Google+ Followers

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Gleisi lê dura nota dos partidos de oposição a temer!

Medo de Tacla Duran leva Moro desmoralizar juizá.

Sassarico do Bemvindo - Meu Caminhãozinho

Silvio Costa dispara: vocês deram o golpe e destruíram o Brasil

Silvio Costa dispara: vocês deram o golpe e destruíram o Brasil

Parente e Míriam mandam na Petrobras e no Governo

Caminhoneiros em minas gerais manda recado au MBL e todo o Brasil

O Quarto Poder - Episódio 1

Uma aula sobre o entreguismo do Pedro Malan Parente

Na Argentina, Macri ilustrou muito bem o colapso da ilusão neoliberal - Portal Vermelho

Na Argentina, Macri ilustrou muito bem o colapso da ilusão neoliberal - Portal Vermelho: Nesses últimos dias, temos visto o relógio da História dar uma volta. E essa volta que ele tem dado atrás, sobretudo no caso aqui da nossa região, tem a ver com a situação econômica da Argentina.

Por Celso Amorim*

Caminhoneiros aprofundam o enigma: Para onde vai a direita? - Portal Vermelho

Caminhoneiros aprofundam o enigma: Para onde vai a direita? - Portal Vermelho: Toda crise é iniciada a partir de fatos concretos. O rumo que eles vão tomando no desenrolar dos acontecimentos depende da ação dos atores e dos interesses em jogo.

Por Ricardo Capelli*

Temer vira 'presidente decorativo' e Parente dita regras para agradar mercado - Portal Vermelho

Temer vira 'presidente decorativo' e Parente dita regras para agradar mercado - Portal Vermelho: Em teleconferência com analistas de bancos, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, assumiu que não está na presidência da estatal a serviço dos interesses nacionais, mas que o seu compromisso é com o mercado.

Por Dayane Santos

Ildo Sauer: 'Parente tem experiência em promover desabastecimento' - Portal Vermelho

Ildo Sauer: 'Parente tem experiência em promover desabastecimento' - Portal Vermelho: Professor do Instituto de Energia da USP e ex-diretor de gás da Petrobras, Ildo Sauer não se surpreende com a crise provocada pela greve dos caminhoneiros. E atribui grande parte dos problemas à “ânsia” do presidente da estatal, Pedro Parente, em atender os interesses do mercado.

Por Sérgio Lirio

Haroldo Lima: Petrobras está vendendo o que nenhuma petrolífera vende - Portal Vermelho

Haroldo Lima: Petrobras está vendendo o que nenhuma petrolífera vende - Portal Vermelho: O ex-presidente da Agência Nacional do Petróleo Haroldo Lima disse aos deputados da Comissão de Desenvolvimento Econômico (23) que o processo de venda de ativos da Petrobras tem que ser revisto. Ele criticou a redução da presença do Estado na economia com as propostas de privatização de estatais importantes como a Eletrobras.

Crise dos combustíveis e o desmonte da Petrobras - Portal Vermelho

Crise dos combustíveis e o desmonte da Petrobras - Portal Vermelho: Em meio à paralisação de caminhoneiros, abriu-se debate importante a respeito do preço dos combustíveis no Brasil, notadamente o Diesel. A elevação do custo do produto possui efeito perverso na formação dos preços dos demais produtos, em razão da predominância da malha rodoviária para escoamento da produção.

Por Augusto Vasconcelos*

POLÍTICA - Alckmin deixa de ser o "picolé de chuchu".


Alckmin deixa de lado o "picolé de chuchu"

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

Empacado nas pesquisas com um dígito, contestado dentro do próprio PSDB e com dificuldade para fazer alianças, o presidenciável tucano Geraldo Alckmin resolveu deixar de lado a imagem de “Picolé de Chuchu” e foi à guerra nesta nesta quarta-feira.

