, seria dado com a vitória do Eduardo Cunha à presidência da Câmara para desestabilizar o ambiente político, implodir os projetos de interesse do governo no Congresso e incendiar o país.
A denúncia de Yunes reabre o questionamento sobre a decisão no mínimo estranha, para não dizer obscura e suspeita, do juiz Sergio Moro.
Em despacho de 28/11/2016, Moro anulou por considerar “impertinentes” as perguntas sobre José Yunes que o presidiário Cunha endereçou a Temer, arrolado como sua testemunha de defesa.
Moro tem agora a obrigação de prestar esclarecimentos mais convincentes e objetivos que o argumento subjetivo de “impertinência”, alegado no despacho.
Caso contrário, ficará a suspeita de ter prevaricado para proteger Temer e encobrir o esquema criminoso que derrubaria o governo golpista.
Afinal, sabendo do envolvimento direto de Michel Temer no esquema criminoso, Moro teria agido para ocultar o fato?
A cada dia fica mais claro que o Brasil está dominado pela cleptocracia que assaltou o poder de Estado com o golpe.

"Fora Temer", a onda do carnaval 2017

Onde estão os atores da Globo que eram contra a presidenta Dilma?

Doria não aguenta humilhação de ser hostilizado e fala "Viva Lula"

PHA: MT é só pau nos pobres!

POLÍTICA - "A mula vai entregar o pacote?

Temer, a 'mula', vai 'entregar o pacote'?

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:



Como se sabe, o papel para o qual a elite dominante escalou Michel Temer foi o de “mula”.

Pegar o poder com o golpe e entregar, depois, ao PSDB, já devidamente higienizado dos direitos dos pobres e com as medidas de depenamento do Estado brasileiro.

A mula, porém, está escandalosamente manca.

A tropa que ela liderava perde um integrante por semana, e cada um que sai se torna um fardo a mais: é mais um para livrar das encrencas ma Justiça.

E, em matéria de livrar, nada é mais importante do que aliviar a “pressão Cunha”, conseguindo colocar o ex-deputado em liberdade, missão que está confiada a Gilmar “Alongadas Prisões” Mendes. Da decisão, se possível manter na Segunda Turma do STF, deve ser poupada uma constrangedora estréia de Alexandre de Moraes, que marcaria ainda mais as digitais de Temer.

Se fosse uma prática desde o início, a de permitir, tão logo executadas as apreensões de documentos, bloqueios de bens e de contas, limitações de deslocamentos e proibição de ida ao exterior, que os acusados respondessem, como manda a lei, em liberdade, seria mais uma.

Mas Moro, a Justiça e, especialmente, o STJ e o STF acostumaram o país, durante dois anos e pico, à ideia de que lugar de acusado é na cadeia. E quem mais acusado, quem mais bandido perante a opinião pública que Eduardo Cunha?

Talvez, sem repercussão política, o ex-goleiro Bruno.

Então, ferida e só, a “mula” aperta o passo para a entrega de sua principal encomenda: a reforma da previdência, na qual, como penduricalho, vem a reforma trabalhista.

Mas surgem problemas para isso, tanto no “baixo clero” peemedebista, que vê os tucanos nos melhores poleiros quanto na cúpula do parlamento, abalada pelas denúncias contra Rodrigo Maia (às da Odebrecht se somam agora as da Delta Engenharia, de Fernando Cavendish, antecipadas pela Veja) e o rebuliço que a prisão de Jorge e Bruno Luz causarão na bancada peemedebista no Senado.

Em O Globo, um dirigente tucano faz pouco da insatisfação peemedebista: ” A decorrência natural é que Temer, para fugir do isolamento, demande cada vez mais a presença de quadros do PSDB que possam apoiá-lo e com quem trabalhe com um grau de confiança maior. Lamentavelmente, ele perdeu esses interlocutores de confiança no PMDB, não sobrou ninguém e a bancada é um deserto. Ele tem chamado o Aécio cada vez com mais frequência ao Planalto, e o Imbassahy vai crescer muito. É discreto e confiável. Vai gerar ciúmes? Vai. Mas lamentavelmente eles não têm como reagir a isso.

Será? Boa parte do centrão flutua levada pela maré. E a maré é ruim, muito ruim.

O carnaval triunfal de Temer, previsto para desfilar aos gritos de “olha o crescimento aí, gente” viu, na quinta-feira, virar seu clima para quarta-feira de cinzas.

POLÍTICA - Yunes pode acabar com o governo Temer.

As relações sombrias entre Yunes e Temer

Por Renato Rovai, em seu blog:

No dia 31 de dezembro do ano passado, numa data pouco provável para este tipo de matéria, surgiu o blogue Tabapuã Papers, com um texto assinado por Joel Assis e Larissa Monteiro. A reportagem, até o momento a única do blogue, tinha como ponto central as “relações sombrias” entre José Yunes e Michel Temer. Ou seja, o blogue parece ter sido criado para divulgar este material.

Há aproximadamente um mês o blogueiro foi apresentado ao blogue por uma colega jornalista. Vasculhou-o, fez relatórios, checou dados, mas não conseguiu avançar muito nos emaranhados de suas ramificações. De qualquer forma, não encontrou incoerências ou formulações inverídicas.

Com a declaração dada por Yunes sobre ter sido “mula” de Eliseu Padilha com o conhecimento de Temer, há necessidade de que outros jornalistas também possam ter acesso a esses documentos.

Histórico dos negócios suspeitos de Yunes com Temer
Boa parte do relatado abaixo foi extraído do blogue citado. Alguns trechos literalmente. O blogueiro, porém, achou necessário fazer uma edição para que a leitura pudesse ser mais fluente.

A criação da Stargate

Em agosto de 2001, Glorybel Sousa assinava papéis na sala 400 de um prédio em forma de ‘S’ no estado de Delaware, famoso paraíso fiscal norte-americano, no escritório da Coporation Service Company (CCS), criando uma empresa da qual seria “diretora”. Poucos dias depois, Glorybel nomeava José Yunes como procurador da companhia no Brasil, autorizando o advogado a agir como melhor entendesse na gestão da recém-fundada Stargate Esthetics LLC.

A sede da Stargate Esthetics, no papel, é o próprio escritório da CCS, agente registrado de “milhares de entidades corporativas”. O principal trabalho de um agente registrado é, simplesmente, oferecer um endereço legal aos clientes.

A CCS aparece nos Papéis do Panamá como sede de mais de vinte offshores – empresas em paraísos fiscais. Os papéis reúnem dados de quase meio milhão de companhias desse tipo.

O anonimato garantido por offshores facilita lavagem de dinheiro, sonegação de impostos, fraude e outros crimes.

Dois meses depois de receber a procuração de Glorybel para agir em nome da Stargate Esthetics, José Yunes abriu, em Santana de Paranaíba, na região metropolitana de São Paulo, cidade famosa por permitir tributação mais baixa, uma firma cujas atividades iam da venda de produtos de estética à “participação em empreendimentos de qualquer natureza”.

Era a Stargate do Brasil Estética, Produtos e Serviços, que nasceu quando a companhia de Delaware se associou ao “empresário” Arlito Caires Santos. A sociedade funcionava da seguinte forma: a firma americana entrava com R$ 2,499 milhões e Arlito com mil reais.

Em troca de um salário mensal “pró-labore”, Arlito seria o “diretor”, mas precisaria da aprovação da Stargate Esthetics para pegar empréstimos, por exemplo. Como José Yunes era o procurador da companhia americana, as mais importantes operações da Stargate do Brasil tinham de passar pelo crivo do advogado.

Em março de 2004, o então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, anunciava um pacote de estimulo à construção civil, com R$ 1,6 bilhão em crédito para a compra de casas próprias. Naquele mês, Arlito e Yunes alteravam o campo de atuação da Stargate do Brasil. A companhia também passaria a comprar, vender e alugar imóveis. Shirley Siqueira Gomes assinou como testemunha da mudança do objeto de atuação da empresa.