Em sabatina promovida por UOL, Folha e SBT, o ex-governador paulista partiu para cima de Lula e Jair Bolsonaro, que lideram todas as pesquisas.

“O Bolsonaro e o PT são a mesma coisa, é o corporativismo puro. Se você pegar os votos do Bolsonaro, é muito junto com o PT, é uma coisa atrasada”, disse o candidato do PSDB, sem explicar em que estudo ou pesquisa baseou a sua nova teoria.

Para o tucano, ambos representam um “populismo corporativista” e o país deveria evitar este retrocesso.

“O sofrimento foi muito grande com esse populismo. Caranguejo é quem anda para trás. O Brasil não vai regredir.

Alckmin só se esqueceu de dizer que “Caranguejo” era o codinome que Eduardo Cunha, o operador do golpe parlamentar, tinha na Odebrecht.

Nas redes sociais, também esqueceu do “Picolé de Chuchu” e foi ainda mais duro para alvejar Lula e o PT, ao comentar sobre o pedido de prisão do ex-governador mineiro Eduardo Azeredo, condenado no caso do mensalão tucano:

“Nós respeitamos decisão judicial. Não vamos acampar em frente de penitenciária”.

Ainda em busca do tom certo para decolar na campanha, o ex-governador prometeu há poucos dias que, se eleito, vai facilitar a posse de armas por fazendeiros, na mesma linha do discurso de Jair Bolsonaro.

Atirando para todo lado, Geraldo Alckmin parece incorporar um novo personagem na versão 2018.

Em 2006, o tucano vestiu um macacão com logomarcas de empresas e bancos estatais para mostrar que não era a favor das privatizações. Não deu muito certo, e teve menos votos no segundo do que no primeiro turno.

Agora deve ter trocado de marqueteiro para ver se dá certo.

E vida que segue.

Altamiro Borges: Crise pode levar a golpe dentro do golpe

Altamiro Borges: Crise pode levar a golpe dentro do golpe: Por Renato Rovai e Ivan Longo, na revista Fórum : O pais está em alerta não mais com a greve dos caminhoneiros, mas com o que ela pode ...

Altamiro Borges: Crise política e as sombras sobre o Brasil

Altamiro Borges: Crise política e as sombras sobre o Brasil: Por Rodrigo Vianna, no blog Viomundo : Começa a faltar gasolina no aeroporto de Brasília. Ceagesp desabastecida por causa da paralisa...

Altamiro Borges: Parente devia ser chutado da Petrobras

Altamiro Borges: Parente devia ser chutado da Petrobras: Por Altamiro Borges Pedro Parente, presidente da Petrobras imposto pela quadrilha de Michel Temer, até outro dia era bajulado pela mídi...

Altamiro Borges: Petrobras e Eletrobras derrotam Temer

Altamiro Borges: Petrobras e Eletrobras derrotam Temer: Por Altamiro Borges Politicamente, o golpista Michel Temer está morto. Odiado pela sociedade, como atestam todas as pesquisas, ele até ...

segunda-feira, 21 de maio de 2018

domingo, 20 de maio de 2018

VENEZUELA 2018: ADVOGADO DOS EUA DIZ QUE SISTEMA ELEITORAL VENEZUELANO É...

ATÉ QUANDO IREMOS AGUENTAR INERTES E IMPOTENTES A INJUSTIÇA QUE FAZEM CO...

POLÍTICA - Alckmin cada vez mais enrolado.





domingo, 20 de maio de 2018


Blindagem de Alckmin rompe na pior hora

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

O probo, o santo, o confiável, o incorruptível, o previsível, o mal menor.

Estes atributos que os marqueteiros tucanos pretendiam explorar na campanha presidencial de Geraldo Alckmin estão indo para o ralo com o rompimento da blindagem judicial de que o PSDB desfrutou durante as últimas décadas em São Paulo.

O desastre ético do ex-governador paulista, sua principal bandeira, acontece no pior momento, com a candidatura afundada entre 4% e 6% nas pesquisas, embolado com os nanicos, o que afugenta possíveis aliados e recursos.