Após quase uma década, a Stargate do Brasil criava outras duas companhias de “consultoria empresarial”. Juntas, a Golden Star Serviços e Participações e a Lighted House Serviços e Participações tinham um capital de R$ 11,1 milhões. Desse total, dois mil reais saíram dos bolsos de Arlito e o restante da Stargate do Brasil, que José Yunes controla.

As duas empresas funcionam no mesmo endereço, uma casa de fachada amarela e grades pretas no Brooklin Paulista. O blogue Tabapuã Papers revela que tentou encontrar, sem sucesso, Arlito. Também teria enviado repórteres à sede das empresas no último dia 28 de dezembro. Lá, havia somente uma placa indicando que funcionava um escritório de contabilidade.

Yuni Incorporadora Ltda e os bancos do empréstimo da Schahin com a Petrobras

Há quinze minutos de caminhada dos prédios das duas empresas, no bairro Vila Olímpia, localiza-se a Yuny Incorporadora S.A. José Yunes e dois filhos, Marcos Mariz de Oliveira Yunes, o mais velho, e Marcelo, fundaram a companhia em 1996. Na época, a Yuny cuidava apenas de empreendimentos de “altíssimo padrão”, como informa a página da incorporadora na Internet. Uma grande mudança ocorreu no dia 31 de agosto de 2006, quando José Yunes a transformou em uma sociedade anônima fechada, com ações divididas apenas entre os sócios. O capital da Yuny em nome dos donos era de R$ 3,5 milhões. Mais uma vez, Shirley Siqueira Gomes era a testemunha nos contratos.

Nesses 20 anos a imobiliária dos Yunes cresceu e, atualmente, os sócios têm na empresa um capital superior a R$ 174 milhões. José Yunes deixou de assinar pela Yuny, mas os filhos Marcos e Marcelo permanecem nela.

No dia 3 de setembro de 2010, os irmãos Yunes autorizavam uma das empresas do grupo a pegar empréstimos de até R$ 5 milhões com o Banco Pine S.A. Dois meses depois, no dia 10 de novembro, enquanto Temer já celebrava a vitória nas eleições, Marcos e Marcelo voltavam ao prédio ondulado da Vila Olímpia para autorizar outro empréstimo, de R$ 4 milhões com o Banco Fibra S.A.

Até junho de 2013, os filhos de José Yunes autorizaram empréstimos de, pelo menos, outros R$ 10 milhões com o Pine e outros R$ 7 milhões com o Banco ABC Brasil S.A. No total, eram R$ 26 milhões com o Pine, o Fibra e o ABC Brasil juntos.

Não há nada de irregular nisso, mas há uma coincidência que une os três bancos: todos estiveram na mira de investigações sobre desvios em contratos do grupo Schahin com a Petrobras.

Uma reportagem de 2016 do jornal Estadão diz que a Receita Federal encontrou indícios de que essas e outras 10 instituições financeiras “criaram uma estrutura para emprestar e receber dinheiro em paraísos fiscais”. E que, na avaliação da Receita, esses empréstimos abriram “espaço para dar ‘aparência lícita’ a dinheiro que poderia ter sido obtido em operações ilegais no Brasil, como fraude a licitações e sonegação fiscal”.

O artigo ainda afirma que o Ministério Público Federal do Paraná (MPF-PR), responsável pela Lava-Jato, avaliava se abriria um inquérito contra os bancos.

Maraú Administração de Bens e Participações, sociedade com Marinho e Tutinha

Em 25 de abril de 2016, uma semana depois de a Câmara dos Deputados aprovar o impeachment da então presidente Dilma Rousseff e enviar o caso ao Senado, Marcos Yunes ficava sócio da Maraú Administração de Bens e Participações. A Maraú existia desde 2007 e, supostamente, servia apenas para cuidar de bangalôs de luxo na paradisíaca cidade de Maraú, na Bahia.

Um dos sócios de Marcos Yunes na Maraú é Alba Maria Juaçaba Esteves Pinheiro, que foi esposa de Noberto Nogueira Pinheiro, do conselho de administração do Banco Pine. Também faz parte da sociedade Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho, o Tutinha, dono da rádio Jovem Pan. E, vejam só que coisa, José Roberto Marinho, vice-presidente do Grupo Globo de Comunicação.

Entre os sócios de toda essa gente na Maraú está a empresa Shadowscape Corporation, com sede nas Ilhas Virgens Britânicas, território que, assim como Delaware, muitos chamam de paraíso fiscal.

A Shadowscape nasceu no dia 4 de janeiro de 2011, tendo como agente registrado o célebre Mossack Fonseca, escritório de advocacia panamenho pivô dos Papéis do Panamá e responsável por abrir offshores ao redor do mundo. Os papéis panamenhos, aliás, também citam a Shadowscape. O registro do banco de dados mostra que o escritório de administração da firma fica em Douglas, capital da Ilha de Man. Por coincidência, muitos também classificam a ilha entre a Inglaterra e a Irlanda como um paraíso fiscal.

O representante da Shadowscape no Brasil seria José Arnaldo da Silva, morador no bairro Vila Dona Meta, em São Paulo. A reportagem do Tabapuã Papers teria ido até o local mas não encontrou o endereço do representante da Shadowscape que constava nos registros da empresa. Vizinhos afirmaram que um homem chamado José morava por ali, numa casa de aparência humilde, mas que havia se mudado em setembro do ano passado.

Quem também é sócia da Maraú é Andrea Capelo Pinheiro, que também é sócia da Agropecuária Vila dos Pinheiros, especialista na criação e no comércio de gado. A administração do haras é de Francisco Jaime Nogueira Pinheiro Filho, da família de Andrea e também de Noberto Nogueira Pinheiro, do Banco Pine.

Andrea também é diretora do BR Partners, um banco de investimentos que ocupa o 25º e o 26º andares do edifício Spazio Faria Lima, no Itaim Bibi.

As duas salas do 25º andar ocupadas pelo BR Partners pertencem a uma empresa chamada Tabapuã Investimentos e Participações. O dono da Tabapuã seria, justamente, o grande amigo de José Yunes, seu “irmão”, Michel Temer.

A Tabapuã, empresa de Temer

No dia 19 de novembro de 2010, Temer abriu com uma das filhas, Luciana, a Tabapuã, que cuidaria do aluguel das duas salas do 25º Andar do edifício Spazio Faria Lima, no Itaim Bibi. Curiosamente na reunião daquele 19 de novembro estavam presentes duas pessoas próximas a José Yunes. Uma delas era o advogado Marcelo Beserra. A outra, a mesma Shirley Siqueira Gomes, testemunha de alguns dos contratos que o amigo de Temer assinou

Essa não é a única das coincidências que liga a família Yunes ao atual presidente da República. As declarações de bens do presidente mostram que Temer participou de uma sociedade com José Yunes e sua família por, no mínimo, quatro anos. Em 2006, quando concorria ao cargo de deputado federal, Temer declarou possuir uma sociedade para um empreendimento imobiliário no valor de R$ 639.378,50. Quatro anos depois, a declaração de bens de Temer mostra uma sociedade com a Yuny – que no papel não tinha mais José Yunes entre os donos – no valor de R$ 639.378,49.

Reportagem da revista Veja afirma que essa sociedade do presidente com a incorporadora dos Yunes começou em 2003, quando Temer adquiriu – ainda na planta – o imóvel ocupado pelo BR Partners.

Pode não haver nada de errado com os negócios acima citados. Mas alguns são de fato suspeitos, já que envolvem criação de offshores e empréstimos heterodoxos. De qualquer forma, uma coisa está mais do que clara, Yunes parece ser muito mais do que um amigo, muito mais do um irmão de Temer. E pode acabar com o seu governo.

POLÍTICA - E agora Temer?

Fim de Temer está mais próximo

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

A providencial cirurgia na próstata anunciada por Eliseu Padilha, 24 horas depois de ter sido denunciado pelo amigo presidencial José Yunes como destinatário de uma mala de dinheiro, confirma que o fim de Michel Temer está próximo.