Neste domingo, ainda não refeito das delações da Odebrecht e das contas suíças de Paulo Preto, o “suposto operador” tucano, nova bomba estourou no mal assombrado arraial tucano.

“Promotoria apura suposto caixa 2 de concessionária para campanha de Alckmin”, revela reportagem da Folha.

Segundo o jornal, a concessionária CCR, maior arrecadadora de pedágios em São Paulo, entregou R$ 5 milhões ao cunhado de Alckmin, Adhemar Ribeiro, na campanha de 2010, como consta do acordo de colaboração premiada feito pela empresa.

Na mesma campanha, a Odebrecht relatou em delações que destinou R$ 10,7 milhões ao mesmo portador.

A cada semana chegam novas más notícias ao QG de Alckmin, agora atacado por todos os lados, inclusive internamente pelo grupo do ex-afilhado João Doria, que revindica mais recursos para sua campanha de governador.

Alckmin, como presidente do partido, tem a chave do cofre, mas não é só a questão financeira que ameaça sua segunda candidatura presidencial.

Descontentes com os rumos da campanha, deputados das bancadas estadual e federal do PSDB já estão articulando abertamente para trocar Alckmin por Doria, que não ficaria chateado com a manobra.

Pesquisas foram encomendadas por dirigentes do partido com os nomes dos dois tucanos na lista presidencial para medir intenções de voto e rejeição.

Doria se lançou como presidenciável no ano passado empunhando a bandeira do anti-petismo, como já tinha feito na campanha municipal, em que se elegeu no primeiro turno.

Apanhado na Lava Jato e com novas denúncias pipocando, Alckmin ficou sem bandeira nenhuma, atrás de Jair Bolsonaro até nas pesquisas em São Paulo.

Se, na disputa de 2006 contra Lula, Geraldo Alckmin conseguiu ter menos votos no segundo turno do que no primeiro, um fato inédito em eleições presidenciais, desta vez corre o sério risco de morrer na praia antes do embate final, mesmo sem o PT na parada.

A única boa notícia da semana para o eterno governador do Tucanistão veio da Justiça, quando Gilmar Mendes, sempre ele, mandou soltar o “suposto operador” tucano Paulo Vieira de Souza, mais conhecido por Paulo Preto, acusado de manter R$ 121 milhões em quatro contas na Suíça.

Em troca da liberdade, Paulo Preto já avisou que não fará delação premiada e trocou de advogado. Tirou Daniel Biaski, um especialista em “colaborações”, e ficou com José Roberto Santoro, por coincidência também defensor de José Serra e Aloysio Nunes, outros tucanões enrolados na Lava Jato.

É muito improvável que o conjunto de delações e denúncias contra Alckmin levem a Justiça a impedir a sua candidatura em 2018, mas o estrago político já está feito.

Como a campanha deste ano será mais curta, o presidenciável tucano terá pouco tempo depois da Copa para reverter este jogo que lhe é até o momento cada vez mais desfavorável.

Sem aliados de peso, nem articulação política nacional, Alckmin não consegue sair de São Paulo, onde ainda enfrenta a guerra entre seus dois candidatos a governador, João Doria e Marcio França.

Suas esperanças se resumem a ser o único candidato ainda minimamente competitivo do establishment, mas isso não lhe assegura a passagem para o segundo turno, nem mesmo que consiga sobreviver até o final do primeiro.

E vida que segue.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

PETROBRAS - "Salvação da Petrobras".