Por mais que seja possível insistir na coreografia - e Brasília já viu muitos espetáculos semelhantes - o governo acabou esta manhã.

A versão de que Padilha afasta-se do governo por razões médicas não merece credibilidade. A história inteira é outra.

Antes do depoimento de José Yunes vir a público, o chefe da Casa Civil seguia em sua vida normal de ministro e grande manda-chuva do Palácio. Por exemplo. Até agora, o ministro possuía uma agenda normal às suas atividades. Tinha compromissos marcados até para a quarta-feira de cinzas, cinco dias depois da entrevista do amigo do Temer que o acusou. Um deles envolvia uma audiência com empresários e sindicalistas envolvidos no debate sobre conteúdo local nos investimentos do pré-sal. Agora, está cuidando da próstata.

Sem Padilha, a solidão política de Temer chega ao nível da calamidade.

No final de novembro, no escândalo envolvendo uma cobertura milionária em Salvador, o outro amigo, Geddel Vieira Lima, já havia deixado a Secretaria de Governo.

Juntos há muitos anos, até há pouco eles formavam um trio azeitado, os verdadeiros chefes do grupo político que assumiu o Planalto após o golpe que derrubou Dilma.

Eram os protagonistas no centro das grandes decisões, aqueles com a palavra final nos assuntos graves e fundamentais - inclusive nomear e demitir.

Funcionavam assim desde o governo Fernando Henrique Cardoso, que deixou o Planalto em janeiro 2003, isto é, quatorze anos atrás. Em suas memórias FHC emprega a expressão "cheirando mal" para se referir a movimentos de Padilha - sempre em companhia de Temer e Geddel - para emplacar um ministério, que, afinal, acabou conseguindo.

Olhando para o futuro próximo, basta recordar que as delações da Odebrecht ainda não saíram do forno. Ainda podemos aguardar pela Camargo Correa, OAS, para imaginar o que aguarda a última ponta do triângulo.

Por enquanto, basta lembrar que o próprio Yunes acertou o peito de Temer ao revelar - empregando uma estranha linguagem de traficantes de drogas - que tinha informado ao presidente que havia atuado como "mula" a serviço do chefe da Casa Civil.

Neste ambiente, a saída de Temer caminha para se tornar uma necessidade prática antes de se tornar um clamor nacional. Pode ser fruto de um ato de renúncia, voluntário e unilateral, possível a qualquer momento.

Outra hipótese é o julgamento pelo TSE. No inferno em que se transformou o governo, a cassação do mandato de Michel Temer será um favor.

Neste momento, o debate sobre a sucessão antecipada de Temer ganha corpo e velocidade.

Há uma operação vergonhosa em andamento. Depois de desrespeitar a Constituição quando isso era conveniente a seus interesses, as forças que articularam a derrubada de Dilma tentarão esconder-se atrás da Carta de 1988 para operar um pleito indireto, num Congresso que o suíço Eduardo Cunha montou. Com isso, manterão o povo, mais uma vez, longe do direito de opinar sobre os destinos do país. Também será possível tentar algum lance de mágica para mudar o cenário atual para 2018, assim descrito na Folha de S. Paulo, edição de hoje, pelo insuspeito Reinaldo Azevedo: "as nuvens que se armam ameaçam jogar o país, mais uma vez, no colo das esquerdas. Tudo o mais constante (...), é ao encontro delas que marchamos."

Não é uma boa ideia. Só ajuda a criar tumultos desnecessários e incertezas. A solução - urgente - consiste em retomar o debate sobre a emenda que o obriga a realização de diretas-já, unica forma para o país recuperar a democracia.

POLÍTICA - " A gente somos inúteis"

Reinaldo Azevedo está certíssimo!

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:



José Reinaldo Azevedo e Silva, vulgo Reinaldo Azevedo, foi inventado pela revista Veja no início dos anos 2000. Era um jornalista sem expressão, famoso por seu carreirismo e pelas puxadas de tapete nas redações durante os anos 1990.