O conto da contabilidade: engenheiros desmontam “salvação da Petrobras”

aepet
A Associação de Engenheiros da Petrobas (AEPET)  publicou texto onde desmonta a história da “salvação” da Petrobras pela gestão Mochel Temer-Paulo Parente. Desmonta porque mostra que a Petrobras, apesar de todos os desvios graves que possam ter acontecidos, estava não apena muito longe de quebrar, mas produzia ganhos semelhantes aos que produz hoje, mesmo sem a política suicida de preços que está praticando.
Do ponto de vista prático, os milhões roubados por Paulo Roberto Costae sua turma são incomensuravelmente menores que aqueles que viraram prejuízo para a empresa, com a venda, num momento de baixa do preço do petróleo, de campos exploratórios, produtivos e de ativos de distribuição, cujo valor se equipara ao valor do produto com que lidam?
Não são milhões, são bilhões. Mas está tudo “legalizado”

Esclarendo o “Petrobras esclarece”

Depois da AEPET ter publicado o Editorial: “Parente e o balanço, autoengano ou encenação”, a administração da empresa encaminhou mensagem, via correio eletrônico, aos petroleiros, segundo eles “com o objetivo de não deixar que informações imprecisas se transformem em fatos que prejudiquem a reputação e a imagem de nossa empresa”.
Em primeiro lugar queremos deixar bem claro que o que pretendemos é discutir quais os melhores planos para a Petrobrás, como empresa estatal que é, para o atendimento das necessidades da população brasileira e o desenvolvimento da Nação. O resultado de uma empresa estatal não se mede apenas pelo lucro ou prejuízo registrado no seu balanço, mas sim pelo desenvolvimento que ela promove para o país e a forma como contribui para distribuir a renda petroleira em favor dos seus verdadeiros donos: os brasileiros.
Infelizmente hoje a discussão se limita a comparar resultados contábeis entre um período e outro, verificar o desempenho das ações na bolsa de valores, informar quais os ativos vão ser entregues para terceiros para antecipar a redução de uma dívida que já foi chamada de “impagável”, redução da força de trabalho e dos benefícios dos empregados e imposição de pesados e injustos encargos aos participantes do plano de aposentadoria, ao mesmo tempo em que são aprovadas regras para antecipar dividendos aos acionistas e pagar indenização bilionária aos especuladores estrangeiros.
O que a AEPET sempre fez, em toda a sua história, foi defender a reputação e a imagem da Petrobrás. Quem criou a imagem de que a empresa estava quebrada? Quem inventou que a dívida era impagável? Quem gasta páginas do relatório anual para falar em Lava Jato, mas não dispende uma linha para falar das riquezas do pré-sal descoberto? Quem disse que endeusaram o pré-sal, em tom de menosprezo?
Todo este “circo” foi montado baseado na mentira de que a Petrobrás passava (e passa) por problemas financeiros. Por isso precisa vender ativos altamente rentáveis e entregar o pré-sal para as petroleiras estrangeiras.
Já falamos muitas vezes sobre isto, mas não custa repetir. O que mostra se uma empresa tem ou não problemas financeiros são os seus registros contábeis.
Muitos consideram que o principal indicador financeiro de uma empresa é a sua Geração Operacional de Caixa. É o caixa disponível depois de cobertos todos os custos e despesas. É o caixa apto para pagamento da dívida, fazer investimentos e pagar dividendos.
No caso da Petrobrás os números são os seguintes:
Geração Operacional de Caixa US$ bilhões
2011  2012  2013  2014  2015  2016  2017
  33,03   27,04   26,30   26,60   25,90  26,10   27,11
Vejam que a Geração Operacional de Caixa da Petrobrás é inabalável.