Azevedo formou-se em jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, após frequentar o curso de letras na Universidade de São Paulo (USP). Foi trotskista na adolescência, durante a ditadura militar. Adulto, tornou-se crítico do comunismo e das ideias socialistas.

Foi redator-chefe das revistas Primeira Leitura e Bravo!, editor-adjunto de política da Folha de São Paulo, coordenador de política da sucursal de Brasília do mesmo jornal e redator-chefe do jornal Diário do Grande ABC, de Santo André, entre 1991 e 1993.

Também foi articulista da revista Veja até 7 de outubro de 2009, quando escreveu seu último artigo para a revista. Ainda mantém um blog hospedado no site da Veja.

Após sair das páginas impressas da revista, Azevedo tornou-se colunista da Folha e radialista da rádio Jovem Pan, onde faz intervenções no Jornal da Manhã e comanda o programa Os Pingos nos Is. Por fim, atua como comentarista especial do telejornal RedeTV! News.

Azevedo se deu bem. Até por volta de 2006, não existia. Chafurdava na Primeira Leitura, publicação sem leitores e importância, pertencente ao ex-ministro das Comunicações de FHC Luiz Carlos Mendonça de Barros. Quando a revista afundou – logo após se envolver no que ficou conhecido como “escândalo da Nossa Caixa”, que explodira um ano antes –, foi “acomodado” na Veja, talvez para não falar demais.

Só para constar, o escândalo envolvendo a Primeira Leitura, que Azevedo havia “comprado” do Mendonção, eclodiu em 2005. O Ministério Público de São Paulo recebeu denúncia anônima sobre irregularidades nas verbas de publicidade da Nossa Caixa.

A denúncia ganhou força após a Folha de S. Paulo divulgar indícios de que o governo Alckmin havia interferido no Banco Nossa Caixa em favor de deputados aliados ao governo na Assembleia Legislativa paulista. As verbas eram direcionadas principalmente para financiar anúncios em revistas e jornais dos aliados, como a rede de televisão Rede Vida e a revista Primeira Leitura, pilotada por Azevedo.

Como sempre, o MP e o Judiciário tucanos de São Paulo acobertaram tudo e tudo ficou por isso mesmo.

A longa apresentação desse indivíduo serve ao propósito de mostrar que não se trata de nada mais do que de um carreirista que enriqueceu e ganhou fama à sombra do poder e de métodos obscuros. Mas não se pode negar um mérito a Azevedo: é inteligente e usa muito bem a lógica.

Alguns consideram Azevedo um idiota por se levar a sério, mesmo não passando de um animador de auditório que considera a obra máxima da Criação ter inventado um insulto contra pessoas que acalentam ideologia – note bem, não um partido, mas uma ideologia – que ele tem como função profissional atacar.

O autoproclamado “Tio Rei” já foi uma espécie de Jair Bolsonaro do jornalismo, famoso pela truculência, pelos insultos racistas, misóginos, machistas e homofóbicos disfarçados por sua realmente notável inteligência e capacidade de enxergar a floresta em vez de somente algumas árvores.

De algum tempo para cá, porém, Reinaldo, assim como a Veja, vem sofrendo uma “transmutação” ideológica. Até por hoje estar escrevendo na Folha, que usa um verniz progressista como maquiagem de seu viés conservador, passou a repudiar o que batizou de “direita chucra”, ou seja, o público que o fez ganhar notoriedade.

Convenhamos: Reinaldo (agora o trataremos pelo primeiro nome) é o pai e a mãe dos bolsomínions, os filhotes de Bolsonaro que perderam o pudor de ser lixo. Imbecis semiletrados, machistas, homofóbicos, misóginos, reacionários e violentos que representam grande parte do que chamam de “macho latino”, que não se permite empatia, humanismo e outras “coisas de viado”.

Não dá pra entender por que Reinaldo está surpreso com a burrice de seus liderados.

Recentemente, ele foi à loucura ao ver esse bando de cretinos comemorando a agonia de Marisa Letícia Lula da Silva, em seu leito de morte.