Onde está o efeito da corrupção que muitos disseram que quebrou a Petrobrás?
Onde está o efeito dos subsídios concedidos (2010/2014) que muitos calculavam em bilhões e bilhões?
Onde está o efeito dos “impairments” (2014/2016) que causaram os prejuízos econômicos astronômicos?
Onde está a dependência do preço do petróleo no mercado internacional em relação à sua capacidade de gerar valor?
Onde está a empresa quebrada?
Se compararmos a Geração Operacional de Caixa da Petrobrás com outras grandes petroleiras temos o seguinte:
Geração Operacional de Caixa US$ bilhões
2012 2013 2014 2015 2016 2017
Petrobrás  27,04  26,30  26,60  25,9026,1027,11
Chevron  38,80  35,01  31,50  19,5012,9020,52
Exxon  56,20  44,90  45,10  30,3022,1030,12
Shell  45,14  40,44  45,04  29,8120,6235,65
Importante lembrar que estas petroleiras (principalmente Exxon e Shell ) tem receitas 3 vezes superior à da Petrobrás.
A tabela mostra claramente o efeito da variação do preço do barril na geração operacional das petroleiras estrangeiras. Efeito que não se vê na Petrobrás.
Mas a atual política de preços não tem o objetivo de seguir a cotação internacional do barril?
Então por que de 2016 para 2017 todas as grandes petroleiras tiveram expressivo aumento de geração operacional enquanto na Petrobrás o número permanece estável?
Venda de ativos rentáveis? Perda de participação no mercado? Ociosidade das refinarias?
Outro importante indicador financeiro é a Liquidez Corrente. Ela indica a capacidade da empresa de cumprir com seus compromissos de curto prazo. É resultado da divisão do Ativo Corrente pelo Passivo Corrente. A tabela a seguir mostra os números:
Liquidez Corrente
2012 2013 2014 2015 20162017
Petrobrás  1,7  1,5  1,6  1,5  1,8  1,9
Chevron  1,6  1,5  1,3  1,3  0,9  1,0
Exxon  1,0  0,8  0,8  0,8  0,9  0,8
Vejam que a liquidez corrente da Petrobrás sem mantem sempre superior a 1,5. Significa dizer que para cada R$ 1 que a empresa precisa pagar ela dispõe de R$ 1,5 ou mais.
Notem que a situação da Petrobrás é muito mais confortável do que a das maiores petroleiras americanas.
Bom lembrar que as petroleiras americanas tem classificação de risco AAA ( nível máximo ) enquanto a Petrobrás fica 12 níveis abaixo B+.
A liquidez corrente mostra que a Petrobrás não tem nem nunca teve problemas financeiros.
Interessante de se verificar também o volume de recursos mantidos em caixa pela empresa. Vejam a tabela a seguir:
Saldo de caixa US$ bilhões
201220132014201520162017
Petrobrás13,5215,8716,6625,0621,2022,52
Chevron20,9416,2512,2911,026,994,81
Exxon 9,58 4,65 4,62 3,713,65 3,20
Reparem que as grandes petroleiras americanas vêm reduzindo sistematicamente o caixa desde 2012 enquanto a Petrobrás mantém caixa elevadíssimo a partir de 2015.
A Exxon que tem uma receita 3 vezes maior que a da Petrobrás, mantem um caixa muito menor.
A única explicação é que o caixa é mantido elevado para permitir a venda de ativos. Se fosse utilizado o caixa não haveria necessidade de venda de ativos. Pasmem…
Isto fica muito claro quando vemos os quadros de Usos e Fontes dos Planos de Negócio e Gestão-PNG feitos pela atual administração.
Usos e Fontes do PNG 2017/2021
imagem
Este plano mostra uma geração operacional de caixa de US$ 158 bilhões (já pagos os dividendos, não informado o montante), uma utilização de US$ 2 bilhões do caixa e a venda de US$ 19 bilhões de ativos. Como no final de 2016 havia mais de US$ 20 bilhões em caixa, os ativos estão sendo vendidos para manter o caixa elevado. Além disso a empresa vendeu US$ 13,6 bilhões de ativos em 2016 e só recebeu US$ 2 bilhões. Restavam US$ 11 bilhões a receber. Mais ainda a Petrobrás já tinha um crédito com a Eletrobrás de US$ 6 bilhões.