Reinaldo não é bobo. Sabe muito bem que, por mais que existam (muitos) energúmenos por aí capazes de praticar atos de crueldade como ironizar a situação da falecida mandando-a pro SUS ou desejar logo a sua morte, a maioria fica enojada diante de atitudes como essa.

Analistas das pesquisas de intenção de voto para 2018 consideraram que os ataques a Marisa ajudaram Lula a assumir a liderança isolada da preferência do eleitorado na eleição presidencial do ano que vem.

Claro que não foi só esse fator que fez Lula crescer, mas foi um deles.

Reinaldo, desde há alguns meses, acompanhou a mudança de postura da Veja, agora muito menos reacionária e antipetista, ainda que continue reacionária e antiesquerda em geral, e passou a usar, reiteradamente, a expressão “direita chucra”.

Ele criou a organização desses imbecis, mas Bolsonaro se apropriou deles e, agora, constrói um projeto político para 2018 que pode acabar com os anseios dos patrões de Azevedo, os tucanos, aos quais serve com devoção desde o tempo em que o colocaram para avaliar cartas de leitores na Primeira Leitura – eu vivia trocando e-mails com ele, à época, para debater política.

Bolsonaro atrapalha os planos tucanos porque eles são considerados pouco reacionários, pouco truculentos, pouco atrasados política, cultural e socialmente. Reinaldo, então, abriu guerra contra os bolsominions, que, agora órfãos do “tio Rei”, foram buscar conforto no colo da “titia Joyce”, outra carreirista e alpinista social que fazia par com ele em um programa de web TV da Veja.

Recentemente, surgiu um episódio engraçadíssimo em que Joyce Hasselman, demitida da Veja por puxada de tapete de Azevedo – que argumentou com a revista que ela é bolsonarista e, assim, ameaçava a tucanada –, começaram a produzir vídeos um contra o outro, insultando-se mutuamente.

Ambos têm razão no que dizem, mas não vou gastar o tempo do leitor com as pirações da direita. O fato é que Reinaldo tem razão de sobra para se preocupar com os excessos dos bolsominions. Bolsonazi é o adversário ideal para Lula ou para quem ele indicar para disputar a Presidência em 2018. Abjeto, verdadeiramente nojento, contrapor-se a ele é como bater em cego.

Reinaldo teve um artigo publicado pela Folha nesta véspera de Carnaval que faz um prognóstico que não só endosso, mas complemento porque, apesar de boa inteligência, o “tio Rei” não é capaz de entender totalmente por que a esquerda irá voltar ao poder, apesar de sentir que isso irá acontecer.

Leia o artigo, continuamos em seguida.

*****

A esquerda agradece à direita xucra que escoiceia

Por Reinaldo Azevedo

Os grupos responsáveis que constituíram a base popular do movimento de impeachment deveriam agora é estar empenhados em construir alternativas, já pensando em 2018, que assegurassem a continuidade das mudanças a que o presidente Michel Temer deu início.

Para tanto, não é preciso paralisar a Lava Jato. Ela que prossiga nos limites da lei. Mais: o inventário do desastre petista, a sua herança, ainda não foi feito. Em vez disso, infelizmente, nós flagramos esses a que me refiro a insuflar, queiram ou não, a razia das forças políticas organizadas, cedendo ao alarido da direita xucra e dos messiânicos.

É pena! A economia exibe sinais modestos, mas consistentes, de recuperação. A simples perspectiva de ajuste no setor público começa a dar algum resultado. Mas ainda vai demorar até que a população comece a perceber os efeitos da melhora. Por enquanto, esses indicadores compõem os arcanos da macroeconomia, cartas que não costumam ser lidas pelos mais pobres, especialmente punidos pela recessão fabricada pelo petismo.

Com habilidade, o presidente Michel Temer tem logrado vitórias importantes no Congresso. E olhem que os dias não andam nada fáceis. Os que dependem de voto sabem haver uma diferença importante entre apoiar a PEC do teto de gastos e defender a reforma da Previdência; entre mudar as regras do pré-sal e emplacar mudanças importantes na legislação trabalhista. Ou por outra: está chegando a hora de o povo de carne, osso, opinião e urna participar do jogo.