O grande absurdo vem à tona quando olhamos o Usos e Fontes do PNG 2018/2022.
aepetUsos e Fontes do PNG 2018/2022
Estranhamente a geração operacional cai para US$ 142 bilhões (já pagos os dividendos), uma queda de US$ 16 bilhões em relação ao plano anterior (US$ 158 bilhões).
A geração operacional deveria ter aumentado e não caído. Qual é a causa? Nâo é dada nenhuma explicação.
A venda de ativos rentáveis fez cair a geração? Ou está previsto pagamento de dividendos muito elevados? Não existe clareza.
Consta a venda de US$ 21 bilhões de ativos, ao mesmo tempo em que o caixa é aumentado em US$ 8,1 bilhões. O que é isto? Estão vendendo ativos para aumentar o caixa? Mas o caixa já tem mais de US$ 20 bilhões. Das vendas de ativos feitas em 2016 ainda resta receber US$ 8 bilhões e o crédito com a Eletrobrás de US$ 6 bilhões continua.
Simplesmente ridículo.
Bem, voltemos ao “Petrobrás esclarece” que afirma : “Para não deixar dúvidas a única vez que registramos resultado em torno de R$ 7 bilhões foi em 2013, quando tivemos um lucro de R$ 7,7 bilhões e o barril do petróleo estava em torno de US$ 100. Agora conseguimos resultado semelhante com a cotação a US$ 67 o barril. Ou seja é o nosso esforço para recuperar a empresa usando todas as ferramentas do plano de negócios que explica o bom desempenho da companhia”
Porque falam em torno de US$ 100 o barril? É só olhar o relatório do 1º trimestre de 2013, o preço médio do barril era de US$ 94. Mas em 2013 o governo subsidiava o consumo no mercado interno, mantendo os preços internos abaixo dos preços internacionais. Portanto este preço de US$ 94 não serve como parâmetro. Esqueceram?
Por outro lado não apenas o preço do barril deve ser avaliado, o câmbio é outro fator tão importante quanto.
No 1º trimestre de 2013 o dólar custava em média R$ 2,00 enquanto que no 1º trimestre de 2018 passou para R$ 3,24. Vão querer continuar enganando?
E continuam mesmo “A Petrobrás tem um programa de parcerias e desinvestimentos desde 2012 muito antes da posse da atual administração. Não se pode, assim, atribuir a este programa qualquer motivação partidária ou ideológica “ Parece que aqui eles vestiram a carapuça. E continua “ Em dois anos entre 2012 e 2014 a empresa se desfez de US$ 10,8 bilhões de ativos no exterior, campos de produção e áreas exploratórias. Esta portanto é uma ferramenta de gestão usada em diversos momentos e por diversas e distintas administrações da empresa para ajudar a reduzir seu endividamento”.
Entre 2012 e 2014 são três anos e não dois o que dá uma média de US$ 3,6 bilhões/ano. É normal na atividade da empresa comprar e vender ativos. Mas nunca se falou em venda de ativos como NTS, Liquigás e BR Distribuidora. Por outro lado a venda de ativos não era feita para reduzir dividas, pois naquele momento é que a empresa mais investiu e se endividou.
Quanto se privatizou entre 2012 e 2014 em comparação com US$ 35 bilhões planejados pela atual administração? Onde estavam e quais ativos foram privatizados nos dois períodos?
Agora tentam esconder a verdade “Neste trimestre a entrada em caixa com parcerias e desinvestimentos teve impacto de R$ 2.2 bilhões no lucro líquido, impacto reduzido quando comparado ao lucro de R$ 7 bilhões”
No relatório aparecem ganhos de R$ 3,2 bilhões com a venda de Lapa, Iara e Carcará. Mas pode ser que exista algum ajuste para chegar no efeito no lucro líquido. De qualquer forma o lucro a ser comparado é de no máximo R$ 4,7 bilhões (6,9-2.2)
No 1º trimestre de 2015 o lucro líquido foi de R$ 5,3 bilhões. Então que história é esta de melhor resultado dos últimos 5 anos?