Aposto que Temer irá até o limite das mudanças que o Congresso puder lhe oferecer. Mas as nuvens que se armam ameaçam jogar o país, mais uma vez, no colo das esquerdas. Tudo o mais constante, e não vai depender de acertos ou erros do presidente, é ao encontro delas que marchamos.

As maiores manifestações de protesto da história do país deram o suporte popular necessário ao impeachment de Dilma, o que obedeceu a todos os rigores da lei. Mas sabemos, e eu apontei isto muitas vezes nesta Folha, no meu blog e em todo lugar, que dois elementos bastante distintos se combinaram para resultar na deposição.

Os que coalharam as ruas de verde-amarelo lá estavam contra a corrupção; mal sabiam que diabo era “pedalada fiscal” –o crime de responsabilidade sem o qual a então presidente não teria caído.

Mantenho-me relativamente longe do bueiro do inferno em que se transformaram as redes sociais e páginas da internet que, embora se apresentem como jornalísticas, ou são miasmas do esgoto ou são expressões bisonhas do lobby de especuladores e bucaneiros.

Igualam-se na violência retórica, na irresponsabilidade, na ligeireza com que sentenciam pessoas à morte. Embora longe, é claro que acabo alcançado pelo fedor. Sempre há aquele que diz: “Viu o que falaram de você?”.

A extrema direita, a extrema burrice e o extremo oportunismo se uniram para me declarar, acreditem!, inimigo da Lava Jato. Acusam-me também de sabotar a manifestação de protesto –ou algo assim– do dia 26 de março, marcada por alguns dos grupos que apoiaram o impeachment.

A inconsistência da pauta é a melhor evidência de por que não deveria acontecer. Chamam de sabotagem uma crítica política legítima. Antes, no dia 15, haverá a marcha das esquerdas. Notas: eu seria adversário da Lava-Jato porque critico algumas decisões de membros do MPF e do juiz Sérgio Moro. Pois é. Não nasci para fazer hagiografias.

A esquerda agradece embevecida.

O conservadorismo responsável pode ainda se tornar a principal vítima da criminalização da política, promovida por irresponsáveis que se querem conservadores. Ademais, se não serve a política, que venha a porrada!


*****

Reinaldo é PSDB, e PSDB é Temer – não PMDB, Temer.

Mas Reinaldo não entende tudo, o que não espanta. Ninguém excepcionalmente inteligente se julgaria tão importante por ter criado um insulto burro como “petralha”, que atribui desonestidade e burrice a todo esquerdista que pense diferente do autor do xingamento. Reinaldo é inteligente, mas está longe de ser excepcionalmente inteligente.

Para explicar o que Reinaldo não entende vale assistir a um vídeo [aqui] que mostra por que os planos dos golpistas farão os brasileiros sentirem saudade do PT e, sobretudo, de Lula, o que, aliás, já começa a acontecer.

Como se vê, a fascistada que agora se abriga sob as asas da “tia Joyce”, do Bolsonazi, do MBL, do Vem Pra Rua e de outras manifestações mussolino-hiltleristas, gente que Temer comprou para tentar fazer a maioria dos brasileiros aceitar perda de direitos em geral, além dos trabalhistas, está mesmo achando que vai ter sucesso.

Na última quinta-feira, a coluna da jornalista Monica Bergamo, na Folha de São Paulo, mostrou que os bolsomínions estão se suicidando com esses ataques aos direitos da maioria para beneficiar meia dúzia de capitães da indústria.




Não tem jeito de esse liberalismo genocida dar certo. Ouça o especialista entrevistado pela Globo News. Na entrevista dele, você entenderá por que o povo vai ficar extremamente irritado com os golpistas e, nesse momento, exigirá a volta da esquerda ao poder.

E a esquerda voltará através de Lula ou de quem ele indicar, se a ditadura conseguir impedir os brasileiros de votarem nele.

